Música que não me sai da cabeça depois das europeias

27 05 2019

Da “grande vitória” do PS  nem é bom falar… só sei que muitos PSDs terão votado PS, afinal a estabilidade conseguida e a domesticação da esquerda radical foi um bom serviço ao país , pensarão alguns que não eu. Os mais pequenos do mais do mesmo ou do costume, como o CDS e o Bloco: a Cristas achando que a abstenção era a seu favor, por não ter outro argumento à mão…, não lhe passa pela cabeça que as pessoas não se revêem nela, nem nos candidatos? A CDU , vá lá , não disse que foi vitória desta vez, o líder  considerou que foi mau , mas irá continuar a lutar pelos trabalhadores e foi a Europa má que teve culpa da abstenção  e de todos os males do país, aliás…A Catarina do bloco convencida que foi ela que conseguiu os resultados, dando-se aquele ar de primeira ministra em potência, quando afinal a percentagem obtida ainda não é o que ela desejaria , muito longe disso. O Rio irado, incapaz de fazer uma autocrítica, depois de 4 anos de não oposição , de diz que sim mas afinal é não e vice-versa…..O PAN não é para mim o salvador da pátria , terá  decerto os seus defeitos, mas tem feito um bom trabalho no parlamento e que precisamos de verdes a sério ninguém negará. Foi o único partido onde se gritou Europa ( a escolha do nome mostra bem que o partido não nasceu para os gritos pois o som seria divertido…), todos os outros  gritavam o nome do partidinho ninguém estava nas europeias (aliás as televisões só no fim da noite falaram do que aconteceu nos outros países da União… se é que falaram , eu segui a SIC e a RTP 1) . Só mais uma coisinha: agora vão todos falar do ambiente… vai ser uma opereta daqui até Outubro , eu não confio e vou votar PAN nas legislativas.

 





Os do costume não aprenderam nadinha… e parabéns ao PAN!

27 05 2019

Falam dos resultados eleitorais como vitórias, esquecendo-se do que aquelas percentagens são sobre 30% apenas. Não não é verdade que nas legislativas o PS suba a percentagem . Nem por sombras. As circunstâncias são diferentes mesmo. Houve da parte de quem foi votar uma certa resposta à propaganda sobre o papão da extrema direita tanto nas redes sociais como  na campanha eleitoral , por cá mete-.se tudo no mesmo saco e o perigo , por falta de partido ultra direita , foi  o PSD, imagine-se! Acho que muitos votaram PS por essa razão, mas não interessa, o que interessa sim é verificar que as pessoas não foram votar, só três em cada dez. E isso não preocupa ninguém? Eles, os políticos dos partidos tradicionais nos quais se incluem PS PSD, CDS, PCP até  o bloco de esquerda que  vai ficando cada vez mais tradicional , mas teve muitos votos, superou a CDU (muita gente não viu outra alternativa e cresceu à custa do PCP, está bem de ver….) . Mas  não conseguem mesmo olhar para si próprios e verem a triste figura que têm feito?

Já me felicitei no facebook a respeito do meu voto. É sempre uma boa sensação a de saber que se fez a diferença, elegemos um deputado do PAN para o Parlamento Europeu, reforçámos a ala verde no hemiciclo europeu. Dois seria ainda melhor , mas um já é bom. Nas legislativas farei o mesmo, por maioria de razão pois o PAN pode tornar-se aquele ponto de âncora que pode desestabilizar os cozinhados do centrão e mesmo da geringonça.

Em França , como cá , nada aprenderam, não perceberam ainda nada do que significa de facto, a maioria de Le Pen. Nem me apetece discorrer sobre isso , de momento. Até porque não se corre o risco em Portugal de a maioria da população de Lisboa ou do Porto passar a ser oriunda de países onde se defende o Estado religioso e a sharia nos costumes. Mais não digo pois vão-me chamar nomes. Não , não votaria Le Pen, já expliquei que sou europeísta, até federalista.

PS Acabei de verificar que Guinote continua a comparar o fenómeno PAN com o partido de Marinho Pinto. Com franqueza, não dá mesmo para ver a diferença entre uma pessoa de bem e um oportunista? Eu ainda consigo ver. É lamentável sobretudo que Guinote mostre que não é sensível de todo à causa que fez crescer o PAN. O planeta pode atingir um ponto de não retorno, mas isso nada é comparado com os 9 anos 4 meses e 2 dias, não é? N’importe quoi! como dizem os franceses!