A herança de Sócrates (para os mais esquecidos)

3 04 2013

Recebido por email : e não duvido de nada do que aqui se diz, lembrar-nos-emos se fizermos um erforço , de cada um destes episódios e números:

«A Herança de Sócrates, PARA OS MAIS ESQUECIDOS!!!!!

A HERANÇA DE JOSÉ SÓCRATES:
se somar tudo dá 140.997 milhões de euros
– Dívida Pública aumentou 90.000 milhões de euros entre 2005 e 2010.

– Nacionalizou o BPN, com o contribuinte a pagar, aumentando o seu buraco em 4.300 milhões em 2 anos, e fornecendo ainda mais 4.000 milhões em avales da CGD que irão provavelmente aumentar a conta final para perto de 8.000 milhões, depois de ter garantido que não nos ia custar um euro.

– Derrapagem de 695 milhões nas PPPs só em 2011.

– Aumentou custo do Campus da Justiça de 52 para 235 milhões.

– A CGD emprestou 300 milhões a um amigo do partido para comprar ações de um banco privado rival, que agora valem pouco mais que zero.

– Injectou 450 milhões no BPP para pagar salários dos administradores.

– Desbaratou 587 milhões do OE de 2011 em atrasos e erros de projeto nas SCUTs Norte.

– Desapareceram 200 milhões de euros entre a proposta e o contrato da Autoestrada do Douro Interior.

– Anulou e deixou prescrever 5.800 milhões em impostos.

– Perdeu 7.200 milhões de fundos europeus pela incapacidade do governo de programar o seu uso.

– Enterrou 360 milhões em empresas que prometeu extinguir.

– Contratou 60.000 milhões em PPPs até 2040.

– Usou Reformas para financiar a dívida de SCUTs e PPPs.

– Deu de mão beijada 14.000 milhões aos concessionários das SCUTs na última renegociação.

– Deixou agravar o passivo da Estradas de Portugal em 400 milhõesem 2009.

– Deu 270 milhões às Fundações em apenas dois anos.

– Pagou à EDP, em rendas excessivas, 3.900 milhões tirados à força da vossa fatura da eletricidade.

– Deixou os sindicatos afundar as EPs em 30.000 milhões de passivo para os camaradas sindicalizados com salários chorudos e mordomias, pagos pelo contribuinte.

– Aprovou um TGV que já nos custou 300 milhões só em papelada, e vai custar outro tanto em indemnizações

– Mais todos os milhões enterrados no Aeroporto fantasma de Beja, totalmente inoperacional, inaugurado à pressa antes das eleições para fechar logo de seguida.

…Mas a memória colectiva é a de um país “envelhecido”, de gente nova, que não retém os factos do passado mais recente …!
… e é pena! …
…porque assim, todos os que construíram a realidade acima transcrita, ficarão para sempre impunes e a usufruir dos proventos que por ventura lhes couberam…»

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Um Gobern atento… assédio moral e …manifestações

2 11 2008

Vale a pena consultar  a crónica de Gobern citado no post “Adeus aos mestres” no blogue O cantinho da educação) sobre a avalanche de reformas antecipadas de professores, com as respectivas e duras penalizações. O download está lento mas compensa.

Que tudo isso provém de estratégia consertada pela tripla Primeiro Ministro/Ministério das Finanças/Ministra da Educação é difícil de provar mas é por demais evidente. E chama-se assédio moral ou mobbing se preferirem. É receita usada em certas multinacionais (já aqui o disse algures mas quero insistir): a receita consiste em tornar a vida profissional dos funcionários intermédios (mais caros) impossível, humilhar e achincalhar de forma mais ou menos subtil, com despromoções mais ou menos disfarçadas de remodelações necessárias ao serviço e eles vão-se embora por decisão própria: uma forma de não pagar qualquer indemnização, já que é o funcionário que desiste e pede a reforma se estiver já em situação de o fazer ou pede a demissão.

Insisto nisto pois talvez alguém pegue na ideia de colocar o Estado em tribunal. Pessoalmente não estou em condições de saúde de pensar nisto e muito menos de consultar (a custas minhas) um advogado. Prescindo actualmente de qualquer apoio sindical. Os sindicatos já trataram da nossa vida com o memorando de entendimento: agora vão para a rua no dia 8 deste mês. Já entregaram a rescisão ou denúncia unilateral do memorando ??? Não será isso que terão que fazer antes da manif??? Ou a manif é só por causa do concurso próximo dos professores que qualquer papalvo não jurista saberá que não pode incluir nem irá incluir a avaliação dos professores avaliados já (por mero acaso), nem a ministra pensa fazê-lo, embora mantenha a indefinição para depois dizer que fez compromissos e blá blá blá e neste concurso ainda não mas para o próximo já sim, e blá blá…..????

Sobre esta convocação pela Fenprof (ou plataforma, que agora não dá para perceber bem) da manif de dia 8, em desespero de causa, quando verificaram que os professores iriam sair de novo à rua,  com ou sem sindicatos, nem vou dizer mais nada. Que seja dia 8 ou 15 é indiferente. Mas os media deviam ser informados de que uma vez mais os sindicatos estão a reboque da classe e estão muito longe de poderem alegar que a representam!!!!!!! É o que penso , quem não gostar, paciência, é melhor passar a outro blogue que não diga mal dos nossos gloriosos e honestíssimos plataformistas!!!!!





Assédio moral (2)

25 10 2008

Artº 24 do Código do Trabalho (antigo, mas espera-se que esta disposição não tenha sido alterada)
Assédio
«1 – Constitui discriminação o assédio a candidato a emprego e a trabalhador.
2 – Entende-se por assédio todo o comportamento indesejado relacionado com um dos factores indicados no n.º 1 do artigo anterior, praticado aquando do acesso ao emprego ou no próprio emprego, trabalho ou formação profissional, com o objectivo ou o efeito de afectar a dignidade da pessoa ou criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador.
3 – Constitui, em especial, assédio todo o comportamento indesejado de carácter sexual, sob forma verbal, não verbal ou física, com o objectivo ou o efeito referidos no número anterior.»

O artigo anterior, artº 23, diz o seguinte:

«Artigo 23.º
Proibição de discriminação
1 – O empregador não pode praticar qualquer discriminação, directa ou indirecta, baseada, nomeadamente, na ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar, património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência ou doença crónica, nacionalidade, origem étnica, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical.
2 – Não constitui discriminação o comportamento baseado num dos factores indicados no número anterior, sempre que, em virtude da natureza das actividades profissionais em causa ou do contexto da sua execução, esse factor constitua um requisito justificável e determinante para o exercício da actividade profissional, devendo o objectivo ser legítimo e o requisito proporcional.
3 – Cabe a quem alegar a discriminação fundamentá-la, indicando o trabalhador ou trabalhadores em relação aos quais se considera discriminado, incumbindo ao empregador provar que as diferenças de condições de trabalho não assentam em nenhum dos factores indicados no n.º 1.»

Actualização feita a 26/10/08





Assédio moral (mobbing)

7 10 2008

Não sou jurista e nem sei se se mantém no código do Trabalho artº 23 ( ? no código antigo) esta figura (mobbing). Figura que coloca o ónus da prova na vítima. O que fez o ME aos seus funcionários docentes nesta legislatura foi assédio moral. As escolas e suas direcções concretizaram as medidas . Deveriam ser as direcções das escolas a estar no banco dos réus?

Muitos professores aposentaram-se muito antecipadamente (demissões não conheço ainda nenhuma )precisamente para não serem humilhadas nem terem que entrar em conflito com alguém pessoalmente.

O objectivo do assédio moral é precisamente esse: despedir funcionários sem justa causa e sem pagar qualquer indemnização. No Estado isto passa-se, passou-se e está a passar-se. Com a grande vantagem de ainda penalizarem as aposentações e encaixarem mais uns milhões. Os sindicatos não estão muito interessados em estudar este assunto. Apenas tratam casos individuais e dos sócios. Ora precisamente o assédio moral tem como objectivo tornar a vida das pessoas impossível, atacar-lhes a saúde mental de tal forma que se auto excluem, se aposentam, se demitem e o estado de fragilidade em que são colocadas impede-as de recorrer à justiça, inexistente aliás em Portugal, ou existente para cadastrar ladrões de bicicletas, cavalos e automóveis, prender ladrões de bancos e proteger VIPs prevaricadores e violadores de leis e de miúdos e miúdas. Processos de assédio moral são quase impossíveis: seriam caros e seria muito fácil encontrar na vítima defeitos suficientes para provar que a situação é meramente um conflito pessoal de trabalho e de interpretações subjectivas cruzadas ou que foi tudo imaginação ou mau feitio da queixosa.

O Estado Português deveria estar no banco dos réus. Foram já muitas as vítimas. Vítimas  do Estado e não de pessoas concretas que fizeram o que o Estado mandou (alguns encontraram, encontram e encontrarão iniciativas próprias criativas, como parte interessada em fazer desaparecer da frente um obstáculo incómodo à suas carreiras pessoais). As vítimas, os que já saíram  fizeram-no precisamente por não quererem entrar em processos de conflitos pessoais. Foi do Estado a mão criminosa.

Os sindicalistas a tempo inteiro não sabem ,não querem saber e têm horror a quem sabe o que é a humilhação. Eles safaram-se na boa. Por isso não se dedicam a estudar esta figura nem a defender a possibilidade de colocar o Estado no banco dos réus em Portugal ou em sede de Tribunal Europeu.

PS: Corrigida a redacção. É provável que tenha que escrever cada vez menos neste blog, aqui fica a ideia para um projecto lei que proteja as pessoas de despedimentos colectivos mascarados. Ao menos as multinacionais pagam  indemnizações quando têm que proceder a lay off.