Público:
Se a proibição for introduzida na Constituição, o país violará convénios internacionais
Minaretes: Cohn-Bendit pede aos muçulmanos para “tirarem dinheiro dos bancos da Suíça”
02.12.2009 – 07:00 Por Sofia Lorena[...]
Destaco o seguinte comentário de um leitor do Público residente na Suiça. Ficamos a saber mais sobre o que se votou e todas as contradições associadas:
Xico, Lausanne. 02.12.2009 22:29
suiça e as religiões
A suiça é um país historicamente equilibrado entre católicos e protestantes, com um complexa divisão de maiorias na maior parte do país. Um cantão, Appenzell, foi oficialmente dividido em secções católicas e protestantes em 1597.As maiores cidades (Berna, Zurique e Basileia) são predominantemente protestantes. A parte central do país, assim como Ticino, são tradicionalmente católicas. A constituição suíça de 1848, após os confrontos de cantões católicos e protestantes que culminaram no Sonderbundskrieg; que definiu a Suíça como um estado que permite a coexistência pacífica de católicos e protestantes. Em 1980 um referendo pela completa separação entre Igreja e Estado foi rejeitada, com apenas 21,1% de votos favoráveis.O cristianismo é a religião predominante da Suíça, dividida entre a Igreja Católica (41,8% da população) e várias denominações protestantes (35,3%). A imigração trouxe o islão (4,3%, predominantemente kosovares) e a ortodoxia oriental (1,8%) como religiões minoritárias significantes.Uma sondagem de 2005 mostrou que apenas 48% da população é teísta, 39% expressaram crença em “um espírito ou força de vida”, 9% é ateísta e 4% agnóstico.
Prefiro não comentar Cohn Bendit, que tem o condão de me enervar.
Mas tenho uma ideia sobre este problema , que deveria ser resolvido pelas autoridades que passam as licenças de construção,fazer um referendo é simplesmente ridículo e é dar demasiada importância ao minarete. Contem-se as Igrejas e as mesquitas . Acho razoável ter uma proporção de 4,3 mesquitas com ou sem minaretes por cada 100 Igrejas. Se o medo é do poder agressivo de um minarete (parece um missil????? então e as catedrais góticas?), mas dizia eu, se a rejeição provém do medo do poder muçulmano, então toquem-se mais vezes os sinos , chamem-se todos os dias os fiéis às Igrejas, duas a quatro vezes por dia. Se for às mesmas horas que os muçulmanos é quase impossível mesmo com megafone as vozes do alto dos minaretes dominarem os sinos todos ao mesmo tempo. Não estou a sugerir uma guerra de sinos e chamamentos cantados (deve ter um nome mas eu não sei). Estou apenas a dizer que o problema dos minaretes é muito mais político do que religioso, pois se assim não fosse a questão não se colocava, as Igrejas cristãs que já dominam a paisagem como sabemos, também se revelariam vivas se estivessem abertas todos os dias (as protestantes estão quase sempre fechadas), se os sinos tocassem mais vezes. Teriam que pedir autorização por referendo para tocar sinos? Será que as Igrejas protestantes não têm sinos? Coloquem sinos e toquem-nos duas a quatro vezes por dia, para lembrar aos visitantes islâmicos que o país não é islâmico e deixem-nos erigir os minaretes: mas apenas 5% (de mesquitas ) em relação a todos os templos existentes no país, uma vez que 4,3% é esquisito, 0,3 mesquita ou minarete é complicado construir. Eles não querem mesquitas? É só minaretes? Construa-se uma torre (ou duas , ou 10) com pelo menos um sino por cada minarete. Restaure-se a arte do carrilhão que está quase extinta e é uma pena.

