Briefing: a placa e o doce amargo…

26 02 2017

Afinal a placa sempre parou com o tique tique e está a funcionar bem, até ver. Quanto ao doce estive ontem toda a tarde na cozinha , foi feito em duas panelas, para não correr o risco de transbordar , sobretudo porque  leva açúcar. Cinco litros de doce, distribuídos por frascos de 250 ml, tudo etiquetado e datado. Etiquetagem feita à mão, não tenciono vender, será para consumo nosso e ofertas aos amigos que gostam de doce de laranja amarga, que não são muitos. Acho que ficou bom, em todo o caso bem melhor do que o de 2015 que foi feito já tarde, com laranjas sem muito sumo. Estas tinham muito sumo, pelo que me pareceu muito líquido no princípio. Como não gosto de pôr muito açúcar, coloco metade do que a receita manda, o que lhe valeu foi a pectina natural que as sementes e a casca contêm em quantidade generosa. Esta receita foi-me passada pela minha irmã, mas calculo ser um doce antigo, para aproveitar laranjas de árvores não enxertadas. Calculo eu, o que me fez pensar nas viagens marítimas, se tivessem este doce , que feito em autoclave artesanal pode durar muitos anos, não tinham escorbuto… calculo que não soubessem a causa da doença. A cozedura não decompõe a vitamina C, a única forma de destruir essa vitamina no doce é colocar os frascos ao sol direto. Por isso já os arrumei no escuro, pois os frascos são de vidro transparente com tampa metálica. O que chamo autoclave artesanal é simplesmente ferver os frascos e as tampas, colocar o doce ainda muito quente e fechar, invertendo o frasco até arrefecer. Quanto às quantidades, faço tudo a olho e vou provando para saber se precisa de mais açúcar. Não gosto dele espesso, por isso não  deixo queimar o açúcar, não gosto do doce escuro. Mas posso dizer que tinha dois baldes de laranjas, pesei-as depois de as descascar e tinham 8 quilos, só acrescentei 4 kg de açúcar amarelo. Quanto às cascas, foi uma tarde inteira a descascar e outra a cortá-las às tirinhas muito fininhas. Ou seja, fazer este doce é só possível para quem tem tempo. E pensar que a árvore tem lá ainda outro tanto ou mais de laranjas…., mas tão cedo não retomo este trabalho.
Quanto ao ambiente político, devo dizer que mal tenho acompanhado. Mas do pouco que vi, é giro verificar o provérbio popular “diz o roto ao nu porque não te vestes tu?”. Acho até que o roto já deve ter só assim umas tirinhas como roupa… Agora andam eufóricos por terem encontrado algo a fazer esquecer as trocas de sms do ministro das finanças com o tal da CGD (seria assim tão bom gestor, para lhe fazerem tais promessas? E que quereria este esconder do Tribunal… as contas nos offshores? Hehehe…) E mais não digo. Estou mesmo a tentar seguir o sábio conselho de um comentador que me disse que deveria escrever sobre culinária…..

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Briefing: tique… tique

24 02 2017

Não vão acreditar, mas é verdade: agora foi a placa da cozinha, a gás.  Hoje de manhã, a água de cozer a parte branca da laranja transbordou e havia água por toda a placa. Água com pectina, sem açúcar, pois a parte branca não contém quase nenhuma frutose . Limpei tudo, mas a placa começou a  brincar com os isqueiros, a imitar um relógio…. mais tique que taque, um tique tique  muito rápido e não parou mais. Até agora. Claro, desliguei o circuito do fogão , mas sempre que ligo está tudo na mesma . Por isso interrompi o doce. Amanhã à tarde pode ser que tudo tenha secado, isto já aconteceu antes, mas com água. Tenho receio da pectina que faz gelatina e ao secar pode manter o contacto. Enfim, não está acessível para se desmontar , por isso não lhe toco. Acho que quando vier a máquina de lavar loiça, vai a placa para a oficina…. Já deixei de me irritar. Se me lançaram uma praga, antes isto que coisa pior….. Não, não vou à bruxa nem ao bruxo :-). Felizmente , por aqui há alguma redundância também no que respeita a placas, embora se tenha de sair de casa, mas é uma questão de seis metros :-). E mais não digo.

Quanto à marca: Teka, pois claro. A água deve ter entrado algures e está a fazer contacto onde não deve. Acho que as placas deveriam ser à prova deste tipo de acidentes, pois este tipo de acontecimento é muito frequente. Felizmente que esse  tique tique produz mesmo faísca pelo que a segurança nunca esteve  em causa, a placa fez o que devia, pois a água apagou a chama. Mas acho que esta placa tem a outra segurança a funcionar , a que corta o gás quando o sensor arrefece, por isso escusava de estar a fazer faíscas a um ritmo alucinante até à eternidade, ou à avaria final…

Posso ligar o gás com fósforo, e acabar o doce, mas não quero, prefiro trabalhar com segurança, pelo que o doce vai ter de esperar. A laranja está já descaroçada numa panela a que juntei o açúcar.

Quanto a outros assuntos, fui hoje contactada telefonicamente por um empresa de consultoria sobre a imagem dos bancos. Aceitei responder , divirto-me muito a dar notas baixas … a todos menos ao meu banco que não é português e até agora tem-se portado bem. Também com o inquérito da DECO, on line, aconteceu o mesmo mas ao contrário, era sobre operadores de telecomunicações . Neste caso adorei dar notas baixas à minha operadora, a MEO-PT.

Quanto a assuntos políticos, por cá , não vou comentar , só dizer que a política e o futebol se assemelham cada vez mais e eu não percebo nada de futebol. Do outro lado do Atlântico cada dia pior que o anterior. Nem sei que diga.

Aproveitem o fim de semana onde quer que estejam, pois por aqui vai chover na próxima semana…. gostei desta lógica.

 

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Briefing quotidiano: tiques… taques…

21 02 2017

Hoje, nos “segredos do Universo – through the wormhole” aprendi, entre outras coisas menos tranquilizadoras, que falar de nós próprios aumenta a dopamina… vamos ver se resulta . Hoje correu bem o dia. O Bulova ( já devem estar fartos do meu Bulova, mas eu gosto de acabar a histórias…) afinal foi recuperado, todo desmontado e limpo e tornado a montar. Está como novo , foi usado um produto especial que é adequado a estes casos de oxidação. Um milagre que ainda haja quem saiba fazer algumas coisas como estas. Os relógios digitais não me dizem nada, um relógio de pulso deve ser analógico. E fiquei contente com o preço dado que este trabalho de precisão requer, para além de tempo , capacidade de visão e de concentração. O técnico abriu-o para que confirmasse que era a mesma máquina. Verifiquei que é mesmo a mesma máquina, tanto quanto me foi possível. Mas confio, vou usá-lo agora durante uns dias , a ver se continua como sempre foi, sem se atrasar ou adiantar. O arranjo tem garantia, mas espero que não seja preciso.

Entretanto, e a propósito de relógios, só um apontamento, parece mesmo que um relógio foi especialmente montado para que Marine Le Pen ganhe à primeira volta… Incrível, a esquerda vai dividida, os republicanos apresentam um corrupto… Parece que afinal todos querem que ela ganhe mas têm vergonha de dizer. Será que querem todos o que ela quer , sobretudo o referendum? Até parece.

Um mundo surrealista. Muitas coisas surrealistas tiveram de acontecer para que se desencadeasse a 2ª GG, 20 anos depois da primeira. Não me parece que estejamos à beira de uma guerra mundial, mas estão a acontecer demasiadas coisas estranhas, gente como o Trump a quem é dada roda livre e que ganha sem que ninguém espere ou adivinhe, ou confesse que sabia que sim, que iria ganhar. Acho que deveriam todos parar um pouco para pensar. Ou não?

Quanto ao doce de laranja amarga: Está a marin…ar…

Tique… taque…tique… taque…tique… taque…tique… taque…tique… taque…





Briefing quotidiano: coisas doces e amargas, tangíveis ou nem tanto

19 02 2017

Hoje é dia de começar a fazer doce de laranja amarga, o meu doce preferido. Tem muito a ver comigo, toda a vida fui agridoce, embora ache que fui mais “agri” do que doce 🙂 .
Bem , isso agora não interessa nada. É um doce que dura uma semana a fazer…. pois são horas de trabalho esforçadas para tentar fazer tudo em menos tempo. No ano passado não fiz, a única árvore que as dá, já velhota, rejuvenescida por uma poda valente que recebeu há uns anos, deu poucas, não valia a pena, este ano os ramos só não partiram (com o peso das laranjas) porque são mesmo muito fortes.
Hoje é descascar e separar a parte branca da polpa e deitar  em três alguidares com água. Tem tudo de ficar a “marinar” pelo menos 24 horas.
Tangerinas há sempre muitas, todos os anos, e todos os anos se estragam, mas acho que não dão bom doce. Vou procurar melhor. A propósito de tangerinas, encontrei-as hoje muitas vezes na internet e nos dicionários em papel. Eu explico: hoje aprendi na TV uma palavra nova, usada pelo director de Marketing do Novo Banco: “tangibilizar”. Fui procurar na internet. Aparece, pois está claro, em textos de marketing, mas não no dicionário Priberam , por exemplo. Bem , eu entendo o que ele quer dizer, mas acho que a palavra não existe ainda. Acho eu. Fui ver no dicionário da Academia de Ciências e no Houaiss. Não aparece. Só “tangível” e “tangibilidade”. Mesmo antes de “tanglomanglo” e  de tango e não muito longe da palavra tangerina.Também existe a palavra “tanger” como verbo. Bem, vou deixá-lo com as suas apalpações… e vou tratar do doce. Enquanto ganho coragem para começar a descascar, resolvi escrever isto no meu diário. Não vale a pena dizer que também na tv tive de ver de novo o “the thing”, o trampa , com o seu sistemático olhar de viés (como fazem normalmente os mentirosos), referindo-se ao inexistente ataque terrorista na Suécia, devido, como é óbvio ao excesso de imigração. Felizmente, o ex- primeiro ministro sueco já twitou… enfim, pensando melhor, o mundo surrealista onde aquele coiso vive não deveria ser comentado por gente de responsabilidade, acho eu. Aquilo merece resposta? O pessoal que o elegeu nem vai ler as respostas do mundo inteiro, é tudo uma cambada de —–, cuja fonte de informação é o face ou pior, sobretudo sites americanos onde a bojarda é tomada como facto. Enfim, é melhor não ir por aí. Aliás, o melhor mesmo é falar de doces. Depois vou dizendo como vai correndo o trabalho. A receita pode, assim, ser seguida em tempo real , ou quase 🙂 .

PS: Corrigi, não foi o primeiro ministro sueco em funções que twitou a perguntar o que Trump andava a fumar.. Foi o ex-primeiro ministro. Assim está bem, acho que pode :-), pois em minha opinião,  o primeiro ministro em funções deve escrever algo oficial ou então não comentar.





Briefing quotidiano: mais uma máquina e outras avarias mais sérias

17 02 2017

Podem não acreditar , mas aproveitei a chegada do frigorífico para enviar a máquina de lavar louça para a oficina. Da Teka também, como é lógico. Não lavava e enquanto andei a tentar resolver o problema, mudando de detergente e  limpando o  filtro, deixei passar a garantia. O certo é que comprei as máquinas cedo demais, estiveram à espera da conclusão da cozinha e isso foi tempo perdido precioso que agora estou a pagar. Enfim, hoje, poupei a deslocação do técnico.

Quanto às outras avarias mais sérias… ver o Trump a responder a perguntas faz mal e eu sabia. Mas estou a resguardar-me. Infelizmente nem todos cá em casa fazem o mesmo e assim tenho de o ouvir a ele e tentar acalmar o meu companheiro que se enerva muito e até grita para ele responder às perguntas… O Trampa é uma anedota, é uma avaria, sei que é perigoso, está aos comandos da maior potência militar do mundo, mas que podemos fazer? Pouco , por enquanto. Se aquele palhaço se tornar ditador ao ponto de acabar com a democracia nos states, se fizer razias étnicas, então sim temos um problema grave e seria bom que a Europa se armasse. Acho mesmo. Mas enquanto virmos gente nas ruas manifestando-se e críticas humorísticas e não só, nos jornais e media em geral, temos de aceitar os factos: não podemos depor o presidente eleito nos EUA. Portanto, o que eu faço é tentar distanciar-me das asneiradas , dos tiques , dos olhares, da voz, do ar de chulo e labrego que tem e que enoja … vou-me distraindo com outras coisas.





Briefing quotidiano: máquinas e livro….

15 02 2017

As notícias sobre a morte do meu frigorífico eram exageradas. Verdade, chegou a existir essa notícia, o técnico telefonou a semana passada dizendo que não tinha arranjo e 3 horas depois telefonou a informar que ele tinha começado a funcionar. Virá amanhã. Era o gás. Bem, ficou lá este tempo todo em teste, no S.O. calculo eu, para garantir que estava mesmo de boa saúde, após a intervenção que me custará 120 euros.

Entretanto o relógio ainda está em observação. A máquina que lá vão colocar não sei de onde virá… enfim, acho mesmo que me devo preparar para ter um relógio com transplante de coração. As qualidades que tinha, por exemplo, NUNCA se atrasar ou adiantar, acho mesmo que não se vão manter. Mas gosto do visor… e sou conservadora, está visto.

Entretanto investiguei e descobri que a BULOVA era uma marca americana, a fábrica era lá, e a história do espaço confirma-se, mas por coincidência, pois ele foi usado no espaço exterior apenas porque o vidro do Omega estava partido e o astronauta usou o seu BULOVA pessoal. Agora acho que se fazem Bulovas na Suíça. Mas já me informaram que as máquinas suíças não custam 45 euros, custam mais, mas não tem importância, tudo tem um fim e todos os problemas fossem esses.

Entretanto, estou a acabar de ler o livro “Les âmes grises” de Phillippe Claudel. Muito bom. Depressivo , mas com aquela qualidade que não sei descrever, mas que me fará ler outras obras do mesmo autor. Esta foi a primeira, minha irmã emprestou-ma (em Francês). O relativamente pequeno livro, já lido por ela e pela minha falecida mãe, vinha enriquecido. Minha mãe colocou a lápis , como sempre fazia, a tradução das palavras que ela desconhecia (que eram poucas) e fez comentários laterais. Muitas outras palavras ficaram sem tradução para mim que não tenho um Francês tão avançado como ela tinha. Não tenho paciência de ir ver ao dicionário. Foi interessante ler os comentários dela, os destaques de parágrafos (o que me fez voltar a lê-los). Foi, assim, uma leitura a três ou mesmo quatro (contando com o autor), pois alguns sublinhados podem ter sido feitos pela minha irmã. Não me importo nada de ler livros com estas notas, há quem não goste, mas eu gosto sobretudo se feitas a lápis, não dificultando a leitura.

Por hoje é tudo, espero e desejo que o enxofre desapareça rapidamente, e cá não chegue (já agora , desculpem o egoísmo).





Não partilham?……

14 02 2017

Não há uma única partilha do meu último post sobre os precários do Estado. Enfim… como queiram. Entretanto vou imaginando (can’t help it) alguns comentários, já que estes não existem… Como por exemplo: ‘mas o que tem a requisição a ver com a situação dos precários’? Ora esta é a mais provável e típica reação de quem não tem tempo para pensar e passa pelos blogues já com um ranking predefinido sobre o QI dos autores, com o desprezo concomitante pelos últimos lugares do ranking 🙂 …. A esses relembro que um acórdão do Supremo Tribunal Administrativo cria precedente, e a decisão tem valor legal . Ou não? Claro , só para requisições. Mas e a argumentação dos supremos juízes? Essa constitui o essencial na jurisprudência. Claro que as situações são completamente diferentes. Mas dou só uma pista: a esfera jurídica das pessoas é constituída também por expectativas. Vá vão ver no google. E não, não vou copiar nada do acórdão que nem sei onde coloquei, deve estar no meio da papelada do passado que ainda guardo em caixas, que sobreviveu às sucessivas operações de limpeza que cada mudança geográfica me tem obrigado a fazer. Essas caixas contêm dossiers de papéis que um dia alguém há-de deitar na reciclagem ou queimar. Espero bem que seja eu, que viva o suficiente para isso.
Claro que o acórdão continuará a existir. Foi o Tribunal Supremo Administrativo em Coimbra, salvo erro.