Transparência

23 01 2012

Em vez de discutirmos os zeros à direita do rendimento do PR, deveriamos talvez exigir que houvesse transparência em todos os ministérios e institutos estatais. Os respectivos sites deveriam conter as remunerações dos seus trabalhadores a começar pelo ministro. Não esquecer o Banco de Portugal. Ficávamos mais informados e não teriamos que perder tempo a saber quais as despesas monumentais do nosso PR. Quem sabe lá o que pode vir da família. Faço então suposições já que nada, mas nada sei sobre a família do chefe de Estado. Pode o homem ter netos muito dispendiosos, filhos sem cargos políticos, sei lá, situações como eu conheço de algumas pessoas que têm família em sérias dificuldades (ou seja, e por mera hipótese, pessoas infelizes como eu sei que há em Portugal, que, com a idade de 50 anos ainda não conseguiram gozar o direito inalienável de todos os Portugueses a terem uma vivenda) por exemplo. Netos ou filhos a recibos verdes a 5 euros à hora e o homem tem que ajudar aquela gente toda… Por exemplo.
Acho que só é preciso que haja transparência e que os detentores de cargos públicos mas sobretudo o mais alto deles todos não façam comentários que têm consequências ridículas: toda a gente chama ao PR “pobrezinho” e outros, como eu, começam a magicar quais serão as despesas, sabendo-se que o orçamento administrativo que suporta Belém é de 9 milhões de euros para 2012 ( o orçamento dos gabinetes é outro mas não vem aqui ao caso, pois é óbvio que as despesas não podem vir daí). O que sabemos é que não são as despesas com a criadagem e manutenção arquitetónica do palácio de Belém.

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“Play of the Waves”

22 01 2012


Austrian Radio Symphony Orchestra?





Debate parlamentar

20 01 2012

Assisti para ficar a par do que têm sido as posições da oposição e já agora, do governo. Assim a primeira vista , pareceu-me que Passos Coelho esteve bem, com a ajuda de alguns deputados da bancada dos apoiantes do governo.

Quanto ao acordo laboral , fiquei sem perceber, para além da questão da “desaptação “, só a deputada Apolónio falou concretamente de uma das alíneas. Mas essa , a da acumulação do subsídio com o baixo salário não me parece nada má ideia. Todos sabemos o que tem acontecido ao subsídio de desemprego em muitos casos. A situação de facto, quer gostemos quer não, é que aqueles que por natureza não gostam de estar em casa sem nada para fazer, ou porque o subsídio é baixinho , têm recorrido à economia informal que é isso mesmo: baixos salários. Pura perda de  tempo estarmos a discutir isto. Quais os mecanismos que vão obrigar o trabalhador a aceitar o emprego não ficaram claros. Vão empregar uns tantos jovens a recibos verdes para fiscalizarem os processos tanto da economia informal como dos abusos de quem nem procura emprego após perdê-lo, apenas se acomodando aos subsídios? Aí estarão todos de acordo se esses “contratos precários” forem distribuídos por todos os partidos? Ou vai ficar tudo na mesma e então esteve-se a discutir , enfim…(ía dizer uma piada sem piada por demasiado batida), coisa nenhuma?

Quanto à UGT e CGTP, tenho aqui um problema: considerando que os trabalhadores a contrato sem termo são pessoas que , como eu, gozaram de um direito agora considerado um luxo, parece-me que as centrais sindicais estão um pouco a perder legitimidade, pois já só representarão uma classe cada vez mais minoritária. Os jovens precários hoje, já vão nos trinta e tal, quarenta anos… Esses se calhar querem um emprego com cláusula de desadaptação pois já viram que nunca terão contrato sem cláusula (ou com cláusula); são trabalhadores que estão já há muitos anos sob esse regime: hoje estão contratados amanhã não. Mas, pelo menos, com contrato de trabalhador por conta de outrem, não têm que pagar a parte patronal da segurança social. Os trabalhadores dos recibos verdes têm que pagar a sua parte da segurança social enquanto trabalhadores, mais a do patrão (que o próprio Estado que usa os seus serviços, em exclusividade de facto, entende serem eles próprios).

E outra minudência: esta coisa da desadaptação não estava já na proposta acarinhada por José Sócrates?





Meditation in Raaga Ahir Bhairav

18 01 2012

wikipedia sobre raaga Ahir Bhairav  Clickar para imaginar um mundo sem informação livre…
Nota: Este post foi escrito do dia do black out da wikimedia contra a lei SOPA. Agora já se pode saber as características do raaga Ahir Bairav.





Acordo laboral?

18 01 2012


O sacrífico patriótico do gato? Dar emprego à tartaruga até que ela própria dissolva o contrato…





Eu Bandoleiro

17 01 2012




Wikipedia on Standard & Poor’s ( and “by the way” Moody’s)

16 01 2012

WIKIPEDIA  on Standard & Poor’s (and Moody ´on Freddie Mac and “Collateralized Debt Obligations _CDOs):

 «[…]
Some critics have pointed out that the company and other rating agencies were part of the cause of the global financial crisis of 2008–2009, for example when Moody’s downgraded Freddie Mac[20] or, to quote Time, when “both agencies granted AAA rating to Collateralized Debt Obligations (CDOs) that were chock-full-of crap mortgages, thereby helping to precipitate the 2008 financial collapse”[21]). Ezra Klein wrote for The Washington Post that “Standard Poor’s didn’t just miss the bubble. They helped cause it,”but he said S&P took the right action to downgrade the U.S.[22] On the other hand, Paul Krugman wrote, “it’s hard to think of anyone less qualified to pass judgment on America than the rating agencies,” and, “S&P’s demands suggest that it’s talking nonsense about the US fiscal situation”.[23] Perhaps more revealing and supportive of Paul Krugman’s comment, David Wyss, who was chief economist at S&P till July 2011 noted to a reporter on August 17, 2011: “The credit agencies don’t know any more about government budgets than the guy in the street who is reading the newspaper.”[24] Such insider comments lay fresh doubts about the key ratings decisions by S&P. And, in a recent Wall Street Journal article, Mark Adelson, S&P’s chief credit officer since June 2008, openly decried the quality of S&P analysis and analysts; yet the majority of them (including Clifford Griep, the former chief credit risk officer) remain employed by S&P. While Mark Adelson reviewed and edited the U.S. downgrade notice, he did not really question the reasoning, nor spot the $2 trillion error in the computations. Furthermore, on August 6, 2011, the CEO Deven Sharma publicly stated that he had no prior knowledge that such a rating change was even in the works for the prior day, but quickly went on to defend the move; in a surprise development, Deven Sharma left S&P in early September amid mounting criticism of the firm’s ratings and research.

With the US downgrade some have accused S&P of causing further damage for its own agenda. S&P acknowledged making a US$2 trillion error in its justification for downgrading the US credit rating,[25] but stated that it “had no impact on the rating decision”.[26] “A judgment flawed by a $2 trillion error speaks for itself,”[27] said a spokesman for the United States Department of the Treasury.
[…]»

Notas:

Destacados da minha responsabilidade.

O artigo tem  a marca de dúvida da neutralidade: pois… mas não há nenhum texto alternativo … pois… 🙂