Nada a registar de novo, infelizmente. E nada a fazer. Resta-nos rezar.

24 09 2015

Três factos dois parecidos outro bem diferente:

O stampeed do costume na peregrinação a Meca e Medina.
O ataque terrorista e genocida no Yemen, numa mesquita.

Espezinham-se uns aos outros como espezinham os valores da vida onde quer que estejam. Não , não os suporto. Eles , esta gente tão crente, tão islâmica (não sei mesmo já como os designar) respeitam alguém ou alguma coisa????

A fraude (nada costumeira, pelo menos tanto quanto sabíamos antes…) da Volkswagen.
O fim dos valores éticos na direção das empresas multinacionais ( e nas outras…). Uma das mais consideradas marcas de prestígio falseia de forma ao mesmo tempo grosseira e sofisticada os testes de emissões. Pensando em todos os desmandos desde a crise da Enron e do que se seguiu, os edge funds , pelo mundo inteiro e por cá, o BPN o BES, a PT , a CGD, o marquês….E faço a mesma pergunta: esta gente respeita alguém ou alguma coisa?

Fico preocupada , embora não altere nada aos factos. Quanto aos primeiros factos já não acrescento mais nada, tenho escrito de sobra aqui sobre essa gente.
Quanto à VW não entendo uma questão técnica mas em breve saberei junto de especialista da matéria. Os EUA não fazem testes aos gases propriamente ditos? Como se falseiam composições de gases através de software do próprio carro?????????? Tudo isto mete nojo e vai ter repercussões por cá em Palmela e não só.

Termino apenas com uma oração universal:
Deus único, iluminai os espíritos das gentes do mundo inteiro! Para a tolerância, para a honestidade, para os princípios da convivência democrática, para o respeito pelo outro pelas suas diferenças, para a compaixão.

Eliminai a ganância que degrada e espezinha tudo e todos.

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Sobre Schäuble

15 07 2015

Há por aí gente crescida armada em comentador(a) a comparar o ministro das finanças alemão a Hitler. É tão fácil fazer comparações idiotas quando o povinho gosta de as ouvir, por serem simples e fáceis de repetir!!!!!!!! E eu digo: imbecis!!!!!!!

Seria bom que os comentadores que por aí pululam se informassem, nem que fosse no wikipedia.

Usando essa fonte, realço o seguinte , pois a memória de curto prazo da esquerda em Portugal é um caso muito sério, devia ir ao médico quanto antes.

“No seu cargo actual como Ministro das Finanças, ele parece sentir certa satisfação em desempenhar o papel de tesoureiro da Europa – sem sua benção, pouca coisa acontece na esfera financeira do continente. Em várias entrevistas Schäuble elogiou a filosofia financeira europeia, segundo a qual a estabilidade monetária deve ter total prioridade. Mesmo assim, tem sinalizado, ao mesmo tempo, seu apoio a Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), em detrimento do presidente do Deutsche Bundesbank, Jens Weidmann, opositor ferrenho das compras de títulos de dívida. Contra a vontade de Schäuble não seria possível levar adiante o financiamento estatal, realizado por meio da compra ilimitada de títulos pelo BCE nos países do sul da Europa atingidos pela crise financeira.”

Ou seja o BCE compra títulos da dívida dos países ditos do sul da Europa… lembram-se ? E quem acham que foi que tornou essa ideia ( defendida por muitos da esquerda iluminada ) uma realidade?

Num documentário sobre paraísos fiscais que passou na televisão (infelizmente não fiquei com a referência) fiquei a saber que Schäuble queria acabar com eles. Nem em casa o deixam tributar as empresas como ele desejava… portanto, o defensor dos ricos parece ter algumas contradições, ou não será antes o princípio de Peter a atingir a cabeça dos comentadores da esquerda cada vez mais populista? Não acham que estão a atingir o nível de incompetência para discutir assuntos de alta complexidade científica (pois a Economia, quer queiram quer não, é uma ciência e não se resume à “teoria dos jogos”, essa agora tornada uma anedota pelo mediático Varoufakis)? Quando vão parar de discutir a Europa e a Grécia como se estivessem a falar de futebol?

Contam-se pelos dedos os comentadores que dizem algo com conhecimento de causa e racionalidade, mas ainda há alguns. NÃO HÁ PACHORRA! Por exemplo, para o que anda a dizer Pacheco Pereira. Esperava melhor deste último, devo confessar que foi uma desilusão ler um artigo em que mistura tudo , europeístas e neoliberais, uma salganhada, num raciocínio que aparece sob a forma de retórica gongórica, mas que é de um simplismo patético.





Quem vai pagar o Programa do PS?

23 05 2015

Quanto ao Programa do PS: alguém há-de pagar as benesses…. Quem??? Nós. os mesmos de sempre, uns anos (poucos) depois, quando vier outra vez o resgate e a Troika, perdão não é Troika agora, agora por iniciativa da Grécia, são as “Instituições” que vêm, nada de Troikas 🙂
Então a solução é outra vez a procura interna? E se lessem o que diz a Prof. Doutora Teodora Cardoso, do Banco de Portugal? Eu sei que a maioria dos Portugueses que opinam um pouco por todo o lado, aqui no face e nos cafés, estão doutorados em duas matérias: futebol e política económica, mas esses doutoramentos são de sofá , de café e de cervejola. A maioria desses opinadores são de esquerda, muito anti-Alemanha, mas têm as chaves do BMW, Passat, Audi, Mercedes… na mesa da cafetaria a exibir o sucesso empreendedor…
Conselho a Passos Coelho : diga já o que vai fazer às pensões e ao IRS. Acha bem que paguem pela mesma bitola percentual os que ganham 20 mil e os os ganham 40 mil?????? Vá desvendando o seu futuro governo. Muito gostaria que o PS fizesse o mesmo. É tempo de sabermos os crânios que nos (ou que se) vão governar.





Carta aberta ao cidadão António Costa

14 02 2013

Nota prévia: Este texto  não respeita o acordo ortográfico.

Em primeiro lugar quero expressar  a razão central que me levou a escrever este texto que apresento como carta aberta : a sua  desistência fácil e rápida que veio frustrar  a esperança  que eu e, de certo, muitos outros cidadãos  associaram à sua candidatura a líder da oposição e futuro candidato a primeiro ministro.

Começo com perguntas que não espero ver respondidas, mas sinto que as devo explicitar de forma directa.

O PS ficou unido, disseram,  como conclusão das “conversações” a respeito da sua eventual candidatura. E o país? Não lhe interessa? Precisa do PS para a corrida a Belém onde confortavelmente pode ir  enviando para o Tribunal constitucional uma lei ou outra (como todos sabemos, as outras obrigações do PR são viagens pelo país e a outros países  enquanto Presidente e não enquanto chefe do executivo), sem ter de encarar  os muito, mesmo muito DIFÍCEIS problemas que o país tem de enfrentar e que só o executivo pode solucionar?  Desiste de uma candidatura por não ter apoio de todas as distritais do PS? E os militantes de base , perguntou-lhes? E não tem umas poupanças privadas  para fazer uma sondagem à população? Seria um forte argumento como suporte de uma candidatura dentro do PS. Prefere as fidelidades mais ou menos maçónicas ao partido de Sócrates e Seguro? Que “se lixe” o país ? (perdoará a expressão mas está na moda, portanto já vai sendo chique dizê-lo)

Assina uma cidadã portuguesa, eleitora de pleno direito, que não pertence a partido nenhum e que está muito farta (como muitos, muitos outros) tanto do PS como do PSD, e que não quer votar em quem (PCP/bloco) aparentemente  aposta no caos que só não prenuncia  uma guerra civil por sermos um povo de “brandos costumes”, convocando manifestações e paralisações que ajudam a destruir a já debilitada economia , que vem sendo  “sangrada à morte”  pelas imposições do sindicato de credores a que chamam “troika” . Uma cidadã que não quer votar no partido encabeçado pela pessoa que aparenta ser  suspeita de corrupção (no caso dos submarinos) Paulo Portas . Uma cidadã que   não votará nunca no PS de Seguro.  O líder é fraco, não aparenta especial inteligência nem independência de pensamento,  no fundo apoiou sempre Sócrates.  Este último foi “estudar” para  Paris  para, aparentemente, fugir ao julgamento da opinião pública acerca da sua governação (e ninguém esqueceu que, aparentemente, está envolvido em vários   “casos” indiciadores de corrupção) , mas deixou atrás a sua semente no PS.  Seguro, ao mesmo tempo que se fazia passar por “crítico”, revela-se cada vez mais como apenas um homem do aparelho que mantém, como se vê, o partido socialista num consenso que só faz lembrar o antigo  partido comunista do país dos sovietes.

Votaria em António Costa se, na campanha, mostrasse que não estava hipotecado às fidelidades à clique socrática dos que mandam no PS nem aos amigos dos arredores do PS  (que passam transversalmente pelo PSD e CDS) nem ligação a banqueiros ou “bancários administradores” bem abonados (independentemente da boa ou má gestão), nem a  grupos económicos nem qualquer relação com as aparentes “ negociatas” de Sócrates  & Cª , ou seja,  que mostrasse claramente estar em posição de não pactuar com as pessoas que (não posso acusar ninguém , a justiça não o faz, eu não posso fazê-lo)  aparentam  fortemente não terem ética , não terem  limites na capacidade de retorcer a realidade a seu gosto. Que se demarcasse de todos os políticos  capazes de ofender portugueses como o fizeram com professores e funcionários públicos em geral e, neste caso, posso afirmá-lo claramente, não preciso da justiça que não existe , todos viram a propaganda à Goebbels que vários ministros  do governo do PS de Sócrates (e o próprio Sócrates) fizeram contra os trabalhadores do Estado como se fossem parasitas, cheios de privilégios, usando-os como bode expiatório, estratégia retomada pelo governo de Passos Coelho a coberto de “relatórios “ de tecnicidade duvidosa do FMI.

Votei ,como muitos outros, na lista do PSD encabeçada por Passos Coelho , não tanto pelas promessas, nem mesmo por considerar que Passos Coelho era o homem que o próprio partido tinha escolhido para  queimar, não era cavaquista e parecia acreditar no que dizia, pelo que poderia sair o tiro pela culatra ao “saco de gatos” que  o PSD aparentava e aparenta ser,  mas sobretudo por achar que,  ganhando o PSD,  o PS voltaria ao seu papel histórico. Enganei-me: em relação a Passos Coelho , por se ter rodeado de gente que aparenta oportunismo e incompetência. Enganei-me em relação ao PS que continua a aparentar ser apenas  uma federação de interesses particulares.

Em princípio, não votarei  em pessoas que, independentemente do partido em que estão,  aparentam fortemente não  terem honra nem honestidade nem palavra  nem vergonha na cara. Portanto, caso não se verifique uma candidatura de António Costa, com uma campanha em que o povo possa saber  quem poderá ser o governo, isto é, que mostre que Costa NÃO está hipotecado a socráticos nem a lojas nem a grupos de empresários e banqueiros , caso isso não aconteça,  não vou votar em nenhum partido destes que se têm governado à custa do país nos quais incluo o PSD de Coelho e Relvas, o CDS de Portas, o  PS de Sócrates , de Jorge Coelho, de Constâncio. Claro que não me refiro a hostilizar empresários ou mesmo camaradas de partido como forma de mostrar independência (devo deixar isto claro para os eventuais leitores desta carta).

Confiaria na sua inteligência e bom senso para conseguir uma plataforma de acordo social que permitisse a este país crescer de forma sustentável, honrando compromissos internacionais, mas renegociando-os com realismo. Que contribuísse de forma decisiva para um New Deal que nunca se conseguiu em Portugal. Seguro não vai nunca conseguir isso. Talvez mesmo para reformar a justiça, embora, neste caso,  a minha esperança seja menor  e abstenho-me de explicar porquê.

Cidadão António Costa , o PSD agradecerá a sua desistência de se apresentar a votos no seu partido para vir encabeçar a lista das legislativas, assim o partido do actual governo não levará uma tareia tão grande nas legislativas.

Se o povo  eleger  Seguro como primeiro ministro de Portugal é apenas porque quer dizer NÃO a este governo de Passos Coelho.  Vamos ter de novo (como com Passos Coelho) um referendo, não uma eleição de pessoa capaz de ser primeiro ministro de Portugal nesta terrível  conjuntura e situação estrutural.

Tenho a certeza de que o país não  agradece a António Costa  esta (eventualmente) conveniente desistência de se candidatar.

Termino explicitando  as quatro  razões pelas quais confiaria em si (e que se baseiam apenas naquilo que posso avaliar com base na informação de que disponho proveniente do que os media publicam):

A especial  inteligência que aparenta  possuir.  A ausência , no meu conhecimento, de “casos” em que esteja envolvido. O seu trabalho na Câmara de Lisboa. O seu discurso no congresso do PS quando Sócrates era primeiro ministro e onde, apesar de lhe ter dado apoio, resultou muito claro para quem estivesse atento,  que o PS tinha escolhido  o homem errado como secretário geral e como cabeça de lista nas segundas  legislativas (na primeira também mas pode errar-se uma vez, duas é demais).

Lamentaria muito que os motivos mencionados fossem aparências e que mais uma vez me enganasse, mas quero crer que não.

Saudações democráticas

Maria do Carmo Coelho Gomes da Silva





Público: entrevista a Teixeira do Santos

4 07 2009

[…]
A OCDE prevê para Portugal, este ano e para o próximo, um défice orçamental de 6,5 por cento do PIB. Dá ideia que voltamos ao ponto em que estávamos há cinco anos.

Não, essa é uma leitura da qual discordo. É simplista. Uma coisa é ter um défice na casa dos seis por cento quando a economia cresce ou cresce pouco. Outra coisa é tê-lo nesta conjuntura. Agora temos uma crise com a Europa a cair entre quatro e 4,5 por cento. Mas mesmo assim, a nossa previsão é de um défice de 5,9 por cento mas numa conjuntura em que a receita fiscal caiu de forma significativa por causa disso e onde há um esforço considerável de despesa adicional para lutar contra a crise. Agora a situação é diferente, porque temos factores estruturais que nos defendem.

Como por exemplo?

Por exemplo, a contenção e a disciplina das despesas com pessoal e com as pensões, graças às reformas que foram feitas. As despesas com pessoal baixaram o seu peso no PIB em 1,6 pontos percentuais entre 2005 e 2008.

Isso foi feito com congelamento de salários.

Os salários aumentaram 2,9 por cento.

Mas isso foi este ano, até 2008 estiveram congelados.

Mas este ano vamos manter o peso das despesas com pessoal no PIB.

Está satisfeito com os resultados da reforma da administração pública?

Estou e essa é uma reforma que vai continuar. Nunca se reduziu em 50 mil o número de funcionários públicos, como agora. Diga-me outra altura em que isto foi feito. Nunca tivemos um governo capaz de fazer uma redução destas. Diga–me outra altura em que reduzimos o peso das despesas com pessoal em 1,6 pontos do PIB. Estávamos bem acima da média europeia e agora já estamos ligeiramente abaixo da média. Portanto, não diga que a reforma da administração pública não funcionou.

Estou só a olhar para os objectivos do Governo, que era reduzir 75 mil funcionários públicos e a redução foi de apenas 50 mil.

Essa de apontar com 75 mil de objectivo é querer menorizar o que foi conseguido. Sim, senhor, foram só 50 mil. Mas isso é caso para dizer que não foi um bom resultado? Não me parece.

Na mobilidade especial temos cerca de três mil funcionários. Não é muito pouco, passados quatro anos?

É o maior quadro de mobilidade que alguma vez existiu na nossa administração pública. Mas isso é o número de funcionários que estão parados num processo de mobilidade. Porque a mobilidade existe e tem ocorrido. Há funcionários a movimentarem-se de uns departamentos e ministérios para outros. E muitas vezes quando precisamos de funcionários abrimos concursos internos e não externos.

Mas a reforma da administração pública não deve estar circunscrita a uma visão quantitativa. Há reformas importantes como os mecanismos de avaliação de desempenho, porque temos que incentivar e reconhecer o mérito. Temos que dar prémios e fazer com que as pessoas progridam em função do desempenho. Não está inteiramente feita? Não. Tem que mudar a cultura de toda a gente. Estão lançadas as bases para uma gestão eficiente, que estimule os funcionários e que preste um bom serviço aos utentes.

Há dias o secretário de Estado da Administração Pública disse que não precisamos de reduzir mais o número de funcionários. Concorda?

Sim, mas ele disse também que a regra do “dois por um” [só entra um funcionário por cada dois que saem] se mantém.

Então a ideia é continuar a reduzir o número de funcionários.

Claro. O que o secretário de Estado quis sinalizar é que não temos que fazer aqui um esforço de ter uma grande acção para provocar uma saída maciça de funcionários da administração. Há três anos o PSD disse que tínhamos que pôr 200 mil funcionários na rua. O PSD defendeu isso. Nós recusámos. Reduzimos 50 mil e queremos manter a regra do “dois por um” que nos permite gradualmente reduzir sem termos que recorrer a despedimentos e criar problemas sociais desnecessários.

Está em condições de garantir o cumprimento do défice orçamental de 5,9 por cento do PIB no final deste ano?

Estou. A informação da execução orçamental do mês de Junho mostra que a despesa está sob controlo, com um grau de execução de 47,7 por cento. Estamos abaixo do padrão de segurança de 50 por cento. E a receita, apesar da quebra, está a evoluir com o perfil previsto no início do ano. Não vejo neste momento sinais de risco que comprometam a meta.

Quanto vai custar a privatização do BPN aos contribuintes?

Em boa verdade, não é possível neste momento estar a apontar um número. Não me compete criar ilusões aos portugueses. Esta operação poderá implicar custos para o erário público, mas que ficam muito abaixo daquilo que suportaríamos se deixássemos o banco ir à falência. Isso seria devastador para o sistema financeiro, para a economia em geral, e até para muitos contribuintes que podiam ver em causa os dinheiros que têm nos bancos. Quanto ao valor concreto, já está em marcha um processo de alienação da instituição, há um processo de racionalização e há uma conjuntura de mercados financeiros que neste momento está a dar sinais de melhoria. A redução das perdas também depende disso e da evolução do mercado. Daí eu não poder dizer qual é o valor.

Há interessados na compra do BPN?

Há interessados, portugueses e estrangeiros. Não quero dizer mais nada porque estas matérias têm que ser acompanhadas com discrição para não comprometer o sucesso e as condições da negociação. Uma vez chegados a resultados, é então altura de prestar contas e dar toda a informação, porque isto pode implicar um custo para os portugueses e eles têm todo o direito de saber.»

 

Destacado meu na resposta do ministro à questão “está satisfeito com os resultados da reforma da administração pública?'”.

50 mil em vez dos 75 mil. Missão cumprida em 66,666666666…. por cento . Será o número do diabo, cruzes canhoto vade retro…

Como foi que se viu livre deles, dos 50 mil? Não explica. Dois por um ou seja pode sempre entrar um boy ou uma girl em posições de comando, a mandar em gente com muito mais experiência , muitos daqueles entram  pela porta do cavalov e nem se dá por isso. Falta saber a distribuição por sectores dessa fortíssima redução. Educação e Saúde, calculo. Os Portugueses aplaudem enquanto protestam veementemente contra o fecho de unidades de saúde e até de escolinhas com 7 alunos e exigem acesso à justiça para todos , melhor e mais eficiente. Os Portugueses, não , muitos e muitos que vão votar PSD. Pois eu ainda não decidi se vou dar o meu voto útil à Manuela, mas uma coisa é certa , a clique de moscas tem de mudar, enquanto isso, folgam as costas dos mais fustigados.

Não , Teixeira dos Santos é uma pessoa generosa, não ía livrar-se de 75 mil, alijou apenas a carga de 50 mil. Como foi? Com o assédio moral, empurrando-os para a reforma, insultando-os? Não ele,  que  não o ouvi insultar classe profissional dos funcionários públicos de forma tão descarada como a minstra da Educação com os professores, mas ele sabe bem como foi. Os jornalistas não perguntaram como foi, afinal o ministro estava a jogar em casa no que se refere a esse objectivo de estreitar as despesas com o pessoal por parte  do Estado. 1,6% do PIB, resulta dessa redução de pessoal e do congelamento dos salários dos funcionários, todos mas sobretudo dos professores. Resulta da redução das pensões gerando injustiças horizontais inimagináveis aqui há uns tempos. 1,6% do PIB é metade da redução do deficit, conseguida e apregoada antes da crise. E nem sequer um cartão de agradecimento pelo sacrifício efectuado pelos cidadãos visados? Um obrigado publicitado? Ou será que ainda por aí se pensa que esses funcionários nada faziam? Haverá ainda por aí quem pense que o peso da factura com o pessoal estava nos Ministérios? Não estava e mesmo assim foi sobretudo nesses serviços que se colocaram em mobilidade cerca de 3mil. Claro que na factura das despesas correntes são as despesas com o pessoal que pesam mais, e são a saúde , a educação e a justiça a pesarem mais. Porquê ? Porque a maioria dos funcionários são licenciados e cada vez mais pós graduados. Caros? Não , até são baratinhos mas são muitos. O  problema da factura com o pessoal não eram os salários ou  as pensões principescas de alguns funcionários superiores de nomeação política, mas sim a presença de muitos funcionários nomeados, de muitos gafanhotos como afirmou no princípio da legislatura um “jornalista” tipo barata (Blattaria ou Blattodea) escrevinhadora, cujo nome esqueci, graças a Deus, mas que devem conhecer alguns dos que me lêem (e ele próprio, está bem de ver, se por aqui passar).

Mas a redução e os ataques irão continuar. Estamos em período eleitoral, vão todos ser bonzinhos com os servidores do Estado. Suspende-se a alteração do vínculo, prometem-se descongelamentos, sistemas de avaliação mais razoáveis, agora todos elogiam as classes profissionais antes debaixo de fogo cerrado. É interessante e será bom que os partidos definam bem, antes das eleições, preto no branco, as linhas gerais da redução da despesa, pois sabemos a que a Ferreira Leite é ferozmente defensora da redução do peso do Estado. Ou era. Ou é ainda, mas estamos em período eleitoral e parece que não é. Isto tudo digo eu por achar mal que os visados sejam uma vez mais enganados e vão “deitar “ o voto nos seus futuros verdugos… é um contra-senso. O povo  está a exigir  programas eleitorais claros. Os partidos agora, mais do que no passado, têm que arranjar forma de convencer o povo de que vão cumprir os programas, mesmo em cenário de crise continuada.

Senhores líderes, chefes,  secretários gerais dos partidos e partidinhos, definam também, nos vossos programas, os cenários de crise agravada. O povo terá direito a decidir não votar nos futuros carrascos, ao menos não sente aqueles ácidos estomacais que causam úlceras ou coisas  piores, por terem ajudado a subir ao poder aqueles que nada pensavam cumprir do que estavam a prometer.

Não prometam agora e depois, com os números do Banco de Portugal (cuja independência política é coisa do passado), “alto lá , afinal já não é, pois afinal a crise é muito maior e mais longa do que pensávamos “e patati e patata, e toca a despedir, toca a aumentar impostos, a apertar o cinto , enquanto se seguram bancos fraudulentos (e se promovem os implicados para cargos  menos visíveis mas até mais seguros…) pois é missão sagrada do Estado salvaguardar a CONFIANÇA na banca e na finança……….e a ordem pública, claro está.