Redução ao absurso que já não é

1 05 2013

Quando todos nós, portugueses que cá estamos ainda, formos desempregados ou pensionistas, nenhum de nós recebe um tostão ou melhor um cêntimo, andamos todos a comer relva depois de termos vendido todo o património aos credores.

Ou seja , nessa altura , sim, estaremos num país ocupado.

Tenho a impressão de que, quando isso acontecer , não vai haver brandos costumes, nem jardim à beira mar plantado , pois , apesar da fome, resta sempre algo , uma réstea de energia escondida para acalentar uma resistência …

Sol e bombas , meus senhores, é isso que querem, acham que as vivendas e terrenos em solo pátrio nas mãos de alemães , ingleses, árabes, etc vão continuar na paz dos santos?

Quando é que percebe este governo que é necessário cortar definitivamente a despesa monumental com os juros? Quando é que percebem que sair do euro tem uma força negocial fortíssima, sair do euro de forma negociada é apenas uma forma de dizer que não saímos da UE. Se nos quiserem fora da UE , é com eles. Nós não temos de sair da UE, ainda temos parceiros europeus importantes, se eles reforçarem barreiras alfandegárias temos de substituir rapidamente esses clientes. A nossa banca tem de começar a falir , os que andam a brincar aos cowboys há muito que deviam ter falido. Quem anda muito caladinho é o sindicato bancário, ou os vários sindicatos bancários, nada se ouve, et pour cause…

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Sérgio Godinho: O primeiro dia

1 05 2013