Desemprego…. fatalidade?

14 05 2012

Interessante reflexão de António Duarte no blogue “Educação do meu Umbigo”
Quanto a comentários a este post, é minha impressão ou tanto os concordantes (que são a maioria) como os dissonantes (talvez dois) concorrem para um mesmo efeito: paralisar a discussão tornando o post muito menos produtivo do que virtualmente ele é. Ou seja o artigo deveria continuar, pelo autor ou por outro, retirar conclusões que permitissem vislumbrar mais soluções para este círculo vicioso.
Queria por isso adiantar qualquer coisa, ou melhor enumerar factos com alguma relevância :
O sector produtivo não desapareceu ainda. Seria bom perceber quais as actividades do sector secundário que continuam a facturar e como fizeram.
– Auto_Europa não poderá constituir também um pertinente caso a estudar?
– Claro que um aumento do valor acrescentado, ou seja, do PIB, só pode resultar do investimento privado, o Estado está como sabemos , nas lonas. Os privados não têm, os bancos não emprestam, alguma classe média ainda vai jogando na bolsa (os que ainda podem -que os há- que ainda podem, os mesmos que podem também ir suportando o desemprego dos filhos, e pagar-lhes o rock in rio e a queima das fitas…), os que não podem, deixam de ser classe média e passam a novos pobres.
– As estatísticas dos suicídios na Europa em crise assustam. Mas há um país onde tudo isto aconteceu à classe média e há pouco tempo: os EUA. Quantos se suicidaram? Quantos foram acampar em terrenos baldios, com um computador como património restante… como estão agora?
Se de facto o dinheiro foi mesmo a enterrar (só não sabemos o dia em que foi) então ele já cá não está e será preciso atrair investimentos estrangeiro e não endividarmo-nos. Operações de marketing ? Charme? Seja o que for, mas é a única solução, não há outra, o modelo da procura interna acabou. O estado providência está a finar-se , só ainda se não marcou a data da cremação.
– Haverá aí alguém que queira voltar ao “orgulhosamente sós”?
– Haverá aí alguém que acredite numa revolução de tipo “comunista” , mais pura ou menos, mais ditadura ou menos do proletariado …desempregado?
– Em relação à crise na União europeia, não resultará tudo isto da ausência de uma verdadeira integração, cujo pilar fundamental deveria ter sido a coordenação efectiva das políticas macroeconomicas, desde o primeiro dia em que se pensou ir para a moeda única?
– Por meio de que mecanismo malabarista se chega por aí à conclusão de que a Alemanha tem a ganhar com a crise europeia? Este país opõe-se à emissão desmedida de moeda pelo BCE. Não será que é aí que está o problema, o horror alemão à inflação não estará a asfixiar os países com problemas , o que provocará um círculo vicioso que no limite provocará isso mesmo que se queria evitar, ou seja, inflação sem crescimento, estagflação… a velha conhecida.
– Em relação às estatísticas dos empreendedorismos, falta o da Índia que não é da OCDE e por isso não aparece e nem sei se os serviços estatísticos desse país conseguem saber quantas centenas de milhões de micro-empreendedores possui. Mas devem ser muitos mesmo…. muitíssimos…

Nota mais técnica: reler o mdelo IS/LM/BP na versão keynesiana ou monetarista: acho que não perdeu a robustez na clarificação de algumas das questões actuais.


Ações

Information

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: