Pois é, o “liberalismo” precisa de ser definido… e o feminismo também , mas isso é ainda mais dificil

5 12 2015

Não chamem Ciência (no caso , seria Ciência Política) a um conjunto de estudos e ideias avulsas que não partem de definições rigorosas de conceitos, definições que sejam unívocas ou pelo menos consensuais nos meios científicos da dita ciência. No caso das Ciências Humanas em geral, a definição de conceitos é condição necessária para que qualquer estudo possa ser considerado científico e verificável. O “Liberalismo”, de facto, não tem apenas dois sentidos . Tem mais. E já agora, o exagero do liberalismo, ou seja, o liberalismo extremo, o paroxismo do liberalismo deveria ser designado por “anarquismo” e em, caso algum, direitismo… acho eu . Tenho o direito de achar neste microcosmos de especialistas … em “ciência política” que são muitos dos meus compatriotas… Desta vez nem ponho o link. Não há pachorra para discutir com urbanidade com quem se acha à partida superior intelectual e cientificamente e pressupõe ignorância, falta de inteligência do interlocutor. Era mais honesto insultar directamente, mas dá-se o caso de eu ser mulher, deve ser o que refreia esse autor, que se diz feminista, provando com esse cavalheirismo que é… sexista, ou seja, machista disfarsado de feminista. O que é facto é que a mensagem que contém o insulto implícito passa mesmo. Daí que não ponha o link.

Já agora, a propósito destas questões de género, revelo aqui um pormenor importante: este blogue começou quase anónimo , com as minhas iniciais. A apresentação que escrevi quando fundei o blogue não permitia, intencionalmente, saber se era um homem ou uma mulher quem escrevia. Depois veio Maria de Lurdes Rodrigues e a luta dos professores o que impossibilitou que continuasse anónima e passei a ser bloguista fêmea. Podem confirmar , nos primeiros parágrafos da apresentação, os primeiros posts, consegui escrever textos “neutros” em género do autor, procurei evitar situações onde obviamente teria de fazer concordâncias, o que me obrigou a usar menos adjectivos, tornando o texto menos emotivo como efeito colateral e, segundo o estereótipo , mais masculino🙂.

Termino revelando o meu sonho (que também tenho):
que, um dia, sejamos todos considerados, antes de tudo o mais, como PESSSOAS, sobretudo que seja irrelevante sermos machos , fêmeas, ou todas as outras formas intermédias ou cumulativas… para efeitos de e durante o exercício prático da cidadania. Isto é muito mais difícil do que definir conceitos políticos, é uma mudança de mentalidade que precisará de muitos séculos (se tudo correr bem e não se recuar para mentalidades cada vez mais patriarcais, o que pode acontecer e , então precisamos de milénios). Apenas um sonho.


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