Mil milhões de ziliões…!

27 10 2011

Enerva o ar de felicidade de Barroso no discurso (não na primeira foto do Público), como quem acha que obteve vitória pessoal. Não,  quem pode gabar-se  disso é Merkel que teve maioria absoluta no voto de confiança do seu parlamento, relativamente ao resgate de 1 bilião.

Bilião que é  trillion, para os anglo-saxónicos.

No Público aparece o bilião, a meu ver correctamente. Para os jornais franceses (por exemplo Le Monde) mille milliards….

“[…]Troisième sujet, la force de frappe du FESF, doté de 440 milliards d’euros. Elle sera de 1000 milliards d’euros, même si aucun chiffre n’a été convenu par écrit. On est encore très loin de 2000 milliards ou plus évoqués ces dernières semaines à Bruxelles et jugés nécessaires pour dissuader les marchés d’attaquer l’Italie. […]”

Pois pode-se dizer também “mille millions de mille milliards de  Tonerres de Brest” ou combinações diversas, mas só na linguagem oral… e em certos estados emocionais…

Pois este é para mim um desses casos mas tenho tendência a exagerar:  mil milhões de ziliões de quintiliões de trovões de canhões de Brest! Também quero! Não para mim, claro está, nem  para todos os  desgraçados que estão a entregar as casas na sequência de já não conseguirem pagar aos bancos. Esses não vão mesmo pagar, mas ficam sem a casinha.  Ao menos que haja alguma justiça na UE, ou seja, convinha-nos também o perdão de metade  da dívida. Pelo menos metade dos empréstimos efectuados pelo Estado português junto de bancos privados   a mais de 6% de juro (para ser razoável).

Nós vamos conseguir pagar? … É mesmo? Acreditam? Quando ? em 2020? ou ou 2022? 2023?





Ainda por cá ando e a TAP na mesma

23 10 2011

Este post é só mesmo para dar prova de vida. Tenho andando “super” ocupada , impossível fazer posts sobre o orçamento ou outra coisa qualquer.

Só uma pequena coisinha: apesar da minha reclamação já com alguns anos, o check in dos voos TAP continua a ser a  bagunça do costume.

Não não voei este fim de semana mas acompanhei  (hoje mesmo muito cedo) pessoas que nunca tinham vindo a Portugal. Felizmente não lhes calhou a eles, mas aconteceu o costume no check in: últimas chamadas para embarque no altifalante tecnicamente muito mau (ou sou eu que estou a ficar surda…) enquanto as pessoas estão na fila de tudo quanto é voo TAP seja qual for o destino e a hora. Os que são chamados saltam na fila e vão a correr  para os guichets designados, passando todas as  pessoas que tinham à frente, que podem nem ter ouvido, e nem sempre acham graça… Ora, se esses tais da última chamada, conseguirem ouvir, ficarão aliviados, mas entretanto  já sofreram muitos minutos de ansiedade por verem a hora do take off a chegar e  estarem  ainda ali na fila. Os outros, que também ouviram, se não estavam nervosos, passaram a estar…

Nada como um banho prévio de stress para ficarmos imensamente aliviados quando finalmente nos sentamos no avião (mesmo aqueles que, como eu , têm medinho de voar). Deve ser afinal uma estratégia de condicionamento psicológico do passageiro. Este , quando chega ao guichet, já está tão feliz, que não faz a reclamação que foi magicando enquanto esperava, nem para isso tem tempo, aliás, já que as reclamações são noutro balcão….

Quanto à reclamação que escrevi há já alguns anos, já não sei onde está a carta com a resposta que não me  convenceu muito: tinha algo a ver com a máquina de RX de exame das bagagens (ou de ultra RX , pois só havia uma…)





E-mail muito oportuno a MST

23 10 2011

REENCAMINHEM

De: Associação Aanifeira [mailto:aanifeira@aanifeira.pt]
Enviada: quarta-feira, 12 de Outubro de 2011 14:23
Para: atendimento@sic.pt
Assunto: Ao c/Miguel Sousa Tavares

Olá MST

Antes que levante alguma controvérsia acerca do “Olá MST” deixe-me transmitir-lhe que ponderei bastante antes de optar por esta abordagem.

Poderia ter começado por um “Bom dia”, “Boa tarde” ou “Boa noite”, mas como esta é uma mensagem electrónica escrita e será lida em diferido por si, não arrisquei em atentar à sua liberdade que tanto preza, lendo um e-mail à noite começado por um “Bom Dia”. Poderia achar que eu estava a tentar subjugá-lo à obrigatoriedade de ler de manhã. Nesse seguimento, optei por um neutro “Olá”.

Estou a contactá-lo no seguimento das suas declarações à estação televisiva SIC sobre a proibição das touradas na Catalunha.

Como o meu tempo é curto (e o seu certamente também será pelas múltiplas opiniões que obrigatoriamente tem de dar sobre tudo e mais alguma coisa em tudo que é local público e quiçá privado) não me vou estender muito nesta missiva.

Não irei perder o nosso precioso tempo em dizer-lhe o quão errado é o Especismo porque seria o mesmo que tentar convencer um membro do ku klux klam o quão errado é o racismo, a um nazi o quão errado é o anti-semitismo ou até mesmo a um machista o quão errado é o sexismo.

Venho apenas fazer-lhe um pequeno pedido!

Quando fizer comparações, faça-o com situações comparáveis. Eu compreendo que o MST é pago para dizer as bacoradas que lhe apetece sobre todo e qualquer assunto mas convenhamos que há que estabelecer alguns limites e parâmetros de razoabilidade para quem recebe a mensagem compreenda e apreenda aquilo que se quer transmitir.

Não vou sequer referir o quão insultuoso pode ser para os bichos comparar a “Casa dos Segredos” com as touradas – aqui até deixo a sua preciosa liberdade escolher quem são os bichos!

Assim sendo quando a frase começa com “Proibir as touradas é o mesmo que” nunca pode completar com “proibir a casa dos segredos”.

Se “é o mesmo que”, então só podemos terminar a frase com algo comparável, como por exemplo:

“Proibir as touradas é o mesmo que proibir os circos da Roma antiga”

ou

“Proibir as touradas é o mesmo que proibir os apedrejamentos públicos de alguns países islâmicos”

Poderia dar mais alguns exemplos, mas acho que já deve ter dado para compreender a lógica.

Claro que, tentando acompanhar um pouco do seu raciocínio irreverente e contestatário, poderá argumentar como é que o massacre de seres humanos pode ser comparável ao massacre de animais?

Em resposta e terminando uso uma frase de Alphonse de Lamartine:

“Entre a brutalidade para com o Animal e a crueldade para com o Homem, há só uma diferença: a vítima.”

Victor Correia de Barros

PS – Como não tenho direito de antena televisiva nem a pagar e muito menos a receber, optei por enviar este e-mail às pessoas que fazem parte do e-mail list da Aanifeira, respeitando o seu direito à privacidade ocultando por isso as suas moradas de e-mail.»





“Oh que grande disparate”

9 10 2011


Já aqui coloquei “esta” mas não resisti, é oportuno.

Chatice hoje não há “Alf , uma coisa do outro mundo”. Tenho estado a ver na RTP memória, uma vez que na época não segui a série, tinha mais que fazer.
Agora não vou assistir a comentários aos resultados eleitorais na Madeira. Posso só dizer que acho muito óbvio que a estratégia seguida pela oposição na Madeira e no continente e pelo PSD continental iria conduzir exactamente ao oposto do que queriam. Mas será que queriam coisa diferente do que aconteceu? Hum….
Gostei imenso dos resultados do PS Madeira, adorei.





Carnaval dos animais

5 10 2011




Infantário

5 10 2011

Se na situação em que estamos (a tal situação “concreta”), o assunto mais importante em Portugal continua a ser o futebol, seguido do escândalo do momento ou do bode expiatório do momento , como é o caso da Madeira -insisto, o PS está descaradamente a zurzir sobre quem fez exactamente o mesmo que Sócrates, e não se ouviu Seguro em lado nenhum a dizer coisas, só unanimidades naquele partido leninista/estalinista/neo-rico/neofascista, neo-oportunista, neo-kmer-rosa que era (foi? é?) o PS.
Infantário autêntico, com os do costume dizendo as merdas , perdão , os clichets do costume, sem imaginação, sem esperança, só ambição. De quê? De protagonismo macho, um tacho qualquer, e lá andam eles saracoteando os “sim senhores” ou os “não senhores”… preparando o país para o descalabro.

Manifs ? Greves? Estão só a querer imitar a Grécia ou a fingir que querem imitar a Grécia?
Já sei que não tenho voto no assunto, a não ser o eleitoral, mas se estivesse no activo não aderia a nenhuma greve, nem iria a nenhuma manif para criticar as medidas conhecidas de todos, se se tivessem dado ao trabalho de ler umas notícias sobre o acordo com a Troika nos intervalos do jogo do benfica , sporting e selecção, tudo com letra minúscula e sem acordo ortográfico.

Vivem num mundo de invenção , do outro lado do espelho, ou já perceberam que não há alternativa a estas medidas? Preferem que o país se declare falido? Que saia do euro? Querem o salário cortado a 30%, os juros disparar internamente, externamente uma dívida em euros a empurrar o país para a situação de “não pagamos”?  E se se concentrassem em alguns objectivos claros: aumento do emprego como contrapartida da diminuição da taxa única. Manutenção dos postos de trabalho e criação de novos com alguma inteligência , coragem e optimismo com “p”? E se exigissem a cabeça dos culpados cujo nome é conhecido?

Ninguém exige nada da justiça nem de ninguém, a começar por si próprios, porque todos se habituaram a um lamaçal .

PS: Nem me estou a excluir, é mesmo assim, enquanto vou dizendo mal dos meus compatriotas, vou adiando alguns trabalhos chatos como lavar as loiças todas da “carruagem”  de campo ( pois a minha casota é mais um contentor que uma casa , embora tenha 7 janelas e duas portas, isto é piada privada, para quem ache que o que eu restaurei aqui em Vale de Corvos é uma “vivenda”) . É que vou ter visitas e a loiça está cheia de pó do fumo da salamandra e não só. Claro que são as loiças de exposição que estão numas estantes de livros que reconverti  em “expositores” deixando os livros em caixotes antes de me ver livre deles. Livros do tempo das leituras marxistas… dou a quem quiser, não posso deixar nas escolas, era ofensivo, vender não, queimar também não. Se houver por aí uma alma interessada… que diga, é só vir buscar, mas cheira-me que vou ter que mandar tudo para a reciclagem.





Para privilegiados

5 10 2011

Geograficamente bem colocados:
http://www.musica.gulbenkian.pt/