Nada com um dia a colher lenha [ post privado :-) ]

5 12 2014

O Defender finalmente a fazer aquilo para que foi criado: trabalhinho duro. Comprámos um atrelado e andámos a colher a lenha pela “propriedade”. Não é uma herdade (embora tenha pena…) mas temos que usar caminhos que só a pé ou de jeep se fazem. Foi bom, ar puro e frio como eu gosto, sem chuva. O meu pai dizia (acho que é dito popular , não tenho a certeza, pois ele inventava ditos, mas acho que este é mesmo dito popular) que a lenha aquece três vezes: quando se corta a árvore que morreu (para o meu pai cortar uma árvore viva e saudável era impensável, a não ser para desbaste de floresta jovem), quando se serra e racha a lenha, e quando se queima na lareira. Apanhá-la do chão e cortar os ramos finos também aquece, que foi o que fiz. Eu e meu pai costumávamos rir muito dos filme americanos onde aparece o galã a rachar lenha, questionando-nos como se dá o caso de todos os americanos que têm “cabana” na montanha terem sempre a lenha já serrada no tamanho certo algures num armazém que nem sempre se vê. É só mesmo rachar com o machado para mostrar os músculos…. O meu companheiro anda há 3 dias a serrar de motoserra. Eu tenho medo daquela maquineta, se alguma vez a tiver de usar, vou colocar todos os protectores e mais alguns, coisa que ele não faz apesar da minha insistência.
O recuperador de calor, a que chamo dragão, é muito exigente. A casa grande tem isolamento térmico excelente Não mudámos ainda para lá (pois há caixas que não cabem em lado nenhum e não temos armazém pois casinha onde estamos quero alugá-la a turistas, ou talvez não…). Nessa casinha ao lado, que é por assim dizer, um T1 só há um radiador grande no espaço que é sala/casa de jantar/cozinha/escritório (graças ao design inteligente do meu homem, quando remodelámos a sala/cozinha ficou um espaço multi-funcional). Chega bem mas não podemos ter um único radiador aberto, o dragão aquece demais, por isso temos de abrir radiadores na casa grande que fica assim sempre quentinha. Qualquer dia mudamo-nos para lá mesmo com caixas por todo o lado. Antes do Natal de certeza ,pois quero passar o primeiro Natal aqui em Vila Nova de Poiares, com algum conforto. O meu pai sonhou toda a vida com isso: passar o Natal em Poiares com todos os filhos e netos. O meu pai era um sonhador. Nós vamos passá-lo sozinhos, pelo menos a consoada. Nós e o gato. Acho mais romântico do que no apartamento da Marinha Grande. No Ano Novo será a mesma coisa, embora no fim de semana tenha planeado para aqui um almoço dos meus anos com a família, a minha, de sangue. Os meus enteados estiveram cá no verão, desta vez todos ao mesmo tempo. Foi um desatino pois o planeamento não foi feito à alemã. Deve ser porque nenhum deles é alemão, graças a Deus🙂 , embora a língua falada dominantemente tenha sido o Alemão, país onde nasceram. Entre eles fala-se Alemão, é normal, comigo tem de ser o Inglês, o meu Alemão só dá para entender aqui e ali umas conversas, mas tenho por princípio não falar orgulhosamente mal a língua alheia. Por isso foi uma espécie de Babel, pois há também holandês flamengo , Holandês de Den Haag e Francês. Eu escolhi Inglês para não dar em doida. O meu companheiro faz agulha de uma língua para outra sem problemas, Eu não, quando quero Francês sai-me Holandês, quando quero Holandês sai-me aqui e ali uma palavra em Alemão…
Enfim somos um casal de agricultores estranhos…

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