Cobrinha de escada

28 05 2016

O meu gatinho mais novo encarregou-se de a trazer para a cozinha. Estava imóvel pensei que estivesse ferida, mas era táctica: o gato desinteressou-se e só a vi porque estava a descoberto no meio da cozinha. Tinha cerca de 30 cm. Coloquei-a num balde (com a ajuda de uma vassourinha  e pá pois eu não sou bióloga e cobras metem-me sempre respeito) e fotografei. Depois soltei na erva alta. Googlei e descobri tratar-se da cobra de escada que pode atingir 2m e é voraz, sendo a dieta roedores. Não mato cobras e tenho raiva a quem mata.Elas ajudam a limpar os campos de rataria que dá cabo da sementeira . São, juntamente com os gatos, uma alternativa aos malditos venenos para ratos que envenenam a cadeia alimentar a montante até nós , se acaso comermos predadores. E há quem coma cães, a esses desejo que a última refeição do cão tenha sido um rato ou dois envenenados…

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Merkel, Merkel…

24 05 2016

O barril de pólvora que criaste. Terias noção do que estavas a fazer? A Áustria já votou, já vimos o que pensa metade desse país do teu convite cego aos refugiados do mundo inteiro… E quando for a vez da Alemanha votar? Estou curiosa. No entanto, não interessa o que pensa a Alemanha pois o convite foi tão cego e precipitado que os convidados entenderam que era a Alemanha que convidava e não a Europa como fizeste saber….
E eu que não suporto alguns dos refugiados que ainda estão na Grécia ou noutros sítios que não a Alemanha: “Food no good”… “Police no good” … “We want Germania”. Então a Germania que os ature!!! Basta! Este género de gente que só sabe exigir, eu digo claramente: não os quero ver nem pintados quanto mais entrapados!
Não generalizo, há muita gente que vem com a atitude correta, agradecendo, pedindo asilo, não “exigindo” como se fosse culpa nossa o que se passa nos países deles, como se tivessem todo o direito de penetrar pela Europa adentro porque a Merkel disse que podem vir. Então que vão, que vão para a Germania. E mais acho que os homens saudáveis (e mulheres que quisessem se o pai ou maridos deixarem…) deveriam ficar no país deles, escolher a barricada e ajudar a evitar que os piores venham a tomar conta de tudo. Refiro-me ao DAESH, à besta !
Alguém comentava a situação austríaca na France 24 e disse algo interessante que passo a resumir: pois é , há sempre soluções populistas, ou seja, simplistas e é natural que metade do eleitorado tenha votado no candidato da extrema direita, mas também há populismo de esquerda: o Syrisa , o Podemos e outros movimentos parecidos são também simplistas , populistas, portanto. Gostei , é isso mesmo!
O que vai acontecer na Áustria não me interessa, nada posso fazer. Aqui também nada posso fazer, mas desejo que o novo Presidente Van der Bellen saiba ler os resultados das eleições. O título do Público é , no mínimo, tendencioso, pois a rejeição não me parece tão clara assim, mas sabemos que 50% mais um voto é o que conta. Neste caso até foram mais do que um, mas não muito mais, não acham? Portanto , a Áustria rejeitou o quê exatamente? Depois lemos no artigo que foram os votos por correspondência que em muito contribuiram para a rejeição de Hofer. Pois, os que lá não estão. Mas isso não nos diz respeito, né? A nossa esquerda alegre deve andar eufórica, a extrema direita foi derrotada na Áustria, ponto final parágrafo… né?





ADSE, agora o PR ao ataque ou coisa parecida

21 05 2016

Se querem ir preparando terreno para fazer chegar aos bolsos dos privados aquilo que gastamos com a ADSE, preparem desde já um pacote de fundos de reserva que podem ir buscar a essa mesma ADSE , pois nos últimos anos, quase que garantia que tem fundos de reserva, para que os privados possam garantir que:
– os prémios são em percentagem do rendimento,
-o seguro é vitalício,
-os prémios não aumentam com a idade,

-não há limite de idade para a adesão
– não há qualquer exclusão para doenças anteriores ou quaisquer tipos de doenças listadas nos seguros de saúde privados.

O fundo de reserva seria, como existe noutros países, para garantir os riscos pesados (doenças prolongadas com intervenções e tratamentos caros, cuidados ao domicílio , cuidados paliativos, etc , que são quase certezas, à medida que a idade avança e as seguradoras cobrem riscos e não certezas ,embora sendo certo também que muitos beneficiários morrem tendo usufruído em uma percentagem mínima daquilo que contribuíram, imagino que mesmo assim, o peso das despesas não seja coberto pelas receitas e as companhias de seguros iriam à falência, o que ia dar no mesmo, todos acabariam no já superlotado SNS).
O
opting out que defendia Maria José Nogueira Pinto, que muita falta faz no parlamento, é algo que , embora ache perigoso no nosso país, é lógico. É que as pessoas que contribuíram com a TSU (CGA) mais a percentagem para a ADSE teriam direito ao SNS também. Se as entregam aos seguros privados é óbvio que deixam de pagar os 3,5% da ADSE. Alguns irão para os privados , a maioria vai para o SNS até porque a adesão aos seguros privados se faz apenas até aos 59,5 anos de idade e todos terminam os seguros privados aos 70. E a ADSE morre na praia. Mas não podem entregá-las aos seguros privados depois de uma vida inteira de contribuições, sem garantir que o prémio seja comportável e tenha as mesmas características da ADSE acima indicadas. Querem mais dinheiro para a ADSE? Tudo bem , aumentem a percentagem em termos de bom senso , se é que tal coisa existe no cérebro da nossa classe política.

Além disso, há uma pequena dúvida:  A TSU foi mesmo só para as pensões? Então se a TSU também em parte for ou tiver sido canalizada para o SNS , a percentagem paga pelos FP para a CGAposentações deveria ser menor (se se der o caso de, como  devia ser e ter sido,  a ADSE tiver pago ou pagar ao SNS quando o doente recorre ao serviço público) verdade? Se a TSU é só para pensões e subsídios de desemprego e doença então os FP deveriam pagar menos impostos, se se der o caso de a ADSE ter pago , pagar ao SNS as despesas de beneficiários desse subsistema. Verdade ou estou a pensar mal?
Em suma se vão sobrecarregar o SNS com todos os beneficiários de subsistemas então este SNS rebenta mesmo. Os serviços deterioram-se já sem esses beneficiários, pois a maioria opta pelo privado convencionado, agora imaginem o que será quando estiverem lá todos à porta.
Insisto nesta ideia que no último post defendi que mais não é por enquanto do que uma vaga exigência em sede de  blogosfera: publiquem-se as contas da ADSE , devidamente detalhadas, de preferência dos últimos 10 anos. As continhas da TSU e CGA também seria bom que fossem conhecidas.
Gostaria também de saber mais sobre o orçamento do subsistema das forças armadas que deve haver, pois os militares têm os seus hospitais só para eles e família e nós, da adse vulgar vulgaris que todos acham especial, especialis, não temos! E os SAMs também quero saber como garantem os riscos pesados e quanto pagam os bancários. Só curiosidade , nada mais.

Já agora, faltam 600 milhões na Segurança Social e há 4mil milhões para injetar na CGD?
PS: Extrapolações para o setor educativo são oportunistas





SNS: endoscopias sem ou com anestesia? Público vs privado?

17 05 2016

Há alguns meses ouvi na Tv que as endoscopias no SNS iriam passar a ser feitas com anestesia. Uma amiga minha telefonou a tentar informar-se e a resposta foi: no próprio dia fala com o médico…. Ou seja, nem que sim nem que não. Esta, meus senhores é uma diferença entre o privado e o público. Nunca no privado uma pessoa teria endoscopia marcada sem saber todos os pormenores do exame. Este é apenas um exemplo.
Acho que a extensão do sistema ADSE ou coisa semelhante a quem quisesse poderia ser sustentável. Façam as contas por favor, temos o direito de saber as contas da ADSE sobretudo porque pagamos 3,5% do nosso vencimento ou pensão para esse subsistema. Não me estou a queixar , sei que os serviços custam dinheiro, os médicos devem ser bem pagos (mas obviamente pelo seu trabalho e não apenas por existirem, não sei se me estou a fazer entender). Os enfermeiros devem ter, como os médicos, uma carreira que os dignifique, seja no público seja no privado. Alguns serviços privados alargaram algumas das suas valências ao próprio SNS. É óbvio que o SNS precisa do sector privado.
Quanto ao exemplo dado só uma nota pessoal: a mim ninguém me fará uma endoscopia comigo consciente. Façam-no vocês, médicos, uns aos outros primeiro e depois digam que não custa nada.

PS: Extrapolações para o sistema de Educação são um pouco oportunistas o que não quer dizer que o setor privado não tenha aí o seu lugar. Não queria agora escrever sobre esse assunto.





Finlândia: um testemunho de quem lá vive e trabalha

15 05 2016

Blogue “FINLANDEANDO”
5 de Junho de 2014
Escolas públicas X escolas privadas na Finlândia
postado em Educacão na Finlandia por aylapatricia
Eu já li algumas matérias absurdas que dizem que na Finlândia não existe escola particular, também tenho visto pessoas despreparadas que colocam no google EDUCACÃO NA FINLÂNDIA, vem para cá, fazem parte de um ou outro workshop e voltam para o Brasil como experts em educacão finlandesa, e saem vendendo palestras mal aplicadas e com informacões INCOMPLETAS.

Jornalistas facam seu trabalho, pesquisem antes de publicarem algo. Perguntem na embaixada do país, leiam artigos científicos e depois publiquem uma máteria.

Eu não sou dona da verdade ( sou filha do dono), mas estou na área educacional há 9 anos, dando aulas na Finlândia, como tradutora desde 2010 e em 2012 comecei a fazer traducões no ministerio da educacão. O que me levou a ser aceita em um curso de gestão educacional pela universidade de Helsinki que concluirei em dezembro de 2015. Também tenho amigos na área, leio, troco informacões e etc. Então vamos falar algumas verdade sobre a educacão finlandesa. […]”

Ler o artigo completo





Educação: uma vez mais , a Finlândia

12 05 2016

Via Facebook cheguei ao blogue “Blog do Tarso” onde o autor postou ( em 2013 e actualizado em agosto de 2015) um vídeo sobre a educação na Finlândia.
Não subscrevo os comentários que faz e reporta-se à realidade brasileira, por isso vou postar o vídeo diretamente , uma vez que está no youtube, agradecendo ao autor do blog a divulgação deste documento precioso:

Vale a pena ver tudo até ao fim e refletir.

Não queria fazer muitos comentários , cada um concluirá. Realço apenas alguns factos:
-Todos os professores têm grau de mestre e há limites à entrada, não bastam as boas notas para se ser professor, mas são condição necessária
-turmas de 20 alunos
-relevância das artes no ensino geral
-autonomia /responsabilidade dos alunos : passam muito menos tempo nas aulas do que nos EUA ( em Portugal é o que sabemos, escola a tempo inteiro)
-45% dos alunos escolhem o ensino vocacional (a seguir ao ciclo básico ou seja no secundário), ensino vocacional que prepara os alunos para emprego à saída do secundário (embora possam seguir estudos). Quanto aos padrões de excelência destes cursos vocacionais, cada um que conclua por si, tendo em conta o que é dito e mostrado no vídeo.
-importância dada à inovação, investigação, tecnologia com altos padrões de exigência.
Confiança: palavra chave que parece atravessar toda a sociedade finlandesa. Confiança nos professores, no sistema educativo, nos políticos, nas instituições.
-Por último e considero que é mesmo isso, último factor, importante sem dúvida, mas que acho eu, é fruto de mais de trinta anos desta política educativa e não o inverso: bom nível de vida que parece ser mais bem distribuído do que nos EUA (embora o vídeo não aprofunde esta questão).

PS: Quanto ao factor climatérico só acho isto: se esse factor é importante então, este ano , em Portugal, os níveis atingidos pelos nossos alunos devem registar valores record na escala positiva :-).





Gabriel Mithá Ribeiro: continuarei, com muito gosto, a ler o que tem escrito no Observador

10 05 2016

Estive a ler alguns dos artigos deste autor, no Observador e li os comentários.
Seria bom que algumas pessoas se informassem sobre os autores de artigos de opinião, antes de os insultarem ou rotularem como é usual e, aliás, a arma de quem não tem argumentos: a rotulagem , o insulto, a catalogação nas gavetas que criaram nas suas cabecinhas com tendência a perderem neurónios se é que não perderam já muitos e de forma irreversível. Quem quiser enfiar a carapuça, faça favor de o fazer!
Escreve no “Observador”? A esquerda tacanha dirá: pois é, escreve no “orgão oficial da direita” , é um direitista, um neoliberal, um fascista, um conservador e se ficarem por aqui já não é mau, a tendência é dizerem a respeito de quem defende outras visões do mundo que “anda vendido ao capital pequeno ou grande, ou à banca , ou aos seguros , ou ao sector privado da educação ou ao sector privado da saúde” consoante o sector sobre que escreve. Foi formado no ISCTE? A mesma esquerda achará que “não presta” pois a MLRodrigues era lá prof. Até alguns convencidos que são de esquerda, mas que em muitos aspectos não são tal coisa, ficarão neste caso bem frustrados pois este autor diverge muito, mesmo muito, de muitos dos “sociologistas” e eduqueses que foram incubados no ISCTE e que chegaram a lugares de responsabilidade política.

Portanto transcrevo na íntegra a nota biográfica que aparece no CEI-ISCTE-IUL:

“Qualificações Académicas

Doutoramento em Estudos Africanos, em 2009 – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Lisboa, Portugal.

Mestrado em Estudos Africanos, em 2000 – ISCTE, Lisboa, Portugal.

Licenciatura em História, em 1990 – Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal.

Resumo Biográfico

Gabriel Mithá Ribeiro nasceu em 1965, em Moçambique. Vive em Portugal desde 1980. É licenciado em história pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1990), mestre (2000) e doutor em estudos africanos pelo ISCTE-IUL (2009). Trabalha no domínio do pensamento social/sociologia do conhecimento, com pesquisa de campo desenvolvida em Moçambique. Para além dessa área, tem também publicado ensaios sobre o ensino, tendo em conta a sua longa experiência de docência.

Publicações Salientes

Ribeiro, Gabriel Mithá (2013), O Colonialismo Nunca Existiu! Colonização, racismo e violência: manual de interpretação, Lisboa: Gradiva. (ISBN: 9789896165178)

Ribeiro, Gabriel Mithá (2012), “‘É Pena Seres Mulato!’: Ensaio sobre relações raciais“. Cadernos de Estudos Africanos, 23, 21-51.

Ribeiro, Gabriel Mithá (2007), “Chissano contra Machel e o Colono: representações sociais do estado em Moçambique“, Cadernos de Estudos Africanos, 13-14, 29-47.

Ribeiro, Gabriel Mithá (2000), As representações sociais dos moçambicanos: do passado colonial à democratização. Esboço de uma cultura política. Lisboa: Instituto da Cooperação Portuguesa. (ISBN: 972-96666-5-2)

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