Locais: só mais um pormenor

27 09 2017

Para a Câmara estou decidida e vou votar na continuidade deste presidente, portanto PS. Mas…

Verifiquei que uma pessoa determinada é candidata à Assembleia Municipal por outro partido e eu quero que essa pessoa lá esteja, na Assembleia. A pessoa faz lá falta, o partido não me interessa. No entanto, para o fazer terei de votar pela primeira vez na minha já não muito curta vida de cidadania, no partido designado por CDS , no qual nunca me revi nem revejo, embora tenha alguma consideração por algumas pessoas que por lá passaram, por exemplo Maria José Nogueira Pinto (neste caso tenho mesmo muita consideração) que tanta falta faz no parlamento. Bem, mas como me disseram aqui há uns tempos que sou de direita, até que nem vai custar nada a colocar a cruzinha. Hehe ( relembro que este é o me u riso sarcástico). A razão fundamental é confiar no  dinamismo dessa pessoa e profundo conhecimento que tem do concelho onde vive ( embora seja no âmbito da sua freguesia que  o tenho ouvido  discorrer com mais ímpeto.Não que o tenha ouvido , tenho lido, é mais correto). Faz bem  a essa pessoa alargar mais o seu horizonte  e âmbito de ação para todo o concelho e faz sempre bem ao PS não ter maiorias demasiado confortáveis.  Problema pode haver… para o PS . É haver demasiadas pessoas como eu e não entra só essa pessoa … Pois, mas tenho de correr o risco , pois a mensagem tem de ser clara: são as pessoas que interessam  e não os partidos   nas eleições locais. A legitimidade do Presidente da Câmara não está em jogo: é eleito . Mas o órgão deliberativo é a Assembleia…

Esta característica do nosso sistema  de eleições locais não deixa de ser interessante. O órgão executivo é eleito, coisa que não acontece no Governo da nação…. Na Holanda há ainda uma  particularidade interessante: os eleitores podem colocar a cruzinha não na lista apresentada pelos partidos , mas na pessoa concreta, assim, candidatos que aqui seriam não elegíveis por estarem lá para os fundos podem ser catapultados para a frente. Não é apenas a Holanda, há mais países que têm essa particularidade nas eleições locais. No caso particular de V.N. de Poiares , não tenho esse problema , ele é o cabeça de lista.

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Dilema?

24 09 2017

Não chega a ser dilema pois o que me interessa é o futuro deste concelho onde agora vivo. Vou votar na equipa atual , ou seja, PS. Acho que merecem continuar, especialmente o presidente da Câmara: jovem (mas não demasiado 🙂 ) , dinâmico, com visão a mais longo prazo do que um mandato e optimista, que não pensa só nas obras que se vêem. O saneamento básico precisa de ser feito e as canalizações da água velhas ou feitas à pressa depois do 25 de Abril precisam de ser renovadas.Já começaram os trabalhos e vou votar para que continuem. A cultura também tem sido um ponto a destacar, verifica-se uma clara melhoria da qualidade da mesma, se é que me faço entender. Claro que o propósito de atrair a indústria não me pareceu apenas um objetivo que fica bem nos programa (aliás esse propósito e a cultura estão em todas as candidaturas, se não me engano), acho que tem sido feito algo para isso. Devo dizer, a propósito de obras que se vêem, que não achei necessária a rotunda das cabrinhas, embora as esculturas estejam bem executadas. Tenho até brincado com a ideia lançada pelo atual Presidente da Câmara, de lançar a marca para Poiares: “Poiares , Capriland”, a mascote até é gira, a chanfana é bem conhecida, mas capriland? Talvez sejam precisos mais incentivos, muitos mais, pois Poiares é sobretudo ainda eucaliptland. Aliás, seria mesmo bom que encontrassem uma espécie de cabra que comesse eucaliptos, que os comesse todos, sobretudo as novas plantações que se continuam a fazer a toda a pressa apesar ( ou talvez por causa) do ano horribilis (não uso o latim integral, não vão pensar que estou a escrever outra coisa) que tivemos… Mas a decisão sobre a eucaliptação foge , de facto , ao poder local . Por isso não posso responsabilizar nem este nem o anterior presidente. Mas apetece responsabilizar o anterior, dada a posição que tem na Liga dos Bombeiros e a ligação que sempre teve com os bombeiros,a floresta e os fogos e nada tenha feito para impedir que um concelho coberto de pinhal se tivesse transformado num eucaliptal (salpicado de pinheiros, oliveiras e sobreiros, aqui e ali, carvalhos , cada vez menos, aliás, acho que só eu tenho 🙂 .Não liguem, exageros meus…). Eu sei, houve o nemátodo do pinheiro muitos secaram. Mas havia e há alternativas, de rentabilidade mais lenta, mas são alternativas. A oliveira, o pinheiro manso (resistente ao nemátodo), o castanheiro, a nogueira, as árvores e arbustos de fruto. Claro que tudo isto precisa de incentivos , o proprietário de pequenas áreas não tem capacidade financeira para reconverter nem para rentabilizar, tendo em conta os custos de mão-de-obra. Os incentivos do Portugal 2020 infelizmente vão servir , com a ajuda dos fundos europeus, para reconverter eucaliptais em eucaliptais mais produtivos. Chamam-lhe até folhosas para a indústria… Pois é , folhosa é nome que associo sempre a outras árvores bem frondosas e de crescimento lento por isso nem tinha pensado que era folhosa, pois é, folhosa venenosa , que seca as fontes e rouba o fundo de fertilidade dos terrenos. Essa é a folhosa para a indústria, essa é árvore que dá pelo nome de eucalipto. Já vendi os meus, que cresceram espontâneamente no meio do pinhal. Todos. Em Abril, se Deus quiser, vão todos para a trituradora, mesmo os gigantes, deixo um apenas que é “solteiro” ou seja nunca foi cortado , portanto tem um único tronco e já um porte muito considerável. Fica ele para memória. Já falei com os gigantes, expliquei-lhes que tem de ser, alguns pinheiros bravos vão também sair. Falei com elas, as árvores que decidi cortar. Pedi-lhes desculpa, como são seres vivos, muitos com quase a minha idade, outros com mais, acho que lhes devo consideração. Penso que compreenderam. Quero os meus sobreiros a crescer e algumas oliveiras que , coitadas estão afogadas no meio do pinhal.
Bem, voltando ao assunto do post, a decisão está tomada, no entanto tenho um problema: é que sei que vou ficar muito irritada quando ouvir os comentadores e os políticos do PS a fazer a leitura das locais extrapolando para o governo. Não é o governo que vai ser sancionado nas urnas pela sua governação. São os Presidentes de Câmara, de Freguesia e respetivas equipas, são eles , que têm nomes e que as pessoas conhecem, com as quais podem mesmo falar… A diferença é tão óbvia que nem mereceria ser comentada , mas sei que a extrapolação indevida e desadequada vai acontecer. E isso enerva-me, pronto…
Tenho dito.





Ainda por cá ando

22 09 2017

Muitos afazeres. Enfim, não entendo quem tem receio de não saber o que fazer consigo mesmo depois da reforma… enfim, a mim nem o stress me falta embora seja um stress diferente, muito diferente. No second thoughts…
Falando de trivialidades, que é melhor do que discorrer sobre a atualidade nacional ou internacional: continuo a seguir a telenovela “Essas mulheres”. Estou interessada na história ou seja nas três histórias. O elenco é bom. Gosto particularmente do desempenho de Paulo Gorgulho que, para além da parecença física evidente que tem com Sócrates, parece até ter-se inspirado nele para o personagem que representa, Manoel Lemos, o mau da fita.Ou terá sido ao contrário? Vale a pena seguir só por isso. Farto-me de rir. Quando fui ver o elenco também fiquei sem saber, na informação da wiki se a série foi mesmo terminada. Espero que sim, pois não tenho tempo para ir ler os três romances de José de Alencar só para saber como acaba….





Pintinho amarelinho

31 08 2017

Pois, mas Universidade de verão não deixa de ser universidade… e uma aula universitária de verão não deixa de ser uma aula universitária. No mundo de Trump todos se adaptam à realidade, pelos vistos, a começar pelo professor. E todos piam…





Rain of tears

20 08 2017




Verde que te quiero verde

13 08 2017


Não gosto da voz dele mas gosto da voz dela, não encontrei melhor.





Ainda por cá estou… entre o eucaliptal interior e o eucaliptal litoral

5 08 2017

No campo é só descanso ,dizem… pois é , não vivem no eucaliptal interior, desculpem, no pinhal interior, se aqui vivessem não diziam isso. Aqui em Poiares parece que estamos entre o eucaliptal litoral , perdão , o pinhal litoral e o eucaliptal interior, perdão, pinhal interior. Portanto , quem sente a diferença é porque vive no inferno ou seja no eucaliptal interior, perdão, no pinhal interior, mesmo mais interior…. pois é, há uma pequena diferença de continentalidade conforme se vai mais para leste , embora o país seja estreitinho. Há o Alentejo litoral (coberto de eucaliptos, mas isto não vem ao caso) e depois o Alentejo profundo (que ainda não tem muitos eucaliptos, até ver…, mas isto também não tem nada a ver…).
Já não saio daqui no verão desde que me mudei para cá, que foi em 2014. Não dá mesmo para deixar isto por vigiar. Deu muito trabalho a chegar ao ponto em que estamos. Não,o “campo” não é descanso nenhum. Não é só a vigilância, é tudo o que se tem de fazer , todos os dias, como regar, colher fruta para conseguir salvar alguma, tirar a fruta podre da terra. Como temos agricultura biológica ( 🙂 esta designação faz-me sempre rir) a fruta enche-se de bicho durante a maturação. Só escapa alguma e aproveita-se a meia estragada para compota, com muito trabalhinho. Há ainda que colher as amoras para fazer o doce, e fazer o doce. Já fiz oito frascos, aí uns quatro litros. Compotas também já tenho para todo o ano e ainda há mais pêssego a colher… Depois há a limpeza da floresta ao pé da casa , da minha e da dos vizinhos, que nunca mais acaba. O pasto na quintinha à volta da casa  vai crescendo sempre que chove (mesmo pouquinho) e já foi cortado duas vezes . Ainda acham que se deve limpar floresta mesmo longe das casas? É porque não sabem quanto custa…. Depois há que rachar lenha, arrumá-la devidamente… e há sempre algo que ainda não foi feito e tem de se fazer…. enfim, um descanso.