Coisas da natureza: vespas

31 08 2012

Este ano quase não vi abelhas. Vespas, não muitas , algumas de tamanho normal e outras maiores , mesmo grandinhas. Não sei se por haver falta de comida este ano, devido à seca, há menos vespas também. O certo é que mesmo moscas há menos. O tanque está repleto de rãs que comem as moscas e as vespas em pleno voo. A crise é grande naquele microecossistema ( aberto, há muita intervenção externa) . Os peixes vão recebendo ração complementar, as larvas de moscas não há nem uma, e os alfaiates desapareceram. Os alfaiates são aqueles insectos que andam sobre a água como se fosse passeio calcetado. Este ano não há nenhum. Também não há peixinhos bebés, a natureza é sábia, ou alguém andou a comer os ovos… Ainda bem, pois a multiplicação dos oito peixes originais , no ano passado, foi desmedida e agora até saltam uns por cima dos outros quando se lhes dá a comida.
Ontem fui mordida por uma vespa, das grandes, não a da Ásia que é mesmo gigante e que também existe em Portugal ,mas que só vi duas vezes por aqui. Mas era maior do que a vespa vulgar. Estava apenas a regar as árvores jovens da zona que chamo floresta. Felizmente foi só uma , mas larguei tudo, fechei a água e apressei o passo até casa (sabia que não se deve correr depois de uma mordidela venenosa) Em casa, para além do vinagre, tratei de tomar comprimido antihistamínico que cá tenho, pois as minhas reações à picada do mosquito são assustadoras calculando eu que, sendo a vespa bem maior e com veneno específico, a reação alérgica poderia ser séria. Agora as sequelas de picadas de melgas têm diminuído de intensidade, não sei se o corpo se vai adaptando se elas são de espécies diferentes. A vespa pousou na minha mão e estava já a morder quando olhei para ela e a afastei muito rapidamente. A vespa não larga o ferrão o que permitiu tentar fazer sair o veneno. Felizmente a mão não inchou. Mas confesso que , dado o tamanho do animal apanhei um susto valente. Até fiz um chá de todas as plantas antihistamínicas que aqui tinha. Bebi o chá e apliquei o resto na zona afectada. Hoje já só tenho alguma comichão que já não sei se é da picada se do chá demasiado concentrado🙂.
Receita do chá: erva-cidreira, tomilho, oregãos e equinácia (esta tinha em cápsula que abri e juntei ao chá).
Também apliquei o tradicional fenistil, passe a publicidade.
Não lhe quero mal, à vespa, deve ter-se sentido atacada por qualquer motivo, teria o ninho por ali, não sei, fiquei com algum receio de lá voltar devo confessar. Fui investigar no google, as vespas são omnívoras, por isso andam por todo o lado podendo injectar bactérias para além do veneno; nesta altura do ano estão já todas fora do ninho, só a rainha vai viver para pôr os ovos do ano que vem, as outras vivem apenas três semanas e no outono morrem.
Coisas da vida no campo… não procurem metáforas neste relato. É apenas a confissão de um pânico valente: medo do choque anafilático, pois a picada até não foi tão dolorosa como descrevem , talvez por ter atuado imediatamente. Sequela, não sei dizer , a única coisa que noto é que estou a escrever mais ou menos obedecendo ao acordo ortográfico😦


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