Obrigada a todos os que andam a assegurar a nossa saúde, segurança e subsistência!

31 03 2020

Os profissionais de saúde todos incluindo auxiliares , voluntários e farmacêuticos, os que asseguram o transporte de mercadorias essenciais , os que as fabricam , os que as distribuem e  entregam, os jornalistas, os agentes da polícia e GNR, os que asseguram o funcionamento de instituições que não podem parar, todos os cuidadores dos lares, os cuidadores em casa e todos os que respeitam com rigor as regras da emergência de saúde pública.

 

São aplausos de chamadas ao palco e para “encores”! Precisaremos de muitos “encores”. Bem hajam!





Rio acometido de lirismo e o mercado de trabalho

30 03 2020

Quanto à proposta de Rui Rio, concordo, precisamos de um governo de  salvação nacional embora não aprecie o nome todos entendem para que serviria. Mas não vai acontecer. Eu também acho que temos de ter consensos na gestão desta crise monumental.

Quanto ao mercado de trabalho: a facilitação do lay off deveria ter sido acompanhada da facilitação do recrutamento temporário que poderia empregar muito pessoal saudável de idades de risco menor. Claro que a nossa esquerda alegre nem quer ouvir falar disso, mas como calculam, as grandes superfícies poderiam empregar muita gente nas entregas, mas não podem prometer um contrato  anual renovável. No entanto , um bom profissional é logo detetado e muitos ficarão mesmo nas empresas que os viram trabalhar bem. As vendas on line estão agora num pico insustentável. Acho que pode acontecer que , passado isto tudo , muita gente opte pela compra on line no futuro. Gera desemprego nas caixas? Claro , mas é compensado por empregos na administração, empacotamento , transporte.

Relembro um facto interessante que a ser facto mesmo e não fake, é exemplar. Boris pediu aos ingleses 250 mil voluntários e apareceram 450 mil. Óbvio que a esquerda alegre (bloco) e triste (PCP) não vão concordar com isto dos voluntários. Eu sugiro que o tempo trabalhado de graça conte para efeitos de reforma. Não é pedir muito e talvez calasse esses que se acham de esquerda que vivem numa nuvem ideológica e não há meio de os fazer aterrar.





Calculei que fosse o mesmo, mas é outro o ministro

29 03 2020

Há um novo ministro das Finanças da Holanda a querer protagonismo lá no Eurogrupo: Wopke Hoekstra.

Mijn excuus , Dijsselbloem, dit keer was niet jouw schuld . Maar toch….

Apaguei o post . Pena não ser ele, já lhe conhecia os tiques.

Pelo estilo parecia o mesmo…

Vou investigar este, a ver onde aprendeu boas maneiras…

Fui ver quem é Wopke Hoekstra .  As boas maneiras aprendeu em Leiden…. Alguém editou o wikipedia e está acima da foto a seguinte expressão “coglione testa di cazzo”. 🙂

 





Descoberta do dia

28 03 2020

A descoberta é uma não descoberta 😦 … Procurei abelhas e não as encontrei, as laranjeiras estão em flor , também florescem as cerejeiras ( a cerejeira, pois a maior nunca deu cerejas que vingassem) e não há trabalhadoras.

Passa  pela cabeça de uma pessoa não é … que elas também estão de quarentena… , mas não é, desde que o vizinho apicultor faleceu (há já um par de anos) , elas têm vindo a diminuir. Também a vespa asiática tem aumentado, infelizmente pode ser por causa desta última, nesta fase também ela não está ativa nas flores, deve andar  a comer abelhas. Também não tenho visto vespas comuns que também polinizam. A asiática poliniza? Claro que poliniza, mas acho que é mais lá para o verão adiantado. Até as moscas polinizam, mas a amplitude térmica destes dias não lhes é favorável e eu não lamento. A gata encarrega-se de limpar as janelas de moscas que querem ficar dentro de casa, é uma artista a caçá-las e come-as. Acho que faz bem, pois avizinha-se crise, já acabaram as latas de comida húmida 😦 …

Quanto ao resto, prefiro dizer pouquinho de cada vez… por exemplo, não era de prever este problema dos lares de terceira idade? Assegurar máscaras e luvas, proibir visitas , isto foi feito muito cedo nalguns lares. Noutros talvez não.





Descoberta do dia: pode-se tocar sitar no sofá

24 03 2020

Vou experimentar, pois a posição indiana correta torna-se muito penosa depois de algum tempo. Tudo resolvido, portanto , agora é só preciso conseguir tocar qualquer coisinha 🙂





Banda sonora deste filme…

23 03 2020

Começo por considerações relativas à música nas missas transmitidas pela televisão. Notou-se uma melhoria considerável apesar do número de executantes ter diminuído drasticamente. Numa delas, um grupo de 2 jovens (voz e guitarra) conseguiram encher de alegria aquela igreja vazia, esta semana dois elementos e um piano (ou órgão elétrico não sei diferenciar ) , muito bons. Missa com o cardeal patriarca , a música recuou séculos, ao princípio da polifonia , mas muito bom também.

Quanto aos artistas que fazem concertos on line não tenho seguido, mas vi na televisão Abrunhosa com uma canção que se refere ao fim desta crise, qualquer coisa como “encontramo-nos nos Aliados”. Pena a música ser quase igual à da canção do emigrante … o tal que queria voltar para os braços da mãe. Sempre me irritou a letra , mas gostei da música sim. E agora, ando com ela na cabeça, com a letra do emigrante … sobretudo a frase “quero voltar para os braços da minha mãe” e pensei comigo que , no meu caso, isto não é propriamente canção que deva cantar …. considerando que minha mãe faleceu no solstício de verão de 2009… Bem , convém que todos nos preparemos, não nos faz mal nenhum, nenhum mesmo, um desligamento do que não é essencial, ou seja, uma espécie de limpeza espiritual não fará mal a ninguém, seja o que for que nos esteja reservado.

Há outra, mais feliz, a da esperança e que me não sai da cabeça, a tal de Zeca Afonso , com arranjos geniais de José Mário Branco. Literalmente, venha ele, o sol de Verão. A metáfora : agora o tirano é outro, não se vê. As trincheiras são outras…. esta canção , se expurgada do elemento de ódio (de ambos os lados das trincheiras de classe) é lindíssima. A esquerda não gostará desta revisão ….. mas eu não sou de esquerda, disseram-me e eu já assumi, embora me esteja nas tintas para a distinção entre a direita e a esquerda… até porque , como se vê, ela quase desapareceu nestes tempos medievos, mas essa análise fica para outra altura.





Isto não é um diário

20 03 2020

Antes uma espécie de muro das lamentações. Cada qual exorciza os males da maneira que entende. Ontem saí e voltei a casa. Artilhada com écharpe e luvas , a máscara de pó que é muito boa para pólenes, neste caso , com a echarpe por cima, revelou-se  muito fraquinha e rebentou. É verdade, levamos a mão à cara mais vezes com a máscara. Vou deixar de usar estas que tenho para o pó. Antes de ir à farmácia fui prender melhor a écharpe. A melhor forma de a prender é cobrir o cabelo também, não ligo ao que pensam neste momento, tenho mais em que pensar. Luvas, desinfeto-as e obviamente trago-as para casa para queimar, vão logo para a salamandra. As pessoas que as deixam no chão não têm vergonha nenhuma na cara? Ou é apenas o egoísmo e ignorância das gerações sucessivas depois dos baby boomers (que são os que estão agora a morrer antes do tempo pela Europa inteira com o covid2). Fomos nós que educámos essas sucessivas gerações. Em Portugal os boomers são da minha geração (também morrem com o covid, mas dizem as estatísticas que um pouco menos). As últimas gerações saberão dizer o que é uma função exponencial , ou o que foi o romantismo na literatura, mas de boas maneiras aprenderam pouco. Sabem que não vão ser eles que vão limpar as ruas , isso sabem eles bem. Por aqui ainda não vi luvas abandonadas no chão mas os carrinhos podem ter um pequeno pedaço de papel higiénico que o último usou para segurar no guiador 🙂 . Eu desinfeto o dito guiador  com o gel com que lavo a luva, se faço mal não sei , mas só vou deitar a luva fora quando a missão militar acabar (isto é quase uma missão , ir às compras), vou desinfetando antes de entrar no carro e quando entro no próximo estabelecimento que tenho de visitar e depois quando saio.

Por que razão é tão demorada a produção de estudos sobre este fenómeno? Com tanta gente confinada e ainda (ou já) saudável, não seria de esperar que já soubéssemos mais do vírus? Calculo que seja fake news o que por aí circula sobre o grupo sanguíneo… se não for fake gostava que me explicassem melhor :-).

O que sei é pouco e tenho pena, conhecer o inimigo é fundamental em qualquer guerra ou conflito. Sei que é minúsculo, sei que precisa da célula humana para se replicar, e que essa célula humana morrerá do parto… (faz lembrar o alien no mundo das células, só que não é bicho nenhum , é uma bombinha com um programa dentro, mais não é, nada tem a ver com bactérias que têm núcleo) sei que tem uma carapaça protetora que é essencialmente feita de gordura, por isso o sabão é eficaz a destruí-lo enquanto ele não está na célula humana , sei que na fase mais avançada ataca pulmões e rins, quadro que potencia a falência total dos órgãos. Por que razão uns humanos resistem mais do que os outros seria bom que já se soubesse, pois quanto mais tempo passar mais o contador retine… salvo seja.

 





Fiquei mais sossegada

19 03 2020

Com a declaração do estado de emergência e não só. Eu explico.

Estamos bem entregues em termos de pessoal de saúde. Apesar de todos os esforços dos sucessivos governos em tornar a vida dos médicos num inferno, muitos ficaram no SNS. Honra lhe seja devida.

Ontem, na RTP3 ( salvo erro), pela primeira vez, vi uma entrevista com pés e cabeça tanto nas perguntas como nas respostas. Salvo erro , era entrevistado Fernando Maltez, acho que era Fernando , para memorizar o apelido lembrei-me do Corto Maltese, Maltez é de certeza. É o diretor clínico da secção do Curry Cabral que está com os casos do covid. Respondeu a tudo de forma clara. Devem rever essa entrevista. Mas disse duas coisas que me fizeram ficar a pensar. Primeira: o encerramento das escolas não tem a eficácia que se pensava (calculo que tenha a ver com o comportamento dos miúdos, não explicou). Segunda: o corona não gosta de altas temperaturas nem de humidade. Pensei que não gostasse de tempo seco. O jornalista não deve ter tido tempo para lhe pedir que explicasse porquê.

A forma como explicou que os mais velhos têm mais  recetores sobretudo os que fumam (ui ui ui) foi clara tanto quanto se pode ser numa entrevista. O problema é não haver anticorpos ainda para este vírus. Não consigo deixar de fumar , muito menos agora, a ansiedade está presente mesmo que racionalize. A idade do banqueiro saudável assustou-me. Seria fumador? Bem , já agora uma palavra pelo trabalho bom que fez no Santander. Espero que a família esteja bem, não os conheço nem conhecia o banqueiro mas o Santander Totta é em Portugal talvez o banco mais sólido.

Querem que fique calma? Pois eu não ganho nada em não ficar calma, têm razão todos os que me têm dito isso. Temo por mim e pelo meu companheiro, sobretudo por ele, pois tem mais fatores de risco, embora não fume desde 2003.

Hoje terei de sair, vou artilhada de máscara ( a tal idiotamente fininha), luvas e a écharpe. Não quero saber o que acha ou não acha quem por mim passar, tenham paciência , afastem-se. Espero que entretanto tenham feito racionamento nos supermercados, pois os açambarcadores têm um comportamento que espero que, em estado de emergência, venha a  ser fortemente dissuadido. Não acham? Eu acho, pois estão-me a faltar coisitas que não tenho por me ter portado bem. Certo?

PS Ainda não tive tempo de rever a entrevista. Posso ter ouvido mal em relação à humidade , pois o vírus dá-se mal com  securas.





Tenho de admitir que estava errada

16 03 2020

Francisco George estava no Conselho Nacional de Saúde Pública, aquele que esteve 6h para resolver deixar ficar tudo como estava. Assisti agora a entrevista e fiquei muito desapontada. Disse que uma bactéria é do reino vegetal, deixou ficar a confusão sobre o pangolim, que não classificou claramente como um mamífero. Os morcegos: também se esqueceu de dizer que foi o morcego da China, o grande, o que come frutos e parece um cão com asas e não o nosso. Agora fico preocupada com a sobrevivência de morceguinhos e lagartixas (lagartos já quase não existem) no nosso país.

Infelizmente , não me parece que possa ainda sustentar o que achava: F. George é ou está lento a responder e não se importa de dar pontapés na ciência em entrevista. Calculo que seja rigoroso nos meios científicos mas não gosto de ser assim bombardeada com in correções só para simplificar. Mas se for tão lento lá nos conselhos científicos como foi a responder às perguntas, já acho que não seria  a pessoa ideal. Espero não me ter enganado em relação a Paulo de Macedo que eu queria na saúde agora.  Acho que vou rezar para que Marcelo recupere bem. Quero apenas o país em emergência como fez a Espanha , com controlo rigoroso das fronteiras aéreas.

Note-se que quando erro, não tenho problema de admiti-lo. Coisa que nunca vejo acontecer em blogues de referência. A admissão do erro é um exercício de humildade que faz bem a toda a gente.

Quanto ao resto , acho que me vou calar por uns tempos. Fico a esperar para ver, até porque não há mesmo alternativa, nem mesmo zarpar daqui…. para onde??? E como? Talvez me façam zarpar definitivamente nesta limpeza da “onda grisalha” que está a acontecer na Itália e irá acontecer aqui ( rezo a Deus todo poderoso que a minha previsão , a de muitos “especialistas” aliás, seja errada). Fica a canção, com uma interpretação literal (1) nova. Nem é preciso fazer trouxa que daqui não levamos nadinha. E são admitidos cinco juntos , pois o vírus acha que infetar só cinco é uma perda de tempo e vai-se embora.

(1) literal ou figurativa, como queiram, sou tradutora por experiência , não sei  teoria, mas calculo que quem percebe destas coisas possa ficar irritada com a incorreção… sei que os navios zarpam portanto aí deve ser figurativa, mas os “cinco” é literal , não? Ou nem uma coisa nem outra e agora têm outro nome para estas coisinhas….

 





Acham-se imprescindíveis?

14 03 2020

A todos os que acham que são imprescindíveis e que, como está menos gente , acham que podem ir trabalhar, eu pergunto: o vosso trabalho é imprescindível mesmo????? Não , não é , estão a tentar justificar o injustificável. São irresponsáveis. Vão para casa e verão que nada , nada mesmo acontecerá se não forem trabalhar. Já os médicos e enfermeiros, que vocês podem vir a contaminar , se apanharem o covid nos teclados ou no ar das salas fechadas SÃO IMPRESCINDÍVEIS SIM! Como outros trabalhadores no ramo dos bens essenciais , os motoristas de transporte desses bens os que transportam doentes, etc. ESSES SIM SÃO IMPRESCINDÍVEIS.

Se estou a gritar? Sim estou. O resto ficou no Facebook, deu-me uma fúria quando ouvi a conferência de imprensa da ministra e da amiga do tal que tem uma horta . Não vão comprar os ventiladores, ela não falou de nenhuma encomenda de ventiladores , a ministra diz que vão tirá-los das salas de cirurgia!!!! Depois a da horta mentiu aos portugueses ou é de uma ignorância inconcebível para quem está no cargo, disse que o critério de atribuição do ventilador é a gravidade. Não é a gravidade que vai selecionar quem fica com o ventilador, é o cálculo de probabilidades de recuperação, feito pelo desgraçado do médico que estiver a decidir,  o que tiver maior probabilidade tem prioridade. Percebem agora por que razão tenho dito e repetido que os médicos têm de ganhar muito mais do que os professores? Temos nós este tipo de problema? Não , não temos , nunca tivemos nem teremos e eu não queria estar no lugar de quem está neste momento na linha da frente a trabalhar até cair e a ter de tomar estas decisões horrorosas.

O critério parece-me razoável, mas melhor seria não haver essa situação de ter de fazer uma escolha horrível. Em todo o caso, agradecia que se me acontecer, por favor , ao menos deem-me a morfina máxima possível, não quero morrer sentindo-me a sufocar. Pode ser?