João Almeida a perder o Giro? Não se perde nada aos 22 anos!

22 10 2020

Não interessa nada, esteve de rosa durante quase 3 semanas! É muito jovem e dará ainda muito ao ciclismo e dá gosto ver a bandeirinha portuguesa nos lugares de topo. Kelderman está muito forte. Embora o giro não acabe hoje, era hoje que se jogava tudo . Aquele monte é um pavor, só de olhar fiquei sem fôlego e grande parte da subida é acima dos 2 mil metros de altitude. Atualização: Bilbao pelos vistos está mais forte do que todos , ainda ganha a etapa e a rosa…. Isto hoje está muito interessante. Não acompanho diariamente , mas gosto das etapas de montanha e esta é a rainha!

Não digo mais nada… haverá quem queira ver em diferido.

Agora lembrei-me, a propósito de não dizer “mais nada”, que os nomes dos ciclistas estão a ficar muito sugestivos. Há um que se chama Masnada, outro que é Pozzovivo e ainda outro que é Caicedo 🙂





Sou contra o referendo sobre a eutanásia

22 10 2020

Os senhores deputados têm um mandato , por isso deverão ter a frontalidade, a coragem de decidir publicamente sobre um assunto que acho não ser passível de referendo. Com que direito é que uma qualquer maioria de pessoas que estão perfeitamente saudáveis negam a outros o direito de opção pelo suicídio no caso de doença terminal ou incapacidade severa e irreversível? Há pessoas que são contra o direito de outros serem ajudados por um médico na opção de terminar a vida quando medicamente a doença ou incapacidade severa não tem solução nenhuma a não ser a de eternizar o sofrimento até à morte natural libertadora? Se não concordam devem negar esse direito a si próprias, na hora da verdade, não neguem esse direito aos outros!!!!!!!! Nada nem ninguém as obrigará nunca a pedir o suicídio assistido. Só a própria pessoa o poderá pedir e os projetos de lei existentes são mesmo muito exigentes, a pessoa tem de estar em perfeita saúde mental e pedir uma, duas ou mesmo mais vezes . Obviamente também haverá sempre a possibilidade do médico não praticar o ato e fazer objeção de consciência. Mas deixem os médicos compassivos fazer o trabalho deles de forma clara , como ato médico legal e não como algo obscuro !!!!!!!

Defendo ainda que na próxima revisão constitucional tal direito seja contemplado, para evitar reversões do processo por uma qualquer maioria parlamentar futura. De uma vez por todas resolvamos isto, não é justo que só os que podem pagar fortunas para irem morrer à Suiça tenham um direito que deve ser de todos.





Aplicação obrigatória?

16 10 2020

Este país é mesmo uma anedota, o PM diz que sim, que a lei a ser discutida prevê que a aplicação seja obrigatória, mas que ninguém vai fazer auto-stops e revistar as pessoas para saber se têm a aplicação…

Então passa a ser obrigatório ter telemóvel e só daqueles modelos que aceitam a dita aplicação,ou seja, os mais carotes……? Bem , mas ninguém vai fazer autostops para saber se a pessoa tem telemóvel….

Isto tudo é de um surrealismo que até teria piada se não fosse real….

A aplicação de pouco serve se as pessoas continuarem livres de colocar o código ou não quando estão covid positivas . Passa a ser obrigatório também? Não pode, por não ser mesmo possível verificar , pois calculo que os médicos não ficam com o código, o doente ou pessoa infetada é que fica com o código, só ele o conhece. Certo? Ninguém sabe a correspondência entre o código e a pessoa, certo?

O tempo que se gasta com coisas que não são simplesmente passíveis de ser obrigatórias não apenas por não serem constitucionais, mas sobretudo por não ser possível a fiscalização… Isto é normal? Não é , e acho que descobriram uma maneira de desviar a nossa atenção dos motivos do aumento exponencial de casos positivos. Ninguém quer relacionar com o ensino presencial, os transportes públicos, a sobrecarga do SNS, então passa-se tempo a discutir estas coisinhas.

A carga viral deve ser tão densa naqueles cuidados intensivos e enfermarias que muito me admiraria que não fossem infetados todos os que lá trabalham, mais dia menos dia. A pressão aumenta, não há pessoal que chegue para trabalhar em espelho , o pessoal da saúde pode cair de exaustão, mas ninguém pensa nisso nem o governo quer admitir que haverá um momento em que não há mesmo camas! Ou seja, de repente deixou-se de considerar a linha vermelha da capacidade do SNS como limite, já só querem é que a economia continue.

Ajuntamentos de 5 ou 50 é a mesma coisa, pois 50 convidados num casamento que dura horas é pouco risco , 5 num elevador é que é grave, até porque há elevadores que levam mais de 15 minutos a chegar ao destino :-). Não estou a dizer que devam viajar cinco , mas vi na TV quatro autoridades máximas da DGS a entrar num desses aparelhos (era dos antigos, abertos com grades, deve ser por isso….) e era bem pequeno, mas como disse o Ricardo Araújo Pereira, cada qual se virou para um ponto cardeal diferente e assim resolveu-se o problema.

Que os grupos de risco mais folgados no orçamento familiar estejam a levar o automóvel todos os dias para o emprego não é coisa que preocupe o governo e muito menos os partidos que o apoiam que sempre se estiveram rigorosamente nas tintas para o ambiente….

Mas vamos mas é discutir o stayway covid…. Já fiz o download há muito tempo. Estou sempre verde… pois é , até ao momento só 179 positivos inseriram o código de um universo de 37 mil casos ativos……….

Sem mais comentários.





O PAN apoia Ana Gomes?

15 10 2020

Parece que sim. Acho que estão a ver mal lá no PAN. O discurso anti-corrupção não me basta. Quando fiquei a saber que o Pedrosa está na comissão de honra da candidatura, fiquei esclarecida. Está inocente? Pois , a justiça diz que sim, mas não esquecerei nunca o testemunho da provedora da Casa Pia, Catalina Pestana, quando disse que os miúdos (vítimas) choraram ao ver o aplauso que a bancada PS fez ao dito deputado no Parlamento quando ele voltou e ainda era pouco claro se ficaria ilibado. Não votarei nela e nem sei se votarei PAN como tenho feito nas últimas votações. Acho mesmo mal que tomem um candidato como preferido, a menos que esse candidato tenha explicitamente como principal objetivo de candidatura a defesa do ambiente e não me cheira que seja a principal motivação de Ana Gomes.

Com este post sei que muitos dos meus recentes leitores vão fugir, mas gosto de ser clara nas escolhas que faço. Recentemente tenho tido mais leitores do que é costume e fiquei contente, claro, são todos bem vindos, mas vou manter este blogue com o mesmo ADN . Comecei-o em plena luta dos profs no consulado ou “pretoriado” de Sócrates (nem sei mesmo como lhe chamar) e o principal tema aqui é a educação, mas gosto de explicitar as minhas opiniões políticas, não pertenço a partido nenhum, não me dou bem com obediência a linhas definidas pelas organizações partidárias que tendem, mais cedo ou mais tarde , a cristalizarem numa linha de pensamento que é imposta como única interpretação da realidade considerada válida, sendo todas as outras tidas como erradas….





Teste

15 10 2020

Experiência. Dificuldades no wordpress.





Direitos de autor e as aulas

10 10 2020

Estive a ler atentamente o Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de Março já com atualizações posteriores. referente aos direitos e autor e conexos.

Começo por citar dois artigos, o que define a obra original e o artigo referente ao conteúdo dos direitos de autor:

Artigo 2.º
(Obras originais)
1 – As criações intelectuais do domínio literário,
científico e artístico, quaisquer que sejam o
género, a forma de expressão, o mérito, o modo
de comunicação e o objectivo, compreendem
nomeadamente:
a) Livros, folhetos, revistas, jornais e outros
escritos;
b) Conferências, lições, alocuções e sermões;
c) Obras dramáticas e dramático-musicais e a
sua encenação;
d) Obras coreográficas e pantomimas, cuja
expressão se fixa por escrito ou por qualquer
outra forma;
e) Composições musicais, com ou sem palavras;
f) Obras cinematográficas, televisivas,
fonográficas, videográficas e radiofónicas;
g) Obras de desenho, tapeçaria, pintura,
escultura, cerâmica, azulejo, gravura, litografia
e arquitectura;

h) Obras fotográficas ou produzidas por
quaisquer processos análogos ao da fotografia;
i) Obras de artes aplicadas, desenhos ou
modelos industriais e obras de design que
constituam criação artística, independentemente
da protecção relativa à propriedade industrial;
j) Ilustrações e cartas geográficas;
l) Projectos, esboços e obras plásticas
respeitantes à arquitectura, ao urbanismo, à
geografia ou ás outras ciências;
m) Lemas ou divisas, ainda que de carácter
publicitário; se se revestirem de originalidade;
n) Paródias e outras composições literárias ou
musicais, ainda que inspiradas num tema ou
motivo de outra obra.
2 – As sucessivas edições de uma obra, ainda
que corrigidas, aumentadas, refundidas ou com
mudança de título ou de formato, não são obras
distintas da obra original, nem o são as
reproduções de obra de arte, embora com
diversas dimensões.

Artigo 3.º
(Obras equiparadas a originais)
1 – São obras equiparadas a originais:
a) As traduções, arranjos, instrumentações,
dramatizações, cinematizações e outras
transformações de qualquer obra, ainda que esta
não seja objecto de protecção;
b) Os sumários e as compilações de obras
protegidas ou não, tais como selectas,
enciclopédias e antologias que, pela escolha ou
disposição das matérias, constituam criações
intelectuais;
c) As compilações sistemáticas ou anotadas de
textos de convenções, de leis, de regulamentos e
de relatórios ou de decisões administrativas,
judiciais ou de quaisquer órgãos ou autoridades
do Estado ou da Administração.
2 – A protecção conferida a estas obras não
prejudica os direitos reconhecidos aos autores
da correspondente obra original.

Artigo 9.º
(Conteúdo do direito de autor)
1 – O direito de autor abrange direitos de
carácter patrimonial e direitos de natureza
pessoal, denominados direitos morais.
2 – no exercício dos direitos de carácter
patrimonial o autor tem o direito exclusivo de
dispôr da sua obra e de fruí-la e utilizá-la, ou
autorizar a sua fruição ou utilização por terceiro,
total ou parcialmente.
3 – Independentemente dos direitos
patrimoniais, e mesmo depois da transmissão ou
extinção destes, o autor goza de direitos morais
sobre a sua obra, designadamente o direito de reivindicar a respectiva paternidade e assegurar
a sua genuinidade e integridade.

Quanto ao uso que nas aulas fazemos de obras de outrém está aqui no número 2 a lista de todas as circunstâncias em se se pode utilizar obra de outrém sem o seu expresso consentimento:


Artigo 75.º *
Âmbito
1 — São excluídos do direito de reprodução os
actos de reprodução temporária que sejam
transitórios ou acessórios, que constituam parte
integrante e essencial de um processo
tecnológico e cujo único objectivo seja permitir
uma transmissão numa rede entre terceiros por
parte de um intermediário, ou uma utilização
legítima de uma obra protegida e que não
tenham, em si, significado económico. Na
medida em que cumpram as condições expostas,
incluem-se os actos que possibilitam a
navegação em redes e a armazenagem
temporária, bem como os que permitem o
funcionamento eficaz dos sistemas de
transmissão, desde que o intermediário não
altere o conteúdo da transmissão e não interfira
com a legítima utilização da tecnologia
conforme os bons usos reconhecidos pelo
mercado, para obter dados sobre a utilização da
informação, e em geral os processos meramente
tecnológicos de transmissão.

“2 — São lícitas, sem o consentimento do autor,
as seguintes utilizações da obra:
a) A reprodução, para fins exclusivamente
privados, em papel ou suporte similar, realizada
através de qualquer tipo de técnica fotográfica
ou processo com resultados semelhantes, com
excepção das partituras, bem como a reprodução
em qualquer meio realizada por pessoa singular
para uso privado e sem fins comerciais directos
ou indirectos;
b) A reprodução e a colocação à disposição do
público, pelos meios de comunicação social,
para fins de informação, de discursos, alocuções
e conferências pronunciadas em público que não
entrem nas categorias previstas no artigo 7.º, por
extracto ou em forma de resumo;
c) A selecção regular de artigos de imprensa
periódica, sob forma de revista de imprensa;
d) A fixação, reprodução e comunicação
pública, por quaisquer meios, de fragmentos de
obras literárias ou artísticas, quando a sua
inclusão em relatos de acontecimentos de
actualidade for justificada pelo fim de
informação prosseguido;

e) A reprodução, no todo ou em parte, de uma
obra que tenha sido previamente tornada
acessível ao público, desde que tal reprodução
seja realizada por uma biblioteca pública, um
arquivo público, um museu público, um centro
de documentação não comercial ou uma
instituição científica ou de ensino, e que essa
reprodução e o respectivo número de
exemplares se não destinem ao público, se
limitem às necessidades das actividades próprias

dessas instituições e não tenham por objectivo a
obtenção de uma vantagem económica ou
comercial, directa ou indirecta, incluindo os
actos de reprodução necessários à preservação e
arquivo de quaisquer obras;
f) A reprodução, distribuição e disponibilização
pública para fins de ensino e educação, de partes
de uma obra publicada, contando que se
destinem exclusivamente aos objectivos do
ensino nesses estabelecimentos aos objectivos
do ensino nesses estabelecimentos e não tenham
por objectivo a obtenção de uma vantagem
económica ou comercial, directa ou indirecta;
g) A inserção de citações ou resumos de obras
alheias, quaisquer que sejam o seu género e
natureza, em apoio das próprias doutrinas ou
com fins de crítica, discussão ou ensino, e na
medida justificada pelo objectivo a atingir;
h) A inclusão de peças curtas ou fragmentos de
obras alheias em obras próprias destinadas ao
ensino;
i) A reprodução, a comunicação pública e a
colocação à disposição do público a favor de
pessoas com deficiência de obra que esteja
directamente relacionada e na medida
estritamente exigida por essas específicas
deficiências, e desde que não tenham, directa ou
indirectamente, fins lucrativos;
j) A execução e comunicação públicas de hinos
ou de cantos patrióticos oficialmente adoptados
e de obras de carácter exclusivamente religioso
durante os actos de culto ou as práticas
religiosas;
l) A utilização de obra para efeitos de
publicidade relacionada com a exibição pública
ou venda de obras artísticas, na medida em que
tal seja necessário para promover o
acontecimento, com exclusão de qualquer outra
utilização comercial;
m) A reprodução, comunicação ao público ou
colocação à disposição do público, de artigos de
actualidade, de discussão económica, política ou
religiosa, de obras radiodifundidas ou de outros
materiais da mesma natureza, se não tiver sido
expressamente reservada;
n) A utilização de obra para efeitos de
segurança pública ou para assegurar o bom
desenrolar ou o relato de processos
administrativos, parlamentares ou judiciais;
o) A comunicação ou colocação à disposição de
público, para efeitos de investigação ou estudos
pessoais, a membros individuais do público por
terminais destinados para o efeito nas
instalações de bibliotecas, museus, arquivos
públicos e escolas, de obras protegidas não
sujeitas a condições de compra ou
licenciamento, e que integrem as suas colecções
ou acervos de bens;
p) A reprodução efectuada por instituições
sociais sem fins lucrativos, tais como hospitais e
prisões, quando a mesma seja transmitida por
radiodifusão;”

Há mais outras exclusões de proteção:

“Artigo 7.º
(Exclusão de protecção)
1 – Não constituem objecto de protecção:
a) As notícias do dia e os relatos de
acontecimentos diversos com carácter de
simples informações de qualquer modo
divulgados;

b) Os requerimentos, alegações, queixas e
outros textos apresentados por escrito ou
oralmente perante autoridades ou serviços
públicos;
c) Os textos propostos e os discursos proferidos
perante assembleias ou outros órgãos colegiais,
políticos e administrativos, de âmbito nacional,
regional ou local, ou em debates públicos sobre
assuntos de interesse comum;
d) Os discursos políticos.
2 – A reprodução integral, em separata, em
colectânea ou noutra utilização conjunta, de
discursos, peças oratórias e demais textos
referidos nas alíneas c) e d) do n.º 1 só pode ser
feita pelo autor ou com o seu consentimento.
3 – A utilização por terceiro de obra referida no
n.º 1, quando livre, deve limitar-se ao exigido
pelo fim a atingir com a sua divulgação.
4 – não é permitida a comunicação dos textos a
que se refere a alínea b) do n.º 1 quando esses
textos forem por natureza confidenciais ou dela
possa resultar prejuízo para a honra ou
reputação do autor ou de qualquer outra pessoa,
salvo decisão judicial em contrário proferida em
face de prova da existência de interesse legítimo
superior ao subjacente à proibição.”


Há ainda a questão da privacidade, o que tem a ver com a segurança dos nossos dados e imagem.

No entanto, face à situação de pandemia só queria deixar aqui para reflexão: qual para nós o bem maior? A garantia da proteção dos nossos direitos de autor da aula que tão bem preparámos ou a garantia que os alunos que forem obrigados a entrar em isolamento têm acesso à mesma aula? Como não estou no ativo, compreendo que muitos colegas não autorizem, e estão no seu direito. Mas há até quem se preocupe com o uso de bordões . Neste caso devo dizer que a gravação de uma aula é um poderoso instrumento de melhoria das nossas práticas. Nos tempos em que não havia telemóveis, sempre houve o nosso público :os alunos e esses eram os nossos críticos mais úteis… eles contavam os bordões… aconteceu-me e agradeci terem-me chamado a atenção , o meu favorito era o “de facto”, parece que dizia muitas , mesmo muitas vezes 🙂





Giro 2020, 3ª etapa

5 10 2020

O português João Almeida conquistou a camisola rosa no Etna!

Jornada épica. Parabéns!

Vou acompanhando . Dure o que durar, já é um feito glorioso do jovem ciclista.





LNEC, 2009, visitado pelo Expresso

4 10 2020

Fica o link para a visita completa :https://expresso.pt/sociedade/lnec-o-material-tem-sempre-razao=f522224

Estou assim a tentar reabilitar o tal curso para “trolhas”. Até tentei adquirir o livro de Laginha Serafim, Engenharia Civil em Portugal, edição do LNEC já com muitos anos. Sempre me cativou este curso, ainda no liceu, fascinavam-me as pontes e barragens , os edifícios do século XIX, os prémios Valmor , mas desisti da ideia, deixei-me convencer pela minha mãe que me avisou que esse era curso para homens…. , foi mesmo só isso que passou pela cabeça da minha mãe que Deus tem, na altura o curso tinha mesmo muito prestígio, não era para “trolhas”, não desfazendo no trabalho fundamental destes últimos, claro está. Não consegui ainda comprar, pois a empresa que está a vender on line manda referências de multibanco inválidas. Estou à espera de resposta, também tinham um livro de matemática superior que não resisti a encomendar também, se eles entretanto corrigirem o problema, pode ser que partilhe algumas páginas aqui. Do livro de Engenharia Civil não do das transformadas de Laplace, não se preocupem 🙂 ….

Vale mesmo a pena ler o artigo do Expresso, na íntegra, fica-se com vontade de lá ir ver.





A retroescavadora e o trolha

1 10 2020

Tendo muito recentemente sido informada sobre um facto que muito me surpreendeu resolvi partilhar aqui algumas ideias. O facto foi ter sabido e depois verificado que o curso de Engenharia Civil se encontra muito desvalorizado. Verifiquei que as notas de entrada nesse curso mesmo no I.S. Técnico de Lisboa são relativamente baixas. Ao mesmo tempo fiquei a saber que os jovens brincam entre eles a respeito dessa opção de carreira. Assim, se algum colega concorrer a esse curso o comentário provável será “então vais para trolha?”. Fiquei abismada. Afinal historicamente não foi esse o curso que tornou o “Técnico ” de Lisboa conhecido e reconhecido? Não tivemos nós grandes obras dirigidas por grandes engenheiros civis? Entretanto fui confirmar o significado de “trolha”.

Fui ver ao Dicionário Priberam

tro·lha |ô|
(latim trulla, -ae , colher com buracos)
nome feminino

1. Espécie de pá em que o pedreiro tem a argamassa de que se vai servindo.

2. [Informal]  Bofetada, tapa, tabefe.nome masculino

3. [Informal]  Pedreiro ou servente de pedreiro.

4. Operário que assenta e conserta telhados.

5. Pintor de brocha.

6. [Depreciativo, Popular]  Homem sem importância ou sem préstimo.
“trolha”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/trolha [consultado em 01-10-2020].”

Hoje, depois do que aconteceu na Praça de Espanha e por baixo dela, fiquei a pensar se não estaremos já a ver a consequência deste mito urbano, deste tique de novos ricos (preconceito talvez agravado pelo percurso de certo governante que não se formou nesse instituto e muito menos tirou uma licenciatura de Engenharia Civil ali ou em qualquer outro lugar).

De qualquer das formas , seja velho ou seja novo, o engenheiro civil responsável pela obra na Praça de Espanha é um incompetente e negligente e essa negligência deveria ser considerada crime público (acho que já é, mas não sei ao certo). Não basta o dono da obra vir dizer que se responsabiliza. Quem é o Medina para falar assim , como se fosse dono do dinheiro dos contribuintes? Talvez alguém deva responsabilizar-se , mas com o dinheiro próprio e não com o alheio. Seja como for, quem não é responsável é a retroescavadora, mas neste país ainda acaba ela por vir a ser considerada a causa daquele incidente ou o operador da mesma. Já nada me admira.





Centenário foi em 7 de Abril

23 09 2020

Mas escapou-me, só descobri isto agora