Briefing quotidiano: coisas doces e amargas, tangíveis ou nem tanto

19 02 2017

Hoje é dia de começar a fazer doce de laranja amarga, o meu doce preferido. Tem muito a ver comigo, toda a vida fui agridoce, embora ache que fui mais “agri” do que doce 🙂 .
Bem , isso agora não interessa nada. É um doce que dura uma semana a fazer…. pois são horas de trabalho esforçadas para tentar fazer tudo em menos tempo. No ano passado não fiz, a única árvore que as dá, já velhota, rejuvenescida por uma poda valente que recebeu há uns anos, deu poucas, não valia a pena, este ano os ramos só não partiram (com o peso das laranjas) porque são mesmo muito fortes.
Hoje é descascar e separar a parte branca da polpa e deitar  em três alguidares com água. Tem tudo de ficar a “marinar” pelo menos 24 horas.
Tangerinas há sempre muitas, todos os anos, e todos os anos se estragam, mas acho que não dão bom doce. Vou procurar melhor. A propósito de tangerinas, encontrei-as hoje muitas vezes na internet e nos dicionários em papel. Eu explico: hoje aprendi na TV uma palavra nova, usada pelo director de Marketing do Novo Banco: “tangibilizar”. Fui procurar na internet. Aparece, pois está claro, em textos de marketing, mas não no dicionário Priberam , por exemplo. Bem , eu entendo o que ele quer dizer, mas acho que a palavra não existe ainda. Acho eu. Fui ver no dicionário da Academia de Ciências e no Houaiss. Não aparece. Só “tangível” e “tangibilidade”. Mesmo antes de “tanglomanglo” e  de tango e não muito longe da palavra tangerina.Também existe a palavra “tanger” como verbo. Bem, vou deixá-lo com as suas apalpações… e vou tratar do doce. Enquanto ganho coragem para começar a descascar, resolvi escrever isto no meu diário. Não vale a pena dizer que também na tv tive de ver de novo o “the thing”, o trampa , com o seu sistemático olhar de viés (como fazem normalmente os mentirosos), referindo-se ao inexistente ataque terrorista na Suécia, devido, como é óbvio ao excesso de imigração. Felizmente, o ex- primeiro ministro sueco já twitou… enfim, pensando melhor, o mundo surrealista onde aquele coiso vive não deveria ser comentado por gente de responsabilidade, acho eu. Aquilo merece resposta? O pessoal que o elegeu nem vai ler as respostas do mundo inteiro, é tudo uma cambada de —–, cuja fonte de informação é o face ou pior, sobretudo sites americanos onde a bojarda é tomada como facto. Enfim, é melhor não ir por aí. Aliás, o melhor mesmo é falar de doces. Depois vou dizendo como vai correndo o trabalho. A receita pode, assim, ser seguida em tempo real , ou quase 🙂 .

PS: Corrigi, não foi o primeiro ministro sueco em funções que twitou a perguntar o que Trump andava a fumar.. Foi o ex-primeiro ministro. Assim está bem, acho que pode :-), pois em minha opinião,  o primeiro ministro em funções deve escrever algo oficial ou então não comentar.

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