Agora o Estado também tem de prevenir os comas alcoólicos da queima das fitas?

28 04 2017

Não me digam que agora o Estado também tem de prevenir as bebedeiras…. na queima das fitas ,onde, em princípio estão adultos apenas. Se menores lá estiverem, a responsabilidade é dos pais unicamente! Claro que haverá responsabilidades de quem lucra com isto tudo e serve bebidas a gente já claramente alcoolizada ou a menores. Aí sim, deveria haver fiscalização policial. Quanto ao resto: a polícia deveria estar presente como está no futebol. E atuar no caso de vandalismo ou perturbação da ordem pública ou agressões. Isto é a missão da polícia. As universidades nada têm a ver com isto? Têm , mas NUNCA as podemos responsabilizar pelos desmandos fora do campus. Ou devemos?????????????’ Responsabilidade pelos comas e pelos desmandos que os jovens fizerem, acho que é dos próprios se maiores e dos pais , se os autores das maluquices forem menores. Obviamente , conforme o grau de maluquice, a menoridade não dá imunidade (imunidade só mesmo a parlamentar e a diplomática….) ou dará? Quanto aos maiores de idade, os responsáveis são UNICAMENTE os próprios! Ou não? Este tipo de artigos é interessante pelo alerta, mas ….. o que se pretende? Que os jovens adultos precisem (ao longo do cada vez mais lento processo de maturação) do guardião chamado Estado? Acho que afinal o Salazar deixou a semente e ela ainda cá esta: o “Estado Novo”era o “protetor” e guardião-mor da “nação” … zelador dos “superiores interesses da Pátria” pois a juventude poderia ser corrompida pelas “influências externas”…. lembram-se do discurso ou nem por isso? O autor preocupa-se em desresponsabilizar as escolas básicas e secundárias pelas viagens de finalistas. Muito bem. Mas o que pretende ao virar a mira para o ensino superior?

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Infantilização dos jovens ou a banilização do Ensino Secundário

20 04 2017

A propósito do artigo “A desculpabilização dos jovens tornou-se proporcional aos seus excessos” no Com Regras , achei por bem deitar uma acha para a fogueira neste meu post. Não concordo com Alexandre Henriques quando compara viagens de finalistas do 12º ano a viagens dos finalistas do 1º ciclo e defende que viagens de finalistas só no fim do superior. Não haverá contradição entre o que defende e esta ultima afirmação (que reproduzo) ?:
“Para mim, viagens de finalistas só quando são finalistas, quando terminam o superior. Se mesmo aí existem excessos, o que dizer de miúdos com 15, 16 e 17 anos de idade. Esta pressa de se ser crescido, só tem paralelo no ridículo da benção das pastas do pré-escolar e viagens de finalistas no 1°ciclo…”

Eu acho que o Secundário é de facto um ciclo muito importante na vida dos jovem. A entrega de diplomas com cerimónias mais ou menos dirigidas centralmente e para efeitos de propaganda ao governo de Sócrates (era então ministra MLR) tornou ridícula uma boa ideia, ou seja , a valorização do ciclo de estudos secundários. Muitos jovens não continuam estudos, preferem começar a trabalhar e ver mundo – prefiro chamar-lhe assim, a emigrar, dada a carga negativa da palavra, carga ampliada pela canção ridícula do Abrunhosa (uuuiii, já não vão partilhar este meu post , com este crime de lesa majestade… não faz mal, o mais certo era não partilharem por tudo o resto que afirmo, por isso para mim é igual 🙂 ). Ora a escolaridade obrigatória veio banalizar o 12º ano, juntamente com os cursos feitos a martelo ditos profissionais… e que dão o 12º ano a ignorantes.

A conclusão e não apenas a frequência do ciclo de estudos que termina o ensino secundário deveria, isso sim, ser o objetivo primeiro do jovem que se matricula no 10º ano e desde logo ser tomado a sério . Mas não é. É apenas para muitos o prolongamento da “boa vida” à custa dos pais e do “Estado”, ou seja, relembro que a escola custa dinheiro aos contribuintes (pais e não pais) e não apenas aos pais do “crianço” que vai olhando para si próprio como um ser com todos os direitos, mas com os deveres relativos, ou suspensos ou adiados para quando estiver por sua conta na “vida real” (o que acontece se os pais fecharem a torneira ou não tiverem mesmo possibilidade de continuar alimentar-lhes a vidinha de crias de canguru….).

A realização de festas de finalistas deveria ser no fim do ano, isso concordo, já com o diploma garantido. Ou seja, deveria haver festa de graduação. E é possível fazê-lo, basta que as escolas se organizem para isso e não autorizem a festa de “proms” no meio do ano letivo. Já as viagens de finalistas é um caso mais complicado. Os alunos obviamente têm de a realizar em época baixa. Nada contra. Até porque não há dúvida que eles são finalistas, ou seja estão no 12º porque concluíram o 11º ano, ou obtiveram as condições para transitar. O que está mal então? O alheamento dos pais? Não vos parece que ao afirmarem isto estão a passar um atestado de menoridade ao jovem adulto que organiza e participa nessa viagem? O que está errado é a ausência de mecanismos de auto-controlo por parte do jovem adulto. O que está mal é a impunidade. Na ausência de auto regulação, lamento mas a punição é a melhor prevenção. Pois a ausência de valores em cidadãos de 18 anos é algo que é muito preocupante e terá a ver com o alheamento dos pais muito antes disso, durante toda a socialização. Também a escola permissiva tem contribuído para o fenómeno. Mas alterar tudo isso é longo e difícil sobretudo quando temos responsáveis no Ministério da Educação a falar de flexibilização do currículo, das transições de ano… e mais ainda o que se verá, sempre a tornar cada vez mais fácil a vidinha do estudante que não se quer controlar ou esforçar e a dificultar concomitantemente a vida do estudante que se esforça, dado que se torna mais complicado aprender numa sala de aula instável e ruidosa, sendo desmotivante ver transitar quem andou a brincar o ano todo. A motivação principal de quem se esforça é sempre o ensino superior. Muitos dos que aproveitam apenas para se divertirem nas aulas e fora delas no secundário já sabem que não vão entrar no superior. Ora é aí que a minha ideia ganha mais consistência: é necessário valorizar a conclusão do ensino secundário.

Os historiadores da Educação sabem que houve períodos em que “andar a estudar” significava fazer a escola primária e não eram muitos os que podiam, depois passou a 2º ciclo, 3º ciclo. Fazer o Curso Geral dos Liceus continuou a ser só para alguns durante muito tempo. Agora temos a obrigatoriedade, ou seja , o trabalho só começa aos 18 …. (se começar) e o governo pode diminuir estatisticamente a taxa de desemprego. Não quer isto dizer que defenda o voltar para trás, entenda-se!!!!!!!!!!!!!!!!

Acrescento ainda uma outra questão. Se o ensino secundário tivesse, por assim dizer, vida própria para além do acesso ao superior poderia pensar-se talvez em flexibilizar a escolha de cadeiras dos cursos regulares. Se é isso que estão a pensar quando falam de flexibilização então estaria de acordo com uma oferta mais diversificada de cursos regulares, pois acho muito triste que os alunos que odeiam estudar sejam misturados com alunos que apenas não gostam e não são bons em Matemática e é isso que acontece nos cursos humanísticos, infelizmente, desvalorizando um tipo de estudos apenas por efeito colateral… Deveria ser possível valorizar os cursos de Letras e haver “boas turmas de “Letras” no ensino secundário, o que seria bom para alunos e professores das ditas. O que se tem passado mais frequentemente é que os melhores alunos de “Letras”, ou seja de língua materna e estrangeira estão nos cursos de “Ciências”. Haver cursos regulares sem acesso ao superior? Pois é mesmo isso que eu defendo. O acesso, aliás, dependeria das Universidades apenas. Isso é bem melhor do que dirigir os alunos para uns cursos profissionais de utilidade duvidosa para os quais não têm nem apetência nem vocação. Obviamente que a Língua materna deveria sempre ser obrigatória, mas acho que os alunos deveriam poder escolher disciplinas do seu agrado dentro da oferta da escola. Isso disseminá-los-ia (ui escolha errada da palavra… ) pelas turmas e quem sabe talvez ganhassem vontade de se aplicar nos estudos. Obviamente que Matemática A, Física e Química só poderiam ser escolhidas por quem tivesse passado a essa disciplina no 3º ciclo (eu até acho que deveria ser exigida nota mínima de 4, mas isso é ainda outra questão).

Quanto aos finalistas do superior estamos conversados. Para entenderem melhor o que eu quero dizer, venham a Coimbra um dia depois de terminada a queima das fitas. Mas tragam sapatos fechados com sola grossa ou seja, calçado resistente a vidros partidos de garrafas de cerveja e ao risco biológico associado a outros resíduos pouco definidos, mas suspeitos…





Marcha turca de Beethoven: arranjo para 8 pianos

16 04 2017

Uma desafinação… pois … por que julgam que escolhi esta música?

Hoje rezei pela Turquia, na missa. Missa a que vou agora duas vezes por ano: na Páscoa e no Natal. Depois direi mais qualquer coisa sobre isto. Agora , a Turquia: parece que o referendo está meio por meio , mas sabemos que ele, Erdogan, arranjará uma forma de ganhar. Mas ainda tenho alguma esperança de que ele perca.





IRS novos escalões , a crueldade social e os geringonços de esquerda

14 04 2017

Consultei este site Ekonomista e verifiquei que se mantém o assalto aos rendimentos da classe média baixa (e mesmo baixa). Copiando:


Até €7.091 a taxa é de 14,5%, sendo a taxa média de 14,5%.
De mais de €7.091 até €20.261 a taxa é de 28,5%, sendo a taxa média de 23,6%
De mais de €20.261 até €40.522 a taxa é de 37%, sendo a taxa média de 30,3%
De mais de €40.522 até €80.640 a taxa é de 45%, sendo a taxa média de 37,613%
Superior a €80.640, a taxa fica nos 48%

Deixei lá um comentário que reproduzo e desenvolvo um pouco:
Para o “legislador”, ganhar 20 261 ou 40 522 é o mesmo, o contribuinte paga a mesma taxa ou seja, cerca de quase 40 % do rendimento. Quem está no escalão anterior, ou seja de 7091 a 20 261 paga quase 1/3 do seu rendimento. Olhando para o escalão anterior, o primeiro, a minha reação é de incredulidade: é possível que achem que todos, mas todos têm de pagar pelo menos 14,5%? O que é isto? Afinal o governo geringonço é tão cruel socialmente ou mais ainda do que (como diziam  e era verdade)  o anterior governo foi. Mas a taxa de “solidariedade” (solidariedade com a ladroagem dos banqueiros e outros assim) ainda é pior . Não disseram que iam acabar com ela? Calculo que os 80 € de rendimentos referidos no site seja gralha tipográfica. (80 euros ano?) Oito mil que fossem , quem recebe, por exemplo, metade dessa quantia (estamos a falar de 333 por mês , contando 12 meses) deveria receber a taxa e não pagá-la. Ou é mesmo como eu disse: solidariedade para pagar os danos feitos pelos gatunos dos bancos e outros da mesma laia que são arguidos e depois absolvidos por falta de provas… O povo não se importa de fazer sacrifícios, mas algumas cabeças têm de rolar ou estes assaltos à bolsa um dia podem sair politicamente muito caros. Calculo que a paciência tenha limites. A absolvição de Dias Loureiro e do outro é uma péssima notícia. O buraco de BPN ficou muito caro aos contribuintes e ninguém é culpado? Quanto à ladroagem (alegada, pois…ou comprovada) do Sócrates , Vara e Cª , já há fumos ou notícias de que o governo quer afastar os juízes procuradores que têm feito um trabalho notável… Por isso, não vejo que este país tenha solução para acabar com a corrupção. E nós pagamos e calamos, pois somos de brandos costumes. Até ver.
Deixo a questão: porque razão agregaram rendimentos tão diferentes? Ou melhor por que razão não criaram mais escalões? Eu sei bem que estes escalões foram criados pelo anterior governo. Mas porquê deixar tudo na mesma? Afinal como é? Nos tempos de informatização total do fisco, não me vão dizer que foi por motivos de simplificação?! A justiça fiscal sem progressividade é injustiça fiscal e social! Um tão reduzido número de escalões esbate a progressividade tornando a fiscalidade um ato cego e mesmo, nalguns casos cruel!!!!!!!!!! E acham-se de ESQUERDA, estes senhores da geringonça apoiada pelo PS, PCP e “verdes” ( deixa-me rir com a verdura) mais o bloco de esquerda…. e outros geringonços opinadores variados que se acham de esquerda e que aplaudiram a solução. Lindo! Lindíssimo! O PS ainda ganha a maioria absoluta e depois como é? Vão mudar o discurso assim de repente? Não seria muito conveniente, pois há gravações das suas declarações de apoio ao PEC e orçamentos. Heheh, meteram-se numa embrulhada, mesmo que o governo um dia volte a ser PSD/CDS, aquelas gravações são um passivo do qual não se livram tão cedo…. Pois, lá estou eu de roda da política… não liguem. Foi um desabafo.
Sobre o Trump não vou falar , não me apetece. Falem vocês que têm paciência para seguir as notícias do que ele anda a fazer, eu já não tenho. Quando rebentar qualquer guerra mais generalizada eu acabarei por saber, até lá, já disse o que tinha a dizer, ou seja , que a Europa (UE) dos babyboomers ( e outros ainda mais novos que têm governado a dita nestas últimas duas décadas) só fez merda, sobretudo na última década e nem mesmo tem uma política de defesa comum. Não há mais pachorra!





A serra da Lousã, a floresta e a ganância. Eu a falar sozinha, uma vez mais….

9 04 2017

Ninguém se incomoda ao ver a serra da Lousã despida de árvores? A serra da Lousã de que eu me lembro na minha infância estava toda coberta de árvores, especialmente o pinheiro silvestre! Que aconteceu? Ninguém trata da serra? Ou vão eucaliptá-la como todos os montes e áreas planas da “beira serra”? É um verdadeira vergonha, um atentado ao ambiente esta mancha interminável de eucaliptos. Interminável não é bem. Não sei como é em Espanha, mas sei que na França o eucalipto parece ser uma árvore proibida!
Vou assim falando sozinha contra um inimigo anónimo que nunca se manifesta, mas que vive bem perto. Sei que quem ganha mais com a eucaliptação do país são as celuloses, mas elas não podem eucaliptar terrenos que não são seus. Podem fazer o que provavelmente (eu disse provavelmente) já fizeram ou têm feito: pegar fogo às florestas nativas e aos pinhais para que o proprietário eucalipte. Eu disse provavelmente! Todos os anos há sempre um maluquinho que pega fogo e todos acham que os fogos são postos por maluquinhos. Eu também acho. Mas há maluquinhos pagos e há mandantes maluquinhos por dinheiro. Por isso há a tal probabilidade. Elevada ou não, o leitor ajuizará. Não estou aqui a acusar ninguém! Hehhehe. Leram bem ? Eu disse “provavelmente”.
Mas o inimigo silencioso não é só a indústria da madeira estilhaçada ou seja a indústria da celulose. É o meu próximo! Os proprietários que plantam eucaliptos em vez de reconstituir a floresta autótone , em vez de apostar em produções sustentáveis!
O pessoal urbano está-se marimbando e até é contra a eucaliptação mas vai dando uns passeios pelo país e até vai ver as mimosas em flor (mais os eucaliptos pois outra floresta dificilmente encontrará). As mimosas são outra praga que não sei se servem para celulose , as pessoas dizem que nem para a lareira serve. E ninguém se incomoda e ninguém as arranca. O país está coberto de eucalipto que apenas tem como concorrente a acácia mimosa! Tanto o eucalipto como a acácia mimosa pertencem à Austrália e daí não deviam ter saído! Em França é proibido plantar eucaliptos disseram-me. Não consequi ainda confirmar por falta de tempo. Mas na volta à França em bicicleta não se vê nem um, ou seja talvez um ou outro gigante que acho também que não deve ser cortado (tenho três na minha floresta e também tenho eucaliptos a marcar extremas, são bons nisso, crescem depressa e resistem ao fogo pois nascem outra vez, é só ter o trabalho de arrancar as centenas de novos rebentos que nascem depois de um fogo e deixar só os da extrema.)
Pronto, já desabafei e preguei uma vez mais…. aos peixinhos! Temos um aborto de partido chamado os verdes que nada faz mesmo agora que tinha uma ocasião privilegiada de controlar a propagação do eucalipto! Os verdes são o PCP e o PCP está-se marimbando para a floresta , possivelmente também lá têm ações , nas celuloses!





Preposições na língua portuguesa … a lei e a floresta

5 04 2017

Fui rever a gramática aqui.
Há já muito tempo que ando para escrever este apontamento a respeito da criatividade dos portugueses no uso das preposições. Pessoalmente, fico irritada com essa criatividade pois acho que deve haver alguns padrões invariáveis, mas isso sou eu que sou conservadora.
Ainda agora no CMTV, “as autoridades tentam descobrir as causas para este acidente”. Nada de mal todos entendem mas… eu pensava que deviam descobrir as causas deste acidente, ou então os vários factores que contribuíram para este acidente.
Acidente que não quero comentar, verdadeiramente é melhor não. Só digo isto: ontem morreram de uma só vez tantos quantos regularmente têm morrido em “fábricas piro-técnicas” em 7 anos e por isso agora vão ver se a lei chega ou não….
Entretanto o Costa cumpriu (com )o prometido quanto à prevenção de fogos? É que não tenho ouvido nada e aqui nada chegou quanto a ações concretas…. houve um período de candidaturas a fundos europeus, mas era claro que seriam elegíveis apenas os grandes produtores . Os pequenos não vão chamar “exploração florestal” aos nacos de terra que têm com eucaliptos…. Nada havia para efeitos de reconversão da floresta em minifúndio, ou apenas para ordenamento da mesma (recuso-me a escrever “limpeza”, a floresta com mato não é floresta suja é floresta com bosque sub-bosque e manta morta -ramos a apodrecer mais as folhas- é uma floresta completa não é uma floresta “suja”, desculpem estar sempre a repetir isto mas é preciso). “Limpem” a 50m das casas, para proteger as casas e pessoas , mas não façam só a lei e mais as ameaças aos pobres “agricultores” em subsistência, envelhecidos, vivendo essencialmente das magras reformas e de algumas couves e batatas que ainda conseguem produzir. Ajudem as pessoas! Obriguem quem pode fazê-lo. Mas se “limpar” 50 metros de terreno (ou seja 100m) pode significar arrancar tudo o que é árvores de fruto ou de sombra, então vão dar uma volta ao bilhar grande a ver se eu lá estou. Eu recuso-me a cortar a floresta por haver casas a menos de 50m. Não tenho um latifúndio e estamos no centro do país em zona de minifúndio. Se eu quisesse viver rodeada de betão deixava-me ficar no concelho da Marinha Grande  ou em Leiria. Retiro a maior parte do mato e dos ramos da floresta que está em terreno urbano. Mas não me vão obrigar a cortar as árvores, julgo eu. Claro que nem tomam em consideração o IMI pago por terrenos urbanos florestados. Nós fazemos a “limpeza”. Deixamos alguns arbustos, pois deixamos, a pensar nas abelhas e outros insetos próprios de uma floresta. A pensar nos coelhos e outros bichos que se alimentam de coelhos… Bizarra forma de pensar não é? A maioria dos leitores ( se eu tivesse muitos 🙂 ) salivaria só de falar em coelhos bravos… Um coelho destrói tudo… pois é, sobretudo se os predadores forem dizimados também. Se envenenarem os ratos e os caracóis , morrem também coelhos, morrem cobras e toda a cadeia até ao predador máximo característico deste cantinho à beira mar plantado que não morre mas adoece e não sabe porquê, mata tudo o que mexe e planta eucaliptos em massa e pragueja contra a falta de abelhas e de fundos do Estado para tudo e mais alguma coisa.
Escrevi , como terão reparado , “cumpriu (com)”… eu sempre considerei o verbo cumprir transitivo e por isso quem cumpre, cumpre alguma coisa . Agora quase todos dizem cumprir com e o verbo deixou de ser transitivo… bem eu vou continuar a dizer como antes e espero cumprir esta promessa 🙂 .





As vozes do filme “Farinelli, Il castrato”

1 04 2017


São seis vídeos. Hoje a parte I.

Realizador Gérard Corbiau

Autores Gérard Corbiau, Andrée Corbiau

As vozes :

Ewa Malas-Godlewska

Derek Lee Ragin

Ator: Stefano Dionisi

Neste documentário é referido Jean Claude Gabrel como o “primeiro “(cronologicamente?) responsável pela montagem, mas não o encontrei no site onde está toda a equipa. O nome indicado no Film Editing é Joëlle Hache .

Daqueles que aparecem no genérico , no final, e cujos nomes ninguém fixa, destaco a equipa de som que criou e registou a “terceira voz”, a de Farinelli:

Sound Department

Laurent Boudaud sound recordist
Sophie Chiabaut sound assistant
Isabelle Filippi post-synchronization
Michel Filippi post-synchronization
Dominique Hennequin sound mixer
Fabien Krzyzanowski digital sound editor
Bruno Langiano sound effects assistant
Jean-Paul Mugel sound engineer
Gadou Naudin sound effects assistant
Julien Naudin sound effects
Joël Rangon assistant sound mixer
Catherine Shorr sound editor (as Catherine O’Sullivan)
Richard Shorr sound designer / supervising sound editor