Projetos… ( sem c)

13 05 2015

Um dia vou escrever um livro intitulado “Eu e as companhias de se, seguros” . Se substituir o “eu” por “o papel social” e em subtítulo colocar “estudo de caso” tenho tese de doutoramento de Bolonha.

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Giro 2015: está aquecer!

13 05 2015

CLASSIFICATIONS GENERAL
OFFICIAL Standings
1CONTADOR VELASCO AlbertoESP TCS 16:05:54 0:00
2ARU FabioITA AST 16:05:56 0:02
3PORTE RichieAUS SKY 16:06:14 0:20
4KREUZIGER RomanCZE TCS 16:06:16 0:22
5CATALDO DarioITA AST 16:06:22 0:28

fonte: http://www.gazzetta.it/Giroditalia/2015/en/





Ainda sobre o border collie e o trabalho dos animais

12 05 2015

Não tenho qualquer razão para condenar os que adquirem este cão para aquilo para que foram “criados”, ou seja, seleccionados ao longo de muito tempo. São pastores e é desse trabalho que parecem gostar. Tomar conta de outros animais, agrupá-los, agregá-los, conduzi-los para onde o dono manda, ir buscar os elementos do rebanho que querem dar umas curvas noutras paragens :-), sempre sem magoar , pelo contrário, arriscando-se a serem magoados, se o gado for mais pesado como podemos ver num dos vídeos. O collie border pode dispensar emprego para pastores? Pois pode, mas acham que há muita gente a concorrer para este tipo de trabalho? Uma apostinha que não há!!!!!
Diga-se de passagem que também em relação aos huskies a mesma questão se põe, são cães de trabalho, para puxar trenós na neve. Foi para isso que foram seleccionados. O mesmo em relação ao rottweiler: é uma raça antiga, um pastor seleccionado para proteger o rebanho dos lobos. O problema é que essas raças estão no desemprego e o que fazem os humanos? Compram-nos e fecham-nos em espaços reduzidos, em países de temperaturas completamente desadequadas, sem lhes proporcionarem o exercício de que precisam, e depois queixam-se dos disturbios comportamentais e/ou abandonam-nos.
Não sou radical, acho que não faz mal nenhum a um burro ou cavalo puxar uma carroça desde que não se abuse deles , como muitos fazem levando alguns à morte por exaustão. Mas são animais seleccionados para essas actividades, com conta, peso e medida, eles até não se importam, se treinados de forma positiva, com reforços positivos e não à pancada. Os border collie são treinados assim, acho eu, mas há algo que não acho bem: não são animais de circo e os concursos que existem fazem deles acrobatas de circo. Aí já não me parece bem, mas mesmo isso é melhor do que tê-los em casa , passeá-los a passo, e pouco mais. Isto é criminoso, é um cão que precisa de muito exercício, que adora desafios, que não consegue estar quieto! Há muitas raças semelhantes , a precisar de muito exercício. Por exemplo, o pitbull, que acho simplesmente um produto de laboratório especificamente criado para ganhar dinheiro com a luta de cães. Esse, lamento dizer mas acho que devia ser extinto . Isto é , devia ser proibida a criação e a esterilização deveria ser obrigatória. Não é o caso do rottweiler, raça muito mais antiga e que precisa de ter a ocupação para que foi criado, ou algo que verdadeiramente a substitua, por isso não devia ser permitido a qualquer um ter um rottweiler, o mesmo se aplica ao pitbull, só mesmo pessoas responsáveis. Como controlar? Difícil, mesmo muito difícil. Mas esses animais precisam de muito exercício, mesmo muito! Quem viu os programas do Cesar Milan (The dog whisperer) sabe como é. E sabe também que é o pitbull o animal mais frequentemente dispensado pelos donos, entregue a quem os possa treinar. Cesar tem muitos e tem espaço para isso, uma amiga de Cesar tem uma herdade cheia de pitbulls abandonados. Tudo isto para dizer que há animalistas radicais cujo radicalismo é contraproducente: proibir as carroças ou controlar os donos de animais de trabalho? É que a alternativa é irem para o matadouro. Quanto ao touro bravo, embora não seja o tema que queria abordar, já todos sabem o que penso, e se não for possível colocá-los em santuário (e acabar de vez com a barbaridade das touradas), então acho que é melhor que se extinga a raça, uma raça que só foi criada para sofrer horrores numa praça cheia de imbecis.
Ainda não decidi o que vou fazer , pois , em quinta não vedada e tendo o meu parceiro planos para criar aves ao ar livre, o que eu precisava mesmo era de um border collie 🙂
Portanto, que faz um border collie (ou um pitbull, um rottweiler, um husky, um cão activo…), metido em casa num apartamento ou preso num pátio?
A mensagem que quero deixar é mesmo aquela que aqui escrevi e não mais do que isso, mas, se quiserem extrapolar esta ideia como metáfora para algumas pessoas, façam favor de dar largas à imaginação 🙂





Border Collie: um trabalhador incansável desde o berço

12 05 2015


Mesmo tendo apenas um mês e meio… há sempre algo para arrumar no curral, nem que seja o gato…
Repare-se que não desfazem nenhum brinquedo entreajudam-se para levar o pelouche maior! Os vídeos que se seguem a este mostram este animal a trabalhar a sério.
Pena, mas decidimos que não compramos cão, vamos talvez adoptar um cão de canil, mas ainda não é certo. A propriedade não está vedada e tê-lo no terraço com vedação , apesar da grande área do mesmo, não me parece bem.





Há 18 anos: Ravi e Anouschka Shankar

9 05 2015


Há dezoito anos não conhecia nem um nem outro e a internet dava os primeiros passos, mesmo na Holanda onde eu estava nesse ano…





Pensando em Mortágua…

7 05 2015

Que descansem em paz.

Só queria acrescentar uma ideia ou pergunta. Não seria possível termos em Portugal uma espécie de “caminhos de Fátima” à semelhança da peregrinação a Santiago? Tenho a ideia, não sei ao certo pois nunca fui em peregrinação a Santiago, de que têm percursos em estradas muito secundárias ou mesmo caminhos, com apoios em sítios determinados. Em qualquer dos casos , não seria de pensar fazer algo assim em Portugal em relação a Fátima? Talvez fosse mais seguro, pois haverá sempre tresloucados nas estradas tipo ICs dos quais o IC2 é mesmo o mais perigoso . Quando o trânsito já é mais intenso ou mesmo preferido pelos aceleras e bêbados ao volante, não se consegue ouvir nada . Numa estrada secundária talvez não fosse possível tanta velocidade ou no caso de haver aceleras mesmo em estradas municipais, pelo menos ouvem-se com antecedência o que talvez dê mais hipóteses às pessoas que são atacadas por trás por condutores irresponsáveis em despiste e/ou em contramão.





Bébés-vários e o dia da mãe…

3 05 2015

Hoje é dia da mãe e o que vou dizer não é agradável. Mesmo assim, vou cumprir o que disse e escrever sobre o bébé-medicamento. Em primeiro lugar, é um nome horrível. Na notícia do Público aparece uma alternativa de nome, sugerida por uma mãe de um bébé destes, que é bem melhor: “bébé-salvador”. Ser gerado apenas com o objetivo de ser uma espécie de armazém de peças sobressalentes é uma ideia sinistra e não me parece que possa acontecer havendo todo um percurso burocrático a cumprir.Pode acontecer sim, mas nos subterrâneos da venda ilegal de orgãos. Parece-me que uma mãe e um pai desesperados possam querer gerar um filho de outrém para tentar salvar o que têm doente, mas vão talvez amá-lo mais, pois veio ao mundo para salvar. De outra forma não vinha? Não sabemos…. e há por aí muito bébé-casamento, muito bébé salvador de casamentos, muito bébé-espelho-meu, muito bébé-brinquedo…
Como é o dia da mãe e eu não tenho filhos, é um dia para mim um pouco estranho. Lembro-me da minha mãe, falecida. Não há portanto telefonema a fazer. Nem a receber. Acho que nestes últimos anos tenho andado de certa forma a fazer luto pelos filhos que não tive – penso que esta ideia fui buscar a um filme velhinho “Quem tem medo de Virgínia Woolf” , filme que vi há muito tempo… esta imagem forte ficou, nunca mais me esqueci dela…talvez porque algo me dizia que assim seria comigo. Não dramatizo, pois tenho a grande vantagem de não andar a preocupar-me com eles toda a vida. Eles – os tais hipotéticos bébés-fantasmas que me desculpem, mas é assim. Não dramatizo a minha situação que é muito comum neste país, não tem nada de dramático. Filhos, ficam para a próxima vida. Vi um filme num destes dias que muito me comoveu, o título é “Começar do zero” não sei em Inglês, filme sóbrio mas muito intenso. É que há ainda os bébés-fantasma, os nados mortos. E há os filhos fantasma. Esses horrores também tive a sorte de não experienciar. Penso nessas mães hoje muito especialmente, pois deve ser um dia particularmente difícil para elas.
Agora, algo positivo: não há muitos bébés que tenham vindo ao mundo pelos motivos perfeitos ditados pelas comissões de ética…. se assim fosse , não seríamos 7 mil milhões, seríamos muito menos, mesmo muito menos, talvez até todos envelhecidos sem descendência 😦
Parabéns às mães pela coragem de arriscar criar e educar filhos e filhas, e coragem extra para quem está a pensar ter um (ou mais um bébé). Um conselho: não esperem pelas tais condições perfeitas. A bem ver, nenhuma mãe ou nenhum pai conseguiu reunir tais condições perfeitas quando decidiu ter um filho.