No entanto, ela existe…

29 01 2019

Procurei na Biblioteca Nacional e Pordata: NADA

No entanto ela está na Faculdade de Economia de Coimbra. 3 exemplares .

dissertação de mestrado

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Sem título…

29 01 2019

 

Hoje nem tenho título ainda para o post. Nem tema… será a crise do “escritor” que nunca publicou um livro? Pois, nem a minha tese de mestrado que poderia ter sido útil talvez. Outras coisas da vida ganharam na altura uma prioridade esmagadora… Depois, como qualquer dissertação na área da Economia, perdeu atualidade, achei que não valia a pena, no entanto, em 2009, como já contei aqui no blogue , entreguei um exemplar à Biblioteca Nacional. Ainda não fui ver se houve qualquer alteração ao inventário… ou seja , à ausência total de referência. Relembro que a tese é sobre Economia da Saúde, e, embora incluindo também a situação em Portugal no princípio da década de 90,  é sobretudo interessante a experiência dos Países Baixos na mesma altura. Escusado será dizer que a teria de atualizar se pensasse em publicar. Tal implicaria…. nova tese imagino.

Acho que vai tudo continuar na mesma no SNS como estava na altura (há vinte e quatro anos) ou pior depois dos cortes e “cativações” da última década.  Não entrei, na tese, em matéria de funcionamento, foi basicamente o financiamento que foi objeto de estudo. O funcionamento tem sido estudado , mas haverá estudos que digam que há transformações organizativas que podem fazer muita diferença e que são a custo zero? Não vou dizer mais nada. Tento ficar longe, bem longe do SNS que assusta qualquer pessoa. Como chegámos até isto? Como permitimos o que se está a passar? Tudo se resume a esta outra pergunta: quando seremos uma democracia adulta e perceberemos que se queremos melhor serviço público temos de o pagar? 

A resposta à pergunta passa obviamente por respondermos ao corolário da mesma: quando puniremos exemplarmente a corrupção? Basicamente é isto: assumir a responsabilidade de pagar os serviços pelo que eles custam e não para encher os bolsos aos que apanham os lugares onde é possível a corrupção.

A desfaçatez com que uma pessoa adulta diz que nada tem a ver com o que o pai lhe disse para fazer no banco e nos off-shores é característico do povo inteiro: nunca ninguém tem culpa de nada, é sempre o outro, tanto na classe alta como na mais baixa. A infância desgraçada a explicar todas as tropelias que se vão fazendo impunemente desde cedo não é diferente . Muitos com infâncias desgraçadas sairam do ambiente tóxico onde viviam e conseguiram superar as agruras da vida. Não explica , não justifica que se ponha fogo a autocarros, contentores, se partam vidros de lojas, se receba a polícia à pedrada, se tratem os professores como se fossem … uns idiotas que servem para divertir delinquentes ou pré-delinquentes e a quem se pode faltar ao respeito e mesmo agredir.

A miséria dos bairros de betão inacabados ou destruídos não é justificação para o que andam a fazer. Sarkosy chamou-lhes racaille salvo erro, aos vândalos lá da França e foi muito criticado. Como lhes havemos de chamar por cá? Entretanto são os polícias que têm problemas e inquéritos. Os professores não denunciam situações de humilhação a que são sujeitos, problemas de disciplina incontroláveis, por medo. Medo sim. Infelizmente, entre as razões do silêncio e do medo está um receio que considero repugnante: o medo dos colegas da escola, de que digam que a vítima é que tem culpa , não tem boa relação pedagógica, medo da avaliação do desempenho… ano após ano, esse medo agrava-se. As escolas ou muitas delas tornaram-se aquilo que Walter Lemos e MLR queria que fossem: ninhos de víboras. Mais não vou dizer.

Fácil critcar a polícia no aconchego da linha de Cascais e/ou  de condomínios fechados com porteiro . Fácil dizer mal dos profs quando nunca se assistiu a uma aula dos cursos ditos profissionais: seja onde for, não tem de ser nos bairros problemáticos. Vão assistir e depois digam mal do prof que lá estava… Ninguém quer falar dos cursos profissionais et pour cause... eles justificam muitos horários. Até quando se vai pactuar nesse enorme desperdício de dinheiro dos contribuintes entre os quais os professores que acrescentam à sua contribuição, o dinheiro que pagam nas farmácias e nos psiquiatras para aguentar dia após dia a feira ou pior nas aulas.

Título para isto tudo? Não tenho , aceito sugestões. Por agora fica “sem título”.

Vou ali procurar uma imagem adequada , pois , sem imagem a partilha no face é muito deslavada… Já encontrei e até dava um título mas não vou mudar.





“19-2” e o “Barão Negro”: ficção/realidade….

18 01 2019

Preferia ver as histórias dos polícias marados de Montréal para descontrair ao fim do dia… embora a série não fosse uma comédia, nem por sombras. A realidade do sub-mundo urbano do mítico Canadá hiper desenvolvido ( país à frente de todos no não menos mítico índice de “desenvolvimento humano”), apenas aflorada e  de forma uma pouco grosseira, ou seja, pouco realista , pois não deu mesmo para perceber, mas de qualquer das formas denunciada. Agora temos , na RTP 2, o único canal que ainda vale a pena , à mesma hora , algo muito diferente: “Le Baron Noir”. Interessante, sem dúvida, mas para mim mais pesado, os meandros da política em França… hoje sobre Educação. Foi por isso que resolvi escrever este apontamento. Primeira nota: as “jotas” não são só um fenómeno português… calculava-se. Segunda nota: as agendas que prevalecem nos bastidores das marcações de manifs não são exatamente as dos interesses dos manifestantes…vêem-se os jogos de poder manipulando os movimentos de juventude… a lembrar que, por cá e por lá , não serão de certo apenas as manifs de jovens a ser manipuladas… bem como as formas de controlar o desfecho da votação de um plenário de juventude ou da “classe operária” de uma empresa ou setor não serão muito diferentes das que cá se fazem . Déjá vu , demasiado déjá vu, por experiência, mais de perto do que desejava e por isso levanta muita poeira emocional. Mas deixemos isso . Queria antes alertar para a necessidade de debate, avaliação e informação de algo que nos diz respeito particularmente no setor da Educação em Portugal: o ensino profissional. Zero de sucesso referiam na série , ZERO licenciados provenientes do ensino profissional. E por cá? Quotas, defendiam uns na série televisiva, outros,  dois anos de preparação para entrar na Universidade . Por cá? como é? Quantos entram e se licenciam? Por lá, na série, não se entende bem se queriam quotas para a entrada ou também para a saída :-). Bem , por cá querem agora fazer entrar na Universidade tudo quanto vem do profissional e não só e já se fala disso… Para quê? Para defender os interesses dos estudantes do profissional ou antes para manter os tachos ameaçados pela redução da população escolar? Estou à vontade para dizer que, tal como o ensino profissional tem sido implementado nas nossas escolas públicas (das privadas não sei, mas sei que são poucas as que têm ensino profissional) a degradação da qualidade do que se ensina e aprende é por demais evidente.  Tem sido apenas uma forma de manter alunos que não querem estudar mesmo dentro das escolinhas de forma factual ou meramente administrativa e tudo fazer para que concluam um curso equivalente ao 12º ano. Que vale ou quê exatamente?  Alguém avaliou o ensino profissional da última década?

Querem ter licenciaturas a valer o mesmo que as do ensino universitário ou politécnico? Não lhes chegam os cursos Técnicos Especializados? Querem ser doutores? Querem também quotas para o mestrado e doutoramento? Querem quotas para entrar? E já agora também quotas para sair licenciados?  … A série francesa é ficção, mas bem construída… não é nadinha irrealista. Interessante. Por cá prepara-se ainda mais do que o que esteve em questão no episódio de hoje, as quotas. Por cá  , parece que se pretende licenciar todos, como se isso não tivesse a consequência inerente e inevitável de aprofundar o fosso já existente entre universidades de primeira e de segunda!!!!! Lamento , mas também no ensino politécnico se estão a criar distinções entre os bons e os menos bons Politécnicos. Tanta falácia , por lá, naquela série de ficção… e tanta falácia na série real dos nossos governos com ministros sucessivamente apaixonados pela educação , pelos professores e pelos alunos e tudo fazendo para cortar financeiramente no setor , pois nesse setor estão os profs cuja força vem de serem muitos , mas fragilizados por muitos anos de propaganda hostil, amesquinhados  de forma intencional e com este governo intensificando-se a demagogia de medidas “populares” e “popularuchas” . Nas escolas e universidades, também, infelizmente, vejo uma classe que parece  pactuar com muita m€R$a ,por estratégia de sobrevivência que se admite até certo ponto , mas quando se ultrapassa a linha vermelha do mínimo rigor que se deveria exigir para se concluir um curso secundário ou superior passa a ser algo que infelizmente me faz pensar noutra palavra que agora omito. Para quando uma avaliação rigorosa da experiência do Ensino Profissional em Portugal????

Sim , a  série atual “Baron Noir” é bem mais densa que a “19-2” dos polícias de patrulha mais ou menos marados com a  dupla 19-2 tentando fazer de detetives sem o ser, e todos vítimas de cortes orçamentais e medidas avulsas dos governos centrais…. (pois , mesmo no Canadá) e acabou com um balanço de baixas de agentes bem pesado. A série “Baron Noir” só teve uma baixa por suicídio até agora, mas começou há poucos dias…





Os diurnos

13 01 2019

Conforme prometido , coloco o registo dos comensais diurnos

 

Continuarei a colocar restos de comida e não só, espero que voltem os outros noturnos. Mataram-nos? Comeram-nos? Muito provavelmente. Ou simplesmente foram para outras paragens mais longe dos humanos? Nesse caso ainda bem, hoje nem vou dar nada, não há restos e não quero estragar os corvos  transformando-os em pombos preguiçosos a comer ração de cachorro.

Nota: As horas estão erradas. Não consigo fazer a maquineta registar as horas certas.





Os outros comensais noturnos mudaram-se

7 01 2019

Restou este cliente fiel noturno. Depois mostro os diurnos.





Bom Ano de 2019

5 01 2019

Ano cheio de eleições , por isso um ano poluído de aldrabices, mas até às ditas vai havendo umas migalhas a distribuir pelo melhor ministro das finanças da galáxia. Vamos passando nos intervalos da chuva. Saúde para todos é o que desejo, muita saúde , para não terem de ir ao SNS.

E mais não quero dizer que tenho mais que fazer. Fica uma musiquinha para amenizar o tom.