Igreja católica no seu “melhor” ?!

13 01 2013

A Igreja Católica vai avançando nas novas tecnologias de informação e recuando no ritual das missas . Recuando na participação individual e colectiva na eucaristia. Agora que todos sabem ler, não se entende por que razão não se solicita que tragam os evangelhos (ou o missal) para que possam acompanhar as leituras. Algumas partes voltaram ao latim, para que nem todos percebam… No que respeita à parte cantada: o padre canta as partes que não são para serem ditas pelos vermes da terra. Assim as velhotas que sabem as deixas do padre de cor , já não fazem coro com ele. Fica mais solene. Tudo isto são, de certo, ordens do Vaticano. Ok . Mas, no que respeita aos cantos que deveriam ser colectivos, não sei se é ordem papal se é característica das igrejas cá do sítio , sobretudo das citadinas, onde os coros são dominados por certos beatos grisalhos muito convencidos da sua santidade e importância social . Todas as orações cantadas que já eram conhecidas dos fiéis foram banidas. Os beatos e beatas fazem a festa e apanham os foguetes e há sempre compositores que inventam novas músicas. Assim se garante que só as velharias que cantam nos coros possam participar. Assim, o cristão que vai à missa fica assistindo passivamente, tossindo nas leituras, calando-se quando fala o padre pois ele pode ralhar e ajoelhando e levantando quando é para isso… nem mesmo o credo já é dito, é cantado com nova música todos os domingos possivelmente. Para o Pai Nosso tem-se mantido a toada, sendo, portanto, a única parte em que todos podem participar, mas como alguns se recusam a cantar, as missas estão-se tornando piores do que velórios. Nem mesmo nas festas (Natal , Páscoa) há um papel em todas as cadeiras com as referências das leituras e as letras das canções principais. Uma tristeza, e assim se vão tornando cada vez mais cinzentas as “eucaristias”, com gente cada vez mais velha. Depressivo.
Só lá vou nas festas. Admito, é um bom alibi para escapar a este ritual semanal com sentido cada vez mais diluído.
Nas vilas talvez seja um pouco melhor, vai havendo uns coros de gente nova que ensaia o resto do pessoal uns minutos antes da missa e canta com alegria. Enquanto por lá estão. Depois dos cursos feitos nas cidades universitárias mais próximas desaparecerão para a emigração ou para outros recantos da capital do sul e do norte e deixarão as missas.
Assim vai a Igreja católica de Bento XVI e assim vão crescendo as outras igrejas.


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