Tema para uma reflexão

29 07 2016

Não deixamos nunca de ser professores, mesmo aposentados, mesmo com outros centros de interesse, não resistimos a tentar saber o que se passa nas escolas… Uma vez mais, começo com a primeira pessoa do plural, mas foi só mesmo como introdução.
Está na altura de alguém revisitar o tema “escola como instrumento da mobilidade social no século XXI (em Portugal, por exemplo….)”. Eu tenho a ideia, não verificada por estudos estatísticos, daí a necessidade de que alguém faça esse estudo, de que a escola pública atual está a garantir precisamente o contrário, ou seja tudo faz (intencional ou não intencionalmente, claro está) para que ninguém ou quase ninguém, nascido em meio menos favorecido possa sair, ascendendo, da classe social onde nasceu. E está a fazê-lo de forma ínvia e hipócrita. De que é que estou a falar? Da ausência de um projeto educativo firme em cada estabelecimento de ensino que garanta que em cada escola , o que se lá faz é ensinar e aprender. Depende das direções, tenham paciência. Acho que há um número assustador de escolas “inclusivas” que apenas promovem a exclusão DE FACTO , ou seja a impossibilidade de, por via da educação, ascender socialmente, pois de que serve um diploma que nada vale, que atesta precisamente o contrário do que deveria fazer a certificação, ou seja , certifica a ignorância? Já tenho aqui alguns posts sobre este tópico, acho que estarão nos primeiros anos deste blogue , quando ainda estava no ativo.
Há um artigo recente (de ontem) sobre esta questão no blogue “O meu Quintal”. O artigo , posso subscrever. Diga-se de passagem que, como eu subscrevo e eu sou , disseram-me, de direita, então o post é bem capaz de ser de direita. A catalogação é algo que execro, por isso notem que estou a ironizar. Não , desta vez não vou colocar o link. Vai-se aprendendo a lidar com os erros. Falemos de “lucidez”, falemos da “eficácia” ou da “lógica interna” do que cada um defende, em vez de apelidar as pessoas, metê-las em caixinhas que promovem a preguiça de quem não quer pensar e decidir o que pensar ou mesmo o que fazer face a cada situação, face a cada problema, pela sua cabeça e não pelas fórmulas fast food apresentadas pelos dirigentes que se consideram de “esquerda” ou de “direita”… Muitos desses, demasiados , apenas precisam de vassalos, de carneirada que os siga, que votem neles, para lhes manterem os tachos, cliquem blogues, aprovem as propostas deles sem discussão nos conselhos gerais das escolinhas, nos conselhos pedagógicos, para lhes garantirem o protagonismo e digam yes, Diretor, yes Doutor, yes Deputado, yes, Ministro, yes Guru, yes Master, yes, camarada, yes coleguinha, yes yes yes….
Sobre questões da Educação no nosso país, uma vez mais, aconselho o site “Com regras” onde se publicam estudos vários sobre vários temas que se podem relacionar com o tema sugerido neste meu post, como a questão do sucesso escolar, do cansaço dos professores e a velha questão da disciplina (que hoje, tenham paciência, mas não acho que seja a mesma de sempre, não é, há fenómenos novos a exigir atenção). Este site sobre educação está crescendo em audiência , ocupando espaços deixados vagos quiçá, por alguns blogues de referência que deixaram de existir ou mudaram de tal maneira que são uma sombra do que foram…


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