Questão para reflexão sobre atropelamento de animais e processos cármicos

5 06 2015

Dia 1 de Junho, dia da criança parece-me uma boa data para adoptar um animalzinho. Mas a adopção do gatinho do post anterior, nada teve a ver com isso, foi algo talvez cármico… No dia 31 de Maio, quando conduzia na estrada de Miranda do Corvo à Lousã, à noite, depois de uma curva, estava um gato parado no meio da estrada. Gato adulto, de cor clara. Não havia nada que pudesse fazer sem arriscar provocar acidente com o carro e seus ocupantes, em décimos de segundo temos de decidir… guinada para a direita ou esquerda apanhava-o e podíamos despistar-nos, travagem impossível, perigoso e apanhava-o na mesma . Fiz pontaria para que o gato passasse no meio. Senti qualquer coisa por baixo do carro. Que fazer nestas situações? Estrada perigosa, muito rápida, não deu para ir à procura do gato, depois de uma curva, às escuras. Claro que se fosse pessoa, parava, mas era um gato e se a minha busca pelo dito viesse a causar acidente com pessoas , não me perdoaria, desculpem o especismo. Por isso trago este episódio à reflexão. Quando cheguei a casa, telefonei às urgências de uma das clínicas da Lousã, era Domingo e não tinham a chave da ambulância (?!)….. No outro dia a Louzanimales andou à procura do possível gato ferido. Nada . Nós voltámos então à dita estrada e fizemos todo o percurso: nada de gato espalmado. Isto levanta algumas questões, no entanto. Mesmo de dia, será preciso alguma perícia e muita coragem para auxiliar um gato ou um cão ferido. Ora nem todos nós temos vocação para veterinários ou médicos. No caso de pessoas, o 112 tem sempre as chaves da âmbulância (espero eu), é diferente. Sabemos que chega auxílio especializado, só devemos movimentar o sinistrado se houver risco maior, incêndio da viatura, por exemplo. Com os animais como é? Espera-se que a pessoa tenha os meios de segurança para andar à procura de um gato no meio da estrada, que tenha as competências para movimentar o animal e levá-lo ao veterinário? Bem , eu não tenho nem os meios nem as competências. Mas ficou-me este episódio atravessado na garganta. Na investigação da manhã seguinte, tinha trazido um cobertor e uma transportadora, caso o gato ainda estivesse na estrada ou na berma, e como não apareceu ou não vi gato nenhum, pensei se não seria o dia ideal para ir buscar um gatinho dos muitos que a Louzanimales tem para adopção responsável.
E foi assim , por processo cármico ou não, que o gato clarinho do dia 31 de Maio veio pressionar a adopção do gatinho escuro do dia seguinte. Quanto ao anunciante clarinho espero que não seja já um anjinho e tenha escapado, sempre tem sete vidas para gastar. Como nunca tal vi , dá para questionar: o que fazia um gato pelas onze horas da noite, parado no meio da faixa de rodagem direita , sentido sul norte? Vivo, mas literalmente parado…


Ações

Information

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: