Rão Kyao, 1998

31 05 2008
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O monstro e a concorrência regulada

31 05 2008

Lendo um pouco em diagonal o que se escreve na imprensa e blogosfera sobre o Estado Social, verifico que não há nem pode acontecer tão cedo nenhum consenso em torno da defesa do mesmo. Ele consome 50% da riqueza dizem. Toda um linha de racioncínio conhecida em que encontramos o bloco central de acordo.

De vez em quando, há umas linhas de retórica do PS sobre a defesa do estado social,  a interromper toda a campanha intensiva de instigação de raiva inter profissional baseando o discurso na ideia de que o privilégio do trabalhador do Estado se goza à custa do trabalhador “produtivo”. Ao mesmo tempo todas as medidas de política apontam para a liquidação dos serviços sociais do Estado, não deixando de criar, aqui e ali, uns canais de distribuição de migalhas, para empatar a sua ala esquerda.

Encarar este facto seria um bom ponto de partida. Não há consenso, o PEC aperta. A poupança forçada de impostos já é grande e pesada e escoa-se em “despesas correntes”, os salários dos trabalhadores da administração pública. O sector privado terá poupança e vontade de investir em sectores antes públicos? Será capaz de suprir também a função “igualdade de oportunidades”? Então será melhor encarar os factos, aproveitar a capacidade de investimento do capital privado nos sectores sociais e colocar o Estado na sua função de regulador. Mas regulador a sério, equidistante dos parceiros sociais. Talvez nessa base haja um consenso e se acabe com o ódio inter-profissional. Não vejo, em Portugal outra solução neste momento. Não estamos na Suécia , na Finlândia , ou mesmo Holanda, onde a confiança no Estado é muitíssimo maior e há hábito já antigo e de raízes históricas de discutir abertamente os problemas e  resolvê-los por compromissos, o que permite uma aceitação e legitimação da carga fiscal que nunca acontecerá em Portugal. Mas a Holanda é precisamente um exemplo de concorrência regulada na prestação de serviços sociais. Quanto à concorrência regulada, há muita literatura. Le Grand, no sector da saúde é obrigatório.

Neste momento, não estou a prever nenhuma manifestação esmagadora que faça recuar qualquer dos grandes partidos na sua ideia central de liquidar o Estado social para reduzir o monstro. Pessimismo ? Ou, simplesmente, realismo?





Foto do portal

31 05 2008

Captei, na Índia, o céu e o que parece ser uma águia. Tentando representar mais que 3 dimensões. Gostaria de dirigir o olhar (o meu, sobretudo) para o eixo positivo das dimensões possíveis, ou seja o + infinito. Tenho consciência de que essa ideia pode ser considerada arrogante, impossível e até ridícula. Mas a imagem fica enquanto durar este blog.

Este site está assinado pelas inciais da autora. O anonimato, nos dias que correm, é muito relativo. O email está no “about”, não é necessário ir aos documentos, onde está a reclamação feita junto de um industrial conhecido e respectiva resposta. A página de documentos irá ser eliminada brevemente. Pode ser considerada publicidade.

Digo isto também na esperança de que alguém me avise se este site for nomeado em contextos menos agradáveis, tendo em conta o recente interesse dos media no fenómeno da blogosfera (não vi o programa da SIC ).

PS: A imagem não ficou, foi substituída por um rio e o título foi alterado para não enganar quem anda à procura de fotos de aves predadoras.





Mozart ” Eine kleine Nachtmusik” Allegro

29 05 2008




Perplexidades e temas para acções de formação

29 05 2008

Cá está um assunto interessante para uma acção de formação. Aqueles que sabem muito sobre estas coisas são normalmente os que são menos positivistas. Compreende-se porquê. É que eles terão sempre a matemática e as probabilidades, não as dispensam.

O que eu acho, assim de repente, é que estas questões da velocidade da luz e da mecânica quântica ( agora descobriram uma “partícula de Deus” ….) não têm muito a ver com os fenómenos físicos ou sociais a nível macro. Mas admitindo que têm: será que um economista estará então sempre perdoado nos seus erros pelo conhecido fenómeno quântico ilustrado na experiência do gato morto/vivo? E a muito na moda acção-investigação terá a validade das suas conclusões garantida pela teoria quântica ou a do caos ou whatever? Passa a valer tudo? A verificabilidade pela repetição da experiência vai para as urtigas? Isso e tudo o mais passa a ser regido pelo princípio da incerteza? Acho, então, que todos os professores que se interessam por estas coisas conseguem facilmente provar a necessidade imprescindivel de formação nestes temas para a sua área disciplinar específica. Eu quero saber. E dava mais hipóteses de emprego a quem estudou inutilmente estas coisas, ou seja, cientistas e jovens universitários que estão a recibos verdes por aí, a pensar em emigrar…Mas todos sabemos que se houver financiamentos não será para eles a “oportunidade”…





Música clássica: alguns sites em língua portuguesa

29 05 2008

Música Clássica-Brasil

Diz que não gosta de música clássica?





Uma espécie de iberismo optimista: Carlos Seixas/Calatrava

28 05 2008