Integração completa (marcas de comida de gato são mencionadas)

5 02 2020

Há já algum tempo que não atualizo a informação relativa à integração do  terceiro elemento da família de gatos (portanto, o quinto  família cá em casa). Os três gatos chegaram a uma “entente” e agora já dormem os três em casa. O do meio (F) recuperou os seus direitos no quarto onde a pequenita esteve confinada (o seu lugar preferido : entre as duas almofadas da cama e onde a pequenita (L) também dormia, mas alternava com o roupeiro que ela sabia abrir muito bem e colocava-se no quentinho algures entre a roupa….por isso não fez muita questão em ceder o lugar cobiçado, até porque prefere dormir aos nossos pés ou encostadinha a quem se for deitar primeiro 🙂  ). Brincam muito estes dois (F e L) embora a coisa às vezes acabe em zaragata, como é normal. O mais velho  impôs-se logo de início, mas como não gosta de conflitos , é preciso ainda convencê-lo a ficar também no nosso quarto como era costume e ela respeita-o, basta que ele lhe mostre os dentes com o ruído adequado. Nos dias frios ou de chuva o mais velho tem também ficado connosco. Dá-me tranquilidade saber que estão os três em casa à noite. Todos com liberdade de sair e entrar. A pequenina, apesar da juventude é mais “menininha”, apesar de ter sobrevivido pelo menos um mês sozinha na floresta, à noite sai pouco, ou seja, não corre riscos inúteis (prova de inteligência feminina, digo eu) a não ser uma árvore mais alta de vez em quando , de onde tem descido sempre sozinha, nisso é mais cautelosa e independente do que o F. Não se atreveu ainda a tentar o salto para os armários e estantes mais altas embora esteja tentada quando o F faz as suas habilidades de circo. Espero que se mantenha cá por baixo pois guerras lá em cima não posso permitir , tenho um vaso da China que não queria que se partisse, os pratos em exposição já os guardei há muito tempo e os barcos estão agora no vão da janela (que tem um metro de profundidade, dá para fazer o presépio como já devem ter percebido pelas fotos que aqui coloco no blogue e para colocar coisas, para abrir a janela é que é pouco prático, está sempre fechada) , os barcos , dizia  eu, estão assim a salvo depois de terem voado lá de cima e de terem partido alguns mastros, por acidente, pois os gatos raramente atiram coisas para o chão voluntariamente :-).

Quanto a saúde estão bem, a menininha está ótima, sempre muito ativa. Prefere comida seca à outra, o que é bom. Todos rejeitam as latas de ração do intermarché e lidl , preferem paté de atum do continente. Isto não é esquisitice, essas latas de atum desaparecem muito rapidamente dos lineares , será que não há quem faça os estudo dos stocks? Ou uma prospeção de mercado? Porque não perguntam aos gatos o que eles preferem dentro da comida aceitável em termos de preço por quilo? Um simples questionário bastaria ou uma análise da rotação dos stocks, mas não vejo nada acontecer , ninguém altera nadinha. Já fiz ração em casa (de sardinha ou de atum) para não ter de comprar os outros patés de que eles gostam muito menos. Os veterinários ( ou alguns deles)aconselham comida seca. Pois , mas eu tenho de gerir a ciumeira dos três gatinhos e os mimos que dou a um são imediatamente sinalizados pelos outros. Mas é verdade, há excesso de peso no mais velho. Há uma tijela para cada um, mas eles trocam de lugar sem luta , adoram fazer essa dança , por isso, como fazer regime a um deles? 🙂

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PS: Estão todos vacinados, esterilizados e com chip. Quanto à inépcia do governo e vocação para lançar a confusão nem vale a pena comentar. As juntas informarão a seu tempo, eu registei-os e paguei a taxa associada ao chip apenas no veterinário (que me disse estar à espera de mais informação que ainda não chegou quanto à dupla taxação).





Ave Maria (Gounod e Schubert)

28 01 2020

Vêm pessoas aqui ao meu blogue frequentemente consultar um post que fiz há anos sobre estas obras. Calculo que seja difícil descobrir as diferenças, dado que ambas se sobrepõem ao Prelúdio nº 1 de Bach , mas são muito diferentes. A começar pela letra, mesmo quando as duas estão em Latim.

Schubert:

Ave Maria Gratia plena
Maria Gratia plena
Maria Gratia plena
Ave, ave dominus
Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus
Et benedictus
Et benedictus fructus ventris
Ventris tui, Jesus
Ave Maria
Ave Maria Mater Dei
Ora pro nobis peccatoribus
Ora, ora pro nobis
Ora, ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis
In hora mortis nostrae
In hora mortis, mortis nostrae
In hora mortis nostrae
Ave Maria

Gounod:

Ave Maria
Gratia plena
Dominus tecum
Benedicta
Tu in mulieribus
Et benedictus
Frutus ventris
Tui, Jesus

Sancta Maria
Sancta Maria
Maria
Ora pro nobis
Nobis peccatoribus
Nunc et in hora
In hora mortis
Nostrae amem
Amem

Portanto , na obra de Schubert não há “sancta Maria” nem “Amen” no final.

Schubert , aliás , compôs uma canção com outra letra , em Alemão e a canção chama-se “Hymne an die Jungfrau” [ Ellens Gesang III (Ave Maria!)], D. 839, Op. 52, No. 6, 1825 (mais sobre esta obra na Wikipedia)

Transcrevo a letra original em Alemão (da wikipedia onde está a tradução) e deixo um vídeo do you tube em que se canta essa letra original.

Ave Maria! Jungfrau mild,
Erhöre einer Jungfrau Flehen,
Aus diesem Felsen starr und wild
Soll mein Gebet zu dir hin wehen.
Wir schlafen sicher bis zum Morgen,
Ob Menschen noch so grausam sind.
O Jungfrau, sieh der Jungfrau Sorgen,
O Mutter, hör ein bittend Kind!
Ave Maria!

Ave Maria! Unbefleckt!
Wenn wir auf diesen Fels hinsinken
Zum Schlaf, und uns dein Schutz bedeckt
Wird weich der harte Fels uns dünken.
Du lächelst, Rosendüfte wehen
In dieser dumpfen Felsenkluft,
O Mutter, höre Kindes Flehen,
O Jungfrau, eine Jungfrau ruft!
Ave Maria!

Ave Maria! Reine Magd!
Der Erde und der Luft Dämonen,
Von deines Auges Huld verjagt,
Sie können hier nicht bei uns wohnen,
Wir woll’n uns still dem Schicksal beugen,
Da uns dein heil’ger Trost anweht;
Der Jungfrau wolle hold dich neigen,
Dem Kind, das für den Vater fleht.
Ave Maria!

Já agora fica também  o Prelúdio nº 1 de Bach , com a partitura , caso alguém esteja a praticar piano é um ótimo exercício. Também para quem tem voz e quiser praticar qualquer das versões  tem aqui acompanhamento.





Post de prova de vida

24 01 2020

Pois é mesmo para picar o ponto este post. Tenho cada vez menos para dizer, ou melhor, cada vez menos vontade de dizer coisas. Não vale a pena mesmo, pois cada um só toma atenção ao que publicam os que o guiam ou têm a mesma opinião. Andamos assim há já muito tempo mesmo. Não acho que as redes sociais tenham culpa , são apenas reflexo do que de facto se passa na sociedade civil.

Nada mais havendo a dizer foi encerrado o post que vai ser abrilhantado com uma musiquinha.

 





José Mário Branco (“Inquietação”-RTP)

20 01 2020

Calhou, numa pesquisa que estava a fazer sobre a canção de Zeca “Vejam bem”, encontrar isto. Não consegui deixar de ver tudinho, pois não conhecia o percurso de José Mário Branco. De facto, conhecia canções, sabia que era um génio nos arranjos, sabia. O resto não sabia. Ele também não conta tudo. Mas parte do que não conta não tem qualquer relevância hoje. A reportagem está muito bem feita , acho eu.  Adorei algumas opiniões dele… são mais descrições do que ele via e ouvia – sobre os anos oitenta , os jovens, a música. Fartei-me de rir nessa parte. Gostei de saber o que significou para ele a opus (vamos chamar-lhe assim) “FMI” e gostei da sua recusa em gravar essa obra. Evolução interessante, pena eu ter andado sempre tão ocupada com outras coisas, nunca fui a um concerto dele, aliás, a bem dizer e diga-se de passagem que nunca fui a um concerto dos músicos da minha geração (um pouco mais velhos, mas não conta)  . Fui a um no coliseu muito perto (nem eu adivinhava) da revolução de abril, mas antes dela: o concerto no coliseu onde esteve Zeca e outros. Nem vou tentar descrever o que senti , foi mesmo especial, a Grândola (com os respetivos passos) a plenos pulmões  (afinada e com a letra toda) cantada por todo o coliseu (que aguentou bem a trepidação) foi qualquer coisa de indescritível, sobretudo por estarmos em março de 74. .. Pois é por isso e não só que me sinto da geração dele, mas o facto é que sou mais novinha e atravessei outros desertos…





Tentando combatê-las…

18 01 2020

Estou em guerra com a formiga da Argentina, infelizmente , guerra química, não vi outra forma, há formigueiros dentro das paredes, nas escadas dentro de casa, em todo o lado. Não as quero dentro de casa. Não abuso das borrifadelas para dentro dos buracos de onde as vejo sair. Aquele pó assassino que sei que existe. claro que não uso , tenho gatos, devia ser proibido mesmo. Uso um dos borrifadores (sprays) de marca conhecida. Experimentei fermento misturado com comida de gato, elas no princípio morriam, agora já se adaptaram , vi até uma geração com barrigas grandes, mas de boa saúde. Voltei aos métodos convencionais , espero que a rainha ou rainhas morram, mas vou vendo se conseguiram sair e assim que vejo uma formiga maior com entourage mato-a bem morta. Serão as herdeiras da terra, já deram cabo das outras formigas (1), é raro ver as pretas grandes na floresta , as grandes de rabo vermelho desapareceram, mesmo as pequenas de rabo vermelho estão a desaparecer (realço que as formigas grandes, sobretudo a de rabo vermelho são predadoras do inseto vetor do nemátodo- o longuicórnio- que arrasou os nossos pinhais e foi em grande parte responsável pela completa ou quase completa substituição do pinhal por eucaliptal em regime de talhadia) . A formiga da Argentina, ou seja, a pequenina, adapta-se a tudo mais rapidamente, pois  cada ninho tem várias rainhas, nunca se guerreiam , qualquer obreira é aceite em outro formigueiro, por isso é uma guerra perdida, pois não vou fazer nada nas árvores, sou contra pesticidas na agricultura. Só quero tirá-las de casa, não se pode ter nada à vista, as tijelas dos gatos têm de estar em pratos com água, estou fartinha, nem um abacate encetado se pode ter ao alcance delas, as latas das bolachas estão artilhadas de papel para fecharem bem. Não consegui secar figo nenhum por causa delas. Estou fartinha… Quanto às árvores procuro adubá-las bem, na esperança de que resistam ao pulgão que é a criação de gado da formiga referida. Matam os predadores do pulgão, matam predadores colossais como a aranha saltadora ( a portuguesa caçadora que não faz teia, existe em todo o país). Aqui há uns anos, vi um animal muito esquisito  tipo aranha, no chão a andar devagar, nunca tinha visto uma aranha tão peluda, pois foi o que me pareceu à primeira vista. Baixei-me para ver melhor: era uma simples aranha saltadora toda coberta de formiga da argentina. Obviamente fui buscar água e salvei a aranha , mas fiquei mesmo assustada com a ousadia destes seres que invadiram o mundo todo. Há quem diga, ou  li algures, que pesam mais que a humanidade. Não sei que contas fizeram , mas não é impossível ,tendo em conta a densidade populacional dos ditos bicharocos e respetiva taxa de reprodução.

E não, não se pode exterminá-las.

(1) Não é só a formiga da Argentina a matar formigas autóctones da floresta, o povo ignorante encarrega-se de fazer o mesmo.

P.S. Entretanto encontrei este post sobre a formiga da argentina https://vidaterra.wordpress.com/2011/09/17/a-invasora-argentina/





Bom Ano de 2020!

1 01 2020





Bom Natal de 2019!

24 12 2019

Este ano , devido ao aquecimento global, há menos neve na serra

A árvore tem sempre o varão da cortina atrás pois não tenho vagar para Photoshop…  A árvore de Natal cá em casa, desde que vivo no “campo”, é sempre um pinheiro que não estava no sítio certo no nosso parque florestal e que se teve de cortar sem olhar muito à perfeição para o fim a que se destina, por isso , a decoração é sempre um desafio . Prefiro chamar parque florestal em vez de  “quinta” por razões que acho que já expliquei , mas se não expliquei, também não vou estragar o “espírito da época ” com os meus sarcasmos habituais 🙂 .

 

Santo Natal para quem  festeja o nascimento de Jesus Cristo! 

Feliz Natal para TODOS!