Post de prova de vida

24 01 2020

Pois é mesmo para picar o ponto este post. Tenho cada vez menos para dizer, ou melhor, cada vez menos vontade de dizer coisas. Não vale a pena mesmo, pois cada um só toma atenção ao que publicam os que o guiam ou têm a mesma opinião. Andamos assim há já muito tempo mesmo. Não acho que as redes sociais tenham culpa , são apenas reflexo do que de facto se passa na sociedade civil.

Nada mais havendo a dizer foi encerrado o post que vai ser abrilhantado com uma musiquinha.

 





José Mário Branco (“Inquietação”-RTP)

20 01 2020

Calhou, numa pesquisa que estava a fazer sobre a canção de Zeca “Vejam bem”, encontrar isto. Não consegui deixar de ver tudinho, pois não conhecia o percurso de José Mário Branco. De facto, conhecia canções, sabia que era um génio nos arranjos, sabia. O resto não sabia. Ele também não conta tudo. Mas parte do que não conta não tem qualquer relevância hoje. A reportagem está muito bem feita , acho eu.  Adorei algumas opiniões dele… são mais descrições do que ele via e ouvia – sobre os anos oitenta , os jovens, a música. Fartei-me de rir nessa parte. Gostei de saber o que significou para ele a opus (vamos chamar-lhe assim) “FMI” e gostei da sua recusa em gravar essa obra. Evolução interessante, pena eu ter andado sempre tão ocupada com outras coisas, nunca fui a um concerto dele, aliás, a bem dizer e diga-se de passagem que nunca fui a um concerto dos músicos da minha geração (um pouco mais velhos, mas não conta)  . Fui a um no coliseu muito perto (nem eu adivinhava) da revolução de abril, mas antes dela: o concerto no coliseu onde esteve Zeca e outros. Nem vou tentar descrever o que senti , foi mesmo especial, a Grândola (com os respetivos passos) a plenos pulmões  (afinada e com a letra toda) cantada por todo o coliseu (que aguentou bem a trepidação) foi qualquer coisa de indescritível, sobretudo por estarmos em março de 74. .. Pois é por isso e não só que me sinto da geração dele, mas o facto é que sou mais novinha e atravessei outros desertos…





Tentando combatê-las…

18 01 2020

Estou em guerra com a formiga da Argentina, infelizmente , guerra química, não vi outra forma, há formigueiros dentro das paredes, nas escadas dentro de casa, em todo o lado. Não as quero dentro de casa. Não abuso das borrifadelas para dentro dos buracos de onde as vejo sair. Aquele pó assassino que sei que existe. claro que não uso , tenho gatos, devia ser proibido mesmo. Uso um dos borrifadores (sprays) de marca conhecida. Experimentei fermento misturado com comida de gato, elas no princípio morriam, agora já se adaptaram , vi até uma geração com barrigas grandes, mas de boa saúde. Voltei aos métodos convencionais , espero que a rainha ou rainhas morram, mas vou vendo se conseguiram sair e assim que vejo uma formiga maior com entourage mato-a bem morta. Serão as herdeiras da terra, já deram cabo das outras formigas (1), é raro ver as pretas grandes na floresta , as grandes de rabo vermelho desapareceram, mesmo as pequenas de rabo vermelho estão a desaparecer (realço que as formigas grandes, sobretudo a de rabo vermelho são predadoras do inseto vetor do nemátodo- o longuicórnio- que arrasou os nossos pinhais e foi em grande parte responsável pela completa ou quase completa substituição do pinhal por eucaliptal em regime de talhadia) . A formiga da Argentina, ou seja, a pequenina, adapta-se a tudo mais rapidamente, pois  cada ninho tem várias rainhas, nunca se guerreiam , qualquer obreira é aceite em outro formigueiro, por isso é uma guerra perdida, pois não vou fazer nada nas árvores, sou contra pesticidas na agricultura. Só quero tirá-las de casa, não se pode ter nada à vista, as tijelas dos gatos têm de estar em pratos com água, estou fartinha, nem um abacate encetado se pode ter ao alcance delas, as latas das bolachas estão artilhadas de papel para fecharem bem. Não consegui secar figo nenhum por causa delas. Estou fartinha… Quanto às árvores procuro adubá-las bem, na esperança de que resistam ao pulgão que é a criação de gado da formiga referida. Matam os predadores do pulgão, matam predadores colossais como a aranha saltadora ( a portuguesa caçadora que não faz teia, existe em todo o país). Aqui há uns anos, vi um animal muito esquisito  tipo aranha, no chão a andar devagar, nunca tinha visto uma aranha tão peluda, pois foi o que me pareceu à primeira vista. Baixei-me para ver melhor: era uma simples aranha saltadora toda coberta de formiga da argentina. Obviamente fui buscar água e salvei a aranha , mas fiquei mesmo assustada com a ousadia destes seres que invadiram o mundo todo. Há quem diga, ou  li algures, que pesam mais que a humanidade. Não sei que contas fizeram , mas não é impossível ,tendo em conta a densidade populacional dos ditos bicharocos e respetiva taxa de reprodução.

E não, não se pode exterminá-las.

(1) Não é só a formiga da Argentina a matar formigas autóctones da floresta, o povo ignorante encarrega-se de fazer o mesmo.

P.S. Entretanto encontrei este post sobre a formiga da argentina https://vidaterra.wordpress.com/2011/09/17/a-invasora-argentina/





Bom Ano de 2020!

1 01 2020





Bom Natal de 2019!

24 12 2019

Este ano , devido ao aquecimento global, há menos neve na serra

A árvore tem sempre o varão da cortina atrás pois não tenho vagar para Photoshop…  A árvore de Natal cá em casa, desde que vivo no “campo”, é sempre um pinheiro que não estava no sítio certo no nosso parque florestal e que se teve de cortar sem olhar muito à perfeição para o fim a que se destina, por isso , a decoração é sempre um desafio . Prefiro chamar parque florestal em vez de  “quinta” por razões que acho que já expliquei , mas se não expliquei, também não vou estragar o “espírito da época ” com os meus sarcasmos habituais 🙂 .

 

Santo Natal para quem  festeja o nascimento de Jesus Cristo! 

Feliz Natal para TODOS!





In Memoriam

20 12 2019





Antes de se ter experiência … não se tem experiência

19 12 2019

O tema do post vem propósito de um post de Guinote, que partilhei no face por concordar no geral, mas tenho um reparo a fazer. Não acho ser negativo aparecerem pessoas sem experiência a dar aulas. Não se tem experiência antes de se ter experiência. Não é? Então não vejo problema nenhum de chegarem às escolas pessoas  jovens sem experiência a não ser a do estágio. Será assim que vão ganhar experiência. No “meu” tempo nem o estágio tínhamos .Por razões alheias à minha responsabilidade, só consegui lugar para o estágio 11 anos depois de ter entrado no ensino, “formação em serviço”, acho que se chamava assim, tive de ir à ESE para as “pedagógicas”. Assim foi e aconteceu que no primeiro ano em que dei aulas no Alentejo “profundo”, como agora lhe chamam, fiz os erros todos possíveis e aprendi com eles para o resto da minha carreira. Pouco aprendi com as pedagógicas. Foi apenas mais uma experiência. Não vejo problema nenhum, venha  a juventude, só tenho pena dos jovens que entram agora em escolas com classe docente envelhecida que , muitas vezes, lhes fazem a vida negra… Sei de caso próximo em que isso se passou. Isso é que é lamentável. O que poderia acontecer e não é tão desejável é não haver passagem de testemunho ou não haver uma distribuição normal das idades dos profs. Mas não vai acontecer, pois há contratados  há vinte anos  que ainda não estão na carreira, por isso, as escolas vão ter mesmo de rejuvenescer, mas haverá sempre predominância dos mais velhos durante algum tempo.