Samaritana , Maria, e a união de facto

4 04 2015


Terá tido um amor de homem que escolheu ser. Não acho que tenha trocado beijos com a samaritana , a quem apenas terá pedido água e que foi escolhida como mensageira para a Samaria. A sua amada, todos já sabemos, era Maria Madalena, que seria, aliás, (na minha opinião, seguindo a de muitos estudiosos do assunto) sua mulher legítima.
Aliás, o episódio da fonte de Sicó é muito rico em possíveis interpretações. Jesus fala com uma samaritana (os Judeus não falavam aos Samaritanos, consideravam-nos estrangeiros) Jesus fala sozinho com uma mulher sozinha (estaria sozinha junto ao poço de Jacob) e uma mulher estrangeira. Jesus revela-se como Messias a uma mulher em união de facto. E é ela que vai correndo para a aldeia contar a todos o que tinha acontecido, que tinha adivinhado tudo sobre a vida dela e que lhe tinha falado que daria água viva, com a qual nunca mais se terá sede. Samaria acreditou e foi ouvi-lo e acreditou pelo que Ele disse e fez, já não pelas artes adivinhatórias.
Entretanto, dois mil anos depois, a Igreja não dá a absolvição nem a comunhão aos unidos de facto.
Diga-se de passagem , esta situação é, por assim dizer, a minha, por isso este episódio me diz tanto. Quem tiver ouvidos que ouça, quem tiver olhos que leia!
Quanto à água, acho que a samaritana nem terá tido tempo para lha dar, quanto mais beijinhos, ter-lhe-á deixado o balde para tirar água do poço, tal a pressa de ir contar as novidades… 🙂

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