Memorando de não (des)entendimento actual e de futuro (des)entendimento e os dados fantasiados da OCDE …

26 06 2013

Vamos lá a ver se percebi , das palavras de Mário Nogueira, o que assinou ele. Uma acta calculo eu, onde estará escrito o que disse o MEC, e o que disse a FENPROF. Portanto, a FENPROF disse que a greve acaba mas que não há entendimento, pois aquela coisa da mobilidade, quando for aprovada, vai ao Tribunal Constitucional (acho bem), o MEC disse que aquilo da mobilidade é para todos os funcionários públicos, mas só em 2015 e que não haverá profs nessa situação pois os horários zero vão desaparecer (disse mesmo?), disse que se mantém o tempo de direcção de turma na parte lectiva (disse mesmo?), disse que continua a redução da componente lectiva por antiguidade (disse mesmo?). Era bom que fosse divulgada a acta.

Entretanto o público hoje publica, antes da notícia sobre este desentendimento que é entendimento suficiente para acabar a greve e tudo voltar à normalidade (depois da greve geral), duas páginas onde se vê um gráfico da OECD de 2011, com salários de profs com 15 anos de serviço, de mais de 39 mil dólares anuais, que são inventados, só pode. Quando é que um prof com 15 anos de serviço alguma vez ganhou isso? Quem mandou os dados par a OECD?  Na peça é depois explicado que a seguir a 2011, os profs viram cortes salariais sucederem o que altera a situação. Mas então e o corte que já foi no tempo de Sócrates?

Para quê publicar este gráfico, sem contraditório? Para fazer crer a quem não tem tempo de ler tudo que os profs são privilegiados? Agora também o Público contribui para a orquestração anti judeu, perdão, anti prof. Espero que alguém desminta estes disparates, ao abrigo do direito de resposta.

PS: OECD= OCDE em Inglês🙂 (Organisation for Economic Co-operation and Development ), organização que era prestigiada pela fiabilidade dos estudos e relatórios sobre países, mas que  tem evoluído muito, mas  não para melhor. Claro que quem manda os dados é o próprio país mas deveria haver regras muito bem controladas para ser possível fazer comparações. O cálculo em dólares PPP permite tudo e mais qualquer coisa, pois é complicado de verificar. Os tais 39 mil dólares é em paridades de poder de compra, que tem muito que se lhe diga, em termos de rigor e, portanto , eficácia comparativa. Para além do mais, a ideia de que o dólar anda ela por ela com o euro , induz também em erro, eu própria li euros, só depois fui ver melhor e era dólares, mas não sei a cotação do dólar em 2011. Enfim, contradizer o estudo é difícil se não forem conhecidos todos os pressupostos do cálculo e é com estes malabarismos que os cérebros do governo actual e do anterior e respectivos apoiantes têm contado como aliados na ofensiva contra os profs. Por falar nisso, o Ferro Rodrigues ainda por lá anda, na OCDE?


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