Sobre ADSE, privados e SNS: alguns pensamentos avulsos

30 09 2015

Por que razão os médicos convencionados com a ADSE não podem ser médicos de família? É que não pagamos pouco para a ADSE neste momento , penso até que a ADSE tem superavit folgado e vai servindo para tapar buracos. Ora se isso que proponho fosse uma possibilidade o sistema nacional de saúde estaria talvez mais racionalizado, ou não? É que eu só preciso dos HUC aqui em Coimbra em caso de especialidade mais rara, ou intervenção que só lá fazem. Não tenho interesse nenhum em entupir o sistema. Há também clínicas convencionadas e a custo razoável para o Estado. Qual é o problema em utilizar a capacidade instalada dos privados? Espero que o ministro P. Macedo continue e que arranje forma de racionalizar esta trapalhada. Também se dá o caso de muitas pessoas irem ao sistema público tendo seguros privados e depois apresentam a conta a quem??? Ao sistema público pois o que lhe pedem nos serviços administrativos é o número de utente! Tenham dó! “Concatenem” com a realidade. Há capacidade instalada para cobrir todos os portuguese e médicos também, só é preciso conseguir acordos interessantes para o Estado com esses privados.
Chamem-me nomes, mas estou numa de REALISMO, aliás desde 1996, ano em que defendi a tese de mestrado sobre sistemas de financiamento da saúde estudando o caso dos Países Baixos e o caso potuguês. Essa tese nunca foi entregue na Biblioteca Nacional, fui lá aqui há uns tempos entregar um exemplar da dissertação, pois em pesquisa não encontrei a dita e achei estranho pois forneci, salvo erro, cerca de 20 exemplares à FEUC. Disseram-me na B.N. que não aceitavam mestrados de Bolonha. Respondi que Bolonha ainda era só uma ameaça em 1996. Não sei se lá está no sistema informático, ainda não me deu para ir ver. Defendo um sistema misto, público e privado, um pouco na linha de Correia de Campos, um sistema como na Holanda, só que…. na Holanda mais de metade do sistema é privado sendo o acesso aos dois sistemas livre para todos. AH! E os serviços privados são instituições sem fins lucrativos; o que não quer dizer que não sejam instituições onde se paga a colaboradores e fornecedores a tempo e horas e se reserva fundo de poupança para modernização e investimento. Pelo menos era assim . Agora não sei se pelas terras baixas também já deram cabo do sistema de top que tinham. Mas não me parece.


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