Eleições em França ….. e a luta contra a traça

20 06 2022

Querem comentários? Então é assim, a lagartinha do buxo continua viva pois escaparam e escaparão sempre as suficientes para fazer nova postura. Dadas as temperaturas do verão português, vai haver mais. Procurei na internet . Na França as posturas são três. Aqui vai haver mais do que três. Googlei mais e há empresas que são parceiras do brilhante AKI que nunca tem nada…Há feromonas para atrair os machos que ficam na armadilha e não fertilizam as fêmeas, o AKI devia ter , mas não tem. Felizmente ainda tenho tempo de procurar na Amazon espanhola, para adquirir armadilhas e outros produtos talvez mais eficazes que os já aqui experimentados na fase larvar, ou seja, da lagartinha. Se nada se faz, então é melhor esquecer que se tem buxos centenários plantados pela minha tia avó. Mas alguém hoje se preocupa com legados não materiais de antepassados ou dos próprios pais? Tudo o que não seja a continha no banco , ou as ações , ou o património que se pode vender tem algum interesse? Há alguém ainda com valores que não sejam os imediatos, o aumento do salário, do nosso, claro está, o dos outros ou a pensão dos outros não interessa nada , deviam morrer depressa e cada um construia a sua reforma e cada um por si. Há muito mais de semelhante entre a esquerda e a extrema direita do que se possa explicitar sem que nos insultem. Por isso, hoje , foi a jato de água em cima do buxo que ontem limpei de toda a lã que protege a lagarta. Sem a lã, o jacto vai mesmo fazer mossa às que me escaparam. Amanhã há mais. Amanhã vai haver jato de água nos buxos centenários. Ah , outra coisa, os “amigos” da Ucrânia não lhe fornecem misseis convencionais de longo alcance porquê? Será que também acham que aquilo é uma “operação militar especial” e não uma guerra? É que normalmente, nas guerras o país agressor também é bombardeado. Pois….





Traça do buxo : novo ataque

18 06 2022

Atacaram de novo: a lagarta do buxo voltou. Já sabia que a traça faz duas posturas pelo menos e esta é a segunda, desta vez decidi borrifar com óleo de neem. Foi hoje, mas acho que foi pouco. Como vai chover, só aplicarei de novo na próxima semana, pois quero que aquilo fique na planta até eu ver resultados . Hoje vai chover , o que lavará grande parte da primeira aplicação. Entretanto, continuo a retirar as lagartas manualmente enquanto as costas me permitem. O buxo não é planta que desista facilmente, está sempre a produzir novas folhas, mas tem de se reduzir a população de comensais, pois , se deixarmos os milhares de lagartas comer à vontade e tornar-se traças que porão milhares de ovos, a planta pode perder a guerra. Há armadilhas com feromonas, mas não sei como se compram sem gastar uma fortuna. Também a joaninha come lagartas, mas é o mesmo problema, não parece fácil comprar,e tenho visto muito poucas por aqui. Se ao menos soubesse a razão pela qual alguns buxos estão completamente sãos, sem uma única lagarta, seria muito bom. Pode ser o sol , os buxos que apanham mais sol não estão atacados, mas há buxos pequenos em zona que não apanha muito sol que também escaparam, por isso não sei. Num site alemão aconselham a envolver o buxo num plástico preto à hora do calor e deixar lá 5 a dez horas, dizem que o buxo aguenta 40 graus, mas as lagartas não e morrem. Para isso, também terei de esperar uma semana, pois calor não vai haver nos próximos dias ( e ainda bem para mim e … para as lagartas). Até lá vou verificando se o óleo fez alguma mortandade e aproveito para matar todas as que vir.





História antiga do aço

15 06 2022

As coisas que às vezes temos de investigar quando se ilustra um livro….

Assim fiquei a saber coisas sobre o aço que não sabia.

“Ancient

Steel was known in antiquity and was produced in bloomeries and crucibles.[19][20]

The earliest known production of steel is seen in pieces of ironware excavated from an archaeological site in Anatolia (Kaman-Kalehöyük) and are nearly 4,000 years old, dating from 1800 BC.[21][22] Horace identifies steel weapons such as the falcata in the Iberian Peninsula, while Noric steel was used by the Roman military.[23]

The reputation of Seric iron of South India (wootz steel) grew considerably in the rest of the world.[20] Metal production sites in Sri Lanka employed wind furnaces driven by the monsoon winds, capable of producing high-carbon steel. Large-scale Wootz steel production in India using crucibles occurred by the sixth century BC, the pioneering precursor to modern steel production and metallurgy.[19][20]

The Chinese of the Warring States period (403–221 BC) had quench-hardened steel,[24] while Chinese of the Han dynasty (202 BC—AD 220) created steel by melting together wrought iron with cast iron, thus producing a carbon-intermediate steel by the 1st century AD.[25][26]

There is evidence that carbon steel was made in Western Tanzania by the ancestors of the Haya people as early as 2,000 years ago by a complex process of “pre-heating” allowing temperatures inside a furnace to reach 1300 to 1400 °C.[27][28][29][30][31][32]

Wootz and Damascus

Main articles: Wootz steel and Damascus steel

Evidence of the earliest production of high carbon steel in India are found in Kodumanal in Tamil Nadu, the Golconda area in Andhra Pradesh and Karnataka, and in the Samanalawewa, Dehigaha Alakanda, areas of Sri Lanka.[33] This came to be known as Wootz steel, produced in South India by about the sixth century BC and exported globally.[34][35] The steel technology existed prior to 326 BC in the region as they are mentioned in literature of Sangam Tamil, Arabic, and Latin as the finest steel in the world exported to the Romans, Egyptian, Chinese and Arab worlds at that time – what they called Seric Iron.[36] A 200 BC Tamil trade guild in Tissamaharama, in the South East of Sri Lanka, brought with them some of the oldest iron and steel artifacts and production processes to the island from the classical period.[37][38][39] The Chinese and locals in Anuradhapura, Sri Lanka had also adopted the production methods of creating Wootz steel from the Chera Dynasty Tamils of South India by the 5th century AD.[40][41] In Sri Lanka, this early steel-making method employed a unique wind furnace, driven by the monsoon winds, capable of producing high-carbon steel.[42][43] Since the technology was acquired from the Tamilians from South India,[citation needed] the origin of steel technology in India can be conservatively estimated at 400–500 BC.[34][43]

The manufacture of what came to be called Wootz, or Damascus steel, famous for its durability and ability to hold an edge, may have been taken by the Arabs from Persia, who took it from India. It was originally created from several different materials including various trace elements, apparently ultimately from the writings of Zosimos of Panopolis. In 327 BC, Alexander the Great was rewarded by the defeated King Porus, not with gold or silver but with 30 pounds of steel.[44] A recent study has speculated that carbon nanotubes were included in its structure, which might explain some of its legendary qualities, though, given the technology of that time, such qualities were produced by chance rather than by design.[45] Natural wind was used where the soil containing iron was heated by the use of wood. The ancient Sinhalese managed to extract a ton of steel for every 2 tons of soil,[42] a remarkable feat at the time. One such furnace was found in Samanalawewa and archaeologists were able to produce steel as the ancients did.[42][46]

Crucible steel, formed by slowly heating and cooling pure iron and carbon (typically in the form of charcoal) in a crucible, was produced in Merv by the 9th to 10th century AD.[35] In the 11th century, there is evidence of the production of steel in Song China using two techniques: a “berganesque” method that produced inferior, inhomogeneous steel, and a precursor to the modern Bessemer process that used partial decarbonization via repeated forging under a cold blast.[47] […] “

Artigo completo na Wikipedia





Já chegou…

10 06 2022

O verão, que só chega oficialmente no solstício de Junho, resolveu fazer-nos lembrar que virá em força. Teremos agora três dias de canícula. Pena ter de ir fazer umas compras hoje, vai ser penoso entrar no carro que não está em garagem ou debaixo de um telheiro… Enfim, os terrenos ainda não estão secos , ainda há ervinhas verdejando, da chuva que caíu, por isso ainda não tenho aquele medo do fogo que se tornou uma constante em todos os verões. É que 40% do concelho não ardeu em 2017 e a parte não ardida é quase tudo eucaliptos, sendo que , entretanto, os ardidos recuperaram e já vão altos por essas serras, pintando-as daquele cinzento esverdeado característico dessa árvore sobretudo em jovem. Nada se fez para ordenar o território, o cadastro vai arrancando muito lentamente em alguns concelhos, sendo que só os terrenos rústicos estão a ser localizados, os urbanos não, parece que os notários sabem onde se localizam. Bem, não sei mesmo como sabem tal coisa, acho que não sabem e há muitos terrenos urbanos onde crescem eucaliptais e pinhais, onde são mesmo feitas novas plantações. As autarquias cada vez têm menos poder na floresta . Seria bom ou não tanto que tivessem mais poder? Pois é , se a Câmara for amiga dos senhores dos eucaliptais isso seria mau, se a Câmara for a favor da floresta autótone isso seria bom, portanto , quanto a isto eu só digo ou repito o que tenha andado a dizer recorrentemente. Que o plano de ordenamento tem de ser centralizado, mas para isso é preciso competência e não sei onde ela anda, só vejo técnicos ao serviço das celuloses a botar discurso sobre a “bondade” das plantações “bem geridas”. Não há instância nenhuma que se ocupe da preservação da floresta autótone, da paisagem, do ambiente, da prevenção de fogos através de espécies MUITO MAIS lentas a arder do que o eucalipto ou o pinheiro. A “fominha” de papel continua a alimentar os lucros fabulosos das celuloses e, na proporção da falta de “matéria-prima”, vai aumentando a voracidade para estenderem o eucaliptal “produtivo” por todo o território, ou seja, em terras planas com água, onde antes se fazia agricultura (cereais) ou vinha.

Nunca cheguei a ir “descascar” os meus eucaliptos, por isso eles rebentaram e já vão altos. Vamos cortando pois precisamos de lenha. Em 2018 foram todos cortados e alguns eram gigantes. Eram gigantes mas não eram de tronco único. Deixei um gigante de tronco único pois a árvore, se a deixarem crescer , é imponente e bela, e continua a ter as propriedades que estiveram na origem da importação desta exótica invasora: o cheirinho e o valor ornamental. A outra exótica, a acácia, é bonita em Abril, fica toda amarela, há quem venha todos os anos à lampreia e ver as acácias…. Pois é , mas, por exemplo, a serra da Lousã já foi uma serra de pinheiros bravos e silvestres, castanheiros e outras folhosas de folha caduca, era uma serra linda há cerca de 50 anos e está hoje invadida de acácias, degradada por cortes rasos e com vertentes totalmente despidas de vegetação, a que não é alheia a proliferação do veado, que destrói tudo quanto é rebento de árvore não resinosa (acácias e eucaliptos eles não comem , infelizmente). Pois é, introduz-se um animal sem pensar que é preciso introduzir o respetivo predador ou teremos problemas sérios. Estas informações sobre a Lousã foram refrescadas pela interessantíssima palestra/reunião on line a que assisti , promovida pela Aliança pela Floresta Autóctone que tem feito um louvável trabalho . Subscrevi já há algum tempo essa aliança, logo que a descobri na net. Fica o desafio de irem ao site e subscreverem a “Aliança” que não é uma associação, mas apenas uma plataforma de partilha de ideias, inteiramente gratuita, para todos quantos pensam que é importante a preservação da nossa linda e valiosa floresta autótone .





Eu não quereria lá viver

26 05 2022

Se eu fosse ucraniana e vivesse antes da guerra no Donbas, odiaria de morte todos os ditos separatistas que chamaram os russos para chacinar civis em toda a Ucrânia, muitos provavelmente, meus vizinhos de prédio , de rua, de bairro. A propriedade de apartamentos e casas vai ser provavelmente difícil de comprovar pois deve ter sido tudo destruído. Deviam iniciar processo de exigência de reparações de guerra em forma de dinheiro que , aliás , a Rússia deveria ter de pagar a toda a Ucrânia. Mas se fosse eu, preferia mil vezes refazer a minha vida em outro local na Ucrânia. Mesmo que a terra e a casa tivesse sido da minha família durante vários séculos, há coisas mais importantes e tudo estará irreconhecível depois das bombas. Defender Odessa, não deixar os russos cortar o acesso da Ucrânia ao Mar Negro, acho que vale bem a troca pelo mar de Azov e deixem-nos ficar e reconstruir o Don fucking Bass. Está visto que nem NATO nem Turquia se querem envolver (a Turquia cada vez mais explícita na sua língua viperina, de quem tem um pé cá e outro lá). Na minha opinião, as linhas vermelhas deveriam já ter sido marcadas pela NATO. Um ataque à Moldávia por exemplo, o corte total do acesso da Ucrânia ao mar Negro deviam ser linhas vermelhas. Receiam o quê? Que os negócios corram mal com guerra generalizada? Pois é isso que receiam, não a perda de vidas humanas. Por menos, se aplicou a doutrina Monroe, no que aos EUA diz respeito. Se defendo confronto entre as duas potências? Claro que não , mas posições de força podem ser tomadas de forma muito mais contundente, relembrando que uma guerra nuclear representa a destruição mútua garantida (MAD) tão bem compreendida por ambas as partes no tempo da guerra fria. Basta relembrar Putin de que o outro lado também tem ogivas, muitas mesmo. Vão dizer os que se informam no “Avante” (não sei se ainda existe, mas calculo que sim, recuso a googlar, não lhe quero dar visualizações ) que só digo disparates históricos. Pois é , sou muito ignorante eu. Mas este blogue é um lugar de desabafo e não reconheço sabedoria a ninguém sem provas dadas.





Têm de ir todos apanhar um avião?

25 05 2022

Este frenesim de voltar a ir para fora, seja para onde for , desde que seja de avião, é sinal de que nada se aprendeu com a pandemia, com os avisos respeitantes ao clima e mesmo com a guerra. A dependência do petróleo e do gás russo aconselharia toda a Europa a conservar as suas reservas, a poupar… Mas nada disso se vê acontecer. Nem vou comentar muito mais, pois tudo isto envolve filosofia de vida de pessoas concretas, algumas até próximas, relativamente, e terei tendência a criticar a incongruência daqueles que se acham sempre superiores aos outros por serem muito ecologistas e de esquerda…. Já têm o bilhete comprado e lamentam ter adiado a decisão, que já compraram na alta……. Eu sei, quem sou eu para julgar as opções dos outros? Sou realmente insignificante, em todos os sentidos. O que me consola é que já cá não fico muito tempo e depois, que se lixe, façam do planeta o que vos apetecer, nem lamento os jovens pois esses estão a proceder da mesma forma, e não podem dizer que não sabiam. Ninguém pode dizer que não sabia, aliás. Mesmo os “parolos” do interior sabem bem o que andam a fazer… até os há a fazer rally de trator, a fazer a máquina produzir aquele brummmmmmmmmmm tão lindo que lembra o brummmmmmmmm da fórmula 1….. e eles sentem-se “os máiores”….





Encontros imediatos

20 05 2022

Hoje houve algumas descargas de adrenalina … não ganhei para o susto. Nos trabalhos de limpeza de ervas e silvas à volta do tanque , tivemos um encontro imediato não sei de que grau. Tinhamos telhas e pratos de vasos de cerâmica a segurar uma rede de malha larga sobre o tanque que impedia a garça de vir almoçar de graça…. Agora, que as folhas do nenúfar tapam por completo o tanque, tornando difícil visualizar a caça, estávamos também a retirar a rede. Debaixo de um prato de vaso virado ao contrário estava uma cobra. Fiquei literalmente em pânico pois tinha o rabo curto. Chamei os bombeiros, calculem , tal foi o medinho. Eles vieram , levaram-na, disseram que não era víbora e iam soltá-la em outro lado. Ela estava presa à rede e assim a levaram. Quando estava assim pendurada na rede deu para ver que afinal o rabo que me pareceu curto não era curto, estava esquisito , parecia partido. Tal é o efeito do medo que vemos coisas que não existem. Devia ter visto a cabeça, mas tive medo de me aproximar, pois estava convencida que era víbora. O meu companheiro fotografou, embora eu lhe pedisse para não se aproximar dela. Pelo que investiguei depois no google , era a cobra-de-água-de-colar (se forem hífens a mais , tirem os que acharem por bem 🙂 ) . Agora sinto alguma culpa , devia ter sido mais controlada e observar o animal com mais calma. Não tinha ainda visto, ou não me lembrava de ter visto um exemplar destes. Ela estava no habitat perfeito para ir às rãs e acho até que as estava a digerir pois tinha dois altos no corpo. Esta espécie finge-se de morta face a predadores ou finge que ataca e produz ruído, dizem nos sites que consultei, mas neste caso preferiu a primeira tática , mas não estava morta, mexeu-se quando o prato foi levantado. Imita a víbora ,na forma da cabeça, não com manchas, esta quase não tinha manchas pretas, como a cobra-de-água viperina que também imita a víbora na forma da cabeça e no padrão característico da víbora cornuda . Mas a viperina eu conhecia já, esta foi novidade. A viperina anda dentro de água, nada muito bem, esta não vai para a água, caça rãs e sapos na terra, faz-lhes esperas. Descobri no google que há outra víbora em Portugal com menos manchas do que a cornuda.

Deixo a foto que não tem grande definição, mas dá para perceber que não tem olhos de víbora (que tem pupila vertical como os gatos ,essa característica, juntamente a de terem a cauda curta, é mesmo só das víboras). Enfim foi um dia em grande. Tenho pena de a ter despejado do habitat e refúgio, mas entre a garça e as cobras qualquer dia não temos rãs, por isso, ela caçará em outro sítio, pois os bombeiros disseram que não a iam matar. Quanto a víboras eu preferia nunca encontrar nenhuma por aqui, fico muito assustada. Cobras que tenham cauda longa, olhos com pupila redonda não me metem medo, deixo-as na vida delas , mas esta enganou-me com a cauda, algo aconteceu , a cauda parecia curta pois estava partida.

Cobra-de água-de-colar (só os juvenis têm colar amarelo, esta é adulta) e teria cerca de um metro




Vinte e oito por dia são 10 220 por ano

19 05 2022

Ninguém se preocupa com estes números de óbitos por Covid19? Continuaremos alegremente sem máscara em espaços fechados? A DGS está mais preocupada com a varíola dos macacos? Com as hepatites esquisitas?

Este número de mortes parece ter-se tornado aceitável, mas relembro que a gripe matava 3000 por ano e nada nos dizem sobre óbitos por gripe. Portanto pode ser a somar, mas mesmo que não morra ninguém por gripe, o covid mata mais de 3 vezes . Somos os campeões europeus dos óbitos por covid19. O aumento exponencial de casos não está relacionado com o “desmascaramento”? Sobretudo nas escolas? Nunca na vida dirão os senhores diretores. Pois é, felizmente o ano letivo está a acabar, mas ainda temos um mês de vale tudo.





Relembrando Rotterdam

17 05 2022

14 de Maio 1940, a cidade é bombardeada pela força aérea alemã, estavam ainda a decorrer negociações de rendição dos holandeses( quem quiser contradizer isto, pode fazê-lo, na wikipedia, aqui não vale a pena, acho eu). De realçar que a invasão deste país NEUTRO por Hitler foi feita sem pré-aviso e os heróis de Rotterdam resistiram até verificarem que deviam render-se para evitar mais perdas de vidas.

“De verwoeste stadt”
Oorlogsmonument “De Boeg”

Quem quiser saber mais sobre o total desaparecimento do centro histórico de Rotterdam (escaparam ruínas de uma igreja e de um moinho) e quase completa destruição dessa cidade portuária tem sempre a wikipedia , a enciclopedia livre, se não concordar com algum detalhe pode sempre ir à página da discussão. Há quem defenda que foi a partir deste facto histórico que os bombardeamentos sobre a Alemanha por parte dos aliados não tiveram grandes preocupações com poupar alvos civis, ou seja, era mesmo para arrasar tudo…

O karma tem coisas lixadas e esta cidade faz-me lembrar outra cidade portuária, massacrada e reduzida a pó nas nossas barbas… e para ter barba não basta ser homem e às vezes nem é necessário sê-lo 🙂 …. Quando é que o karma repõe o equilibrio no caso da Rússia não sei , mas que tem de haver uma altura em que o povo agressor também sofre , isso é para mim muito óbvio, mas a História muitas vezes não tem a mesma lógica. Ou não a vemos.

Aproveito para desafiar os especialistas que sabem sempre tudo, a comentar a ideia de Macron apresentada nas comemorações do fim da II GG . Eu não achei disparatada. Agora com mais uma vantagem: contornava-se a chantagem turca e não enfraqueceria a NATO, mas a organização sugerida por Macron foi apresentada quase como um sonho, não especificou muito claramente quais os objetivos, mas percebia-se que seria uma espécie de coligação de alinhados e não alinhados para a defesa mútua sempre de acordo com a Carta das Nações Unidas.





The White Crow

29 04 2022

https://en.wikipedia.org/wiki/The_White_Crow

https://en.wikipedia.org/wiki/Oleg_Ivenko

Vi o filme na televisão. Fiquei surpreendida com a semelhança física entre os dois no semblante e na dança. Fui investigar. Ivenko é Ucraniano. De Kharkiv. Coincidências. Magistral ator e bailarino. Ficou conhecido por ser Nureyev, espero que se liberte do peso e que esteja a dançar e não a combater. Pois é, um teatro destruido fisicamente reconstrói-se, uma pessoa não, qualquer pessoa, aliás, mas este já devia ser património mundial 🙂 😦 .