Horário das 9 às 5

20 06 2011

Aplicável ao sector privado e público globalizado, daí estar redigido em língua inglesa

Foto roubada aqui

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Segunda feira…

20 06 2011


As imagens da primeira parte estão com fraca qualidade mas a ideia é gira ou “cool”, já que se passa tudo nas paisagens geladas:
O:03 – voltar do trabalho numa sexta feira.
0:44 – ir para o trabalho numa segunda feira.





shahid parvez – Bageshree alap

19 06 2011


Infelizmente só 1:53
O mais vocal dos sitarriscas. O sitar canta nas mãos de Parvez

Este é mais longo embora o som seja de menor qualidade e não inclua o alap.
Raga Bageshhree mais apropriada para a noite, mas mesmo assim…





Domingo azul…

19 06 2011

Azul, ou seja blue. Ontem  andei 8 km. Hoje os músculos ressentem-se. Tenho que fazer passeios longos mais vezes, está bem de ver. O trabalho no campo é ingrato, não é propriamente ginástica de manutenção, massacra as costas na zona  dos rins , sobretudo quando a tarefa é  a monda à mão. E duas semanas depois há que começar de novo. Não vou guardar o domingo , sorry  Lord, tenho visitas, o que é sempre forte motivação para limpezas. Necessárias , mesmo sem visitas. Vou recalcitrando aqui e ali sobre zonas de difícil acesso ao aspirador. A tarefa não dá para grandes filosofias, ao contrário da monda, que se não fossem as dores nas cruzes, é um trabalho suficientemente simples para ligar ao automático e pensar noutras coisas. Não , agora não vou opinar sobre política. Hoje estou numa de derrotismo pessoal blogosférico. Para além dos meus escassos fiéis leitores (aqueles que vão à página inicial) tenho muitos que vêm à procura de informação sobre reforma antecipada, e outros muito dispersos à procura de tudo um pouco, até porque o blog é um pouco eclético ou generalista nos assuntos… Mas não sei mesmo se vale a pena manter este blog por muito mais tempo. Ele serve para isto, por exemplo, pensar alto e desabafar, isso é bom, mantendo a ilusão de um interlocutor imaginário que se interesse  por um minuto ou se reveja no que digo por dois minutos e depois esqueça e volte aos seus afazeres atmosféricos e/ou (quem sabe) blogosféricos…





Alguns apontamentos sobre a “missão” na saúde

18 06 2011

Ando arredada dos twitter. E por isso não sabia que já havia governo, quando escrevi o último post sobre Crato. Estou muito feliz com a nomeação. Nada a alterar do que disse. O ministro das finanças confesso que não conheço. Interessa-me agora falar de Macedo no ministério da saúde. Acho que o homem é bom na sua profissão , funcionando por objectivos que cumpre. Foi assim na DGCI, mas não lhe quiseram continuar a pagar a comissão. E agora? Aceitou ganhar muito menos ? É espírito de missão? Por falar nisso, calculo qual a missão. Acabar com os desperdícios. Tudo bem, desde que nestes estejam incluídos o número e as abébias dos administradores hospitalares . Ou serão os meios de diagnóstico?  Neste senhor tenho alguma confiança que faça as contas até ao fim e verifique o que fica mais caro: um diagnóstico mal feito , com sucessivas e recorrentes idas ao centro de saúde e hospital  (com internamentos porventura evitáveis) e uma factura de medicamentos errados, ou uma actuação rigorosa e certeira com base num diagnóstico científico exigindo por isso exames porventura caros mas necessários?  Por exemplo. Haverá outros desperdícios, como a incapacidade de actuação em pequenas intervenções nos próprios centros de saúde. Nestes, as pessoas esperam 3 e mais horas para terem a uma consulta e obter um papelinho que os manda para o hospital (onde esperam 6 meses a um ano por consulta e seis horas se for emergência) para fazer intervenções e exames que poderiam ser feitos logo no centro de saúde e/ou laboratórios/clínicas (públicos ou privados) associados ao SNS e a outros subsistemas de financiamento (públicos ou privados, como as seguradoras). Vamos esperar para ver. Naquele pelouro há que ter um programa coeso e ser um hábil negociador com os lobbies, pois não basta por contas em ordem.

Ainda uma coisa que deve estar a preocupar muitos espíritos: o conhecimento do indigitado acerca de declarações de rendimentos. A saúde passar a ser tendencialmente paga. Já o é. Mas erradamente. Tudo reside na questão de saber quem pode pagar seguros privados e quem não pode. Quem pode e tem seguro privado de saúde por que raio tem de ser a Segurança Social, os subsistemas públicos, como a ADSE a pagar todas as contas???? A dupla cobertura do mesmo risco é um desperdício monumental. O seguro de saúde vitalício é viável desde que haja coordenação de esforços entre o estado e as seguradoras para a criação de um fundo para os riscos pesados associados à idade e não só. A garantia de escolha do prestador pelo doente (segurado pelo estado ou por seguro privado) e não pela entidade financiadora ( seguradora ou Estado) garantiria a concorrência saudável entre prestadores e melhoria da qualidade. Estou a pensar em seguro base, claro que extras de hotelaria (quarto individual por exemplo) implicariam maior esforço por parte do segurado. Na situação actual é o que acontece mas sabemos que nos hospitais públicos há instalações para VIP, que à saída do hospital  pagaram o mesmo que todos os demais, ou seja, a taxa moderadora.





Se for um mega ministério…

17 06 2011

SE vão juntar o ensino superior com o não superior, é óbvio que não vão lá colocar alguém das escolas Superiores de Educação. Mesmo sendo professor coordenador, que é o máximo da carreira do Ensino Superior Politécnico, seria ridículo e muito polémico, à partida. Para além disso,  a  pedagogia associada às ESEs já deu provas  dos belíssimos resultados  da aplicação no terreno, da pastelada protocientífica que constitui o seu “corpo teórico” se é que o há e acho que não. Muitos dos seus mais contundentes opositores até já se reformaram por preverem a continuidade do estado de coisas actual que se vai auto-sustentando por inércia de muitos e falta de alternativa romântica de outros (os da Esquerda coli, perdão, da Esquerda coalhada, da Esquerda colidificada, perdão , solidificada) que se arrepiam todos quando se fala em exames, disciplina, (ai que horror, a repressão), esforço, tudo coisas que lhes fazem lembrar a antiga senhora… A exigência é uma palavra que se deve anunciar aos alunos mas não é para levar a sério.  E mesmo quando se anuncia que é preciso trabalho devem os profs relacionar-se com os alunos com muito açúcar, muita interacção e muita tolerância e muita camaradagem e muito contrato de aprendizagem e muito etc … a escola pública existe para dar diplomas a todos, não pode ser elitista… e mais patati e patata. E eu acho , como muitos, que a escola pública nunca foi tão selectiva como é agora mas da forma mais perversa: distribuindo sucesso estatístico à força, a escola pública garante que aqueles que têm em casa um ambiente mais selecto, com pais com formação escolar e cultural superior à norma se vão munindo de conhecimentos e competências na escola e noutros lados, ao mesmo tempo que a mesma escola pública vai dando, através do sucesso fácil, sucessivos alibis para que os nossos jovens possam adiar ou não tomar as decisões responsáveis a respeito da sua própria vida, ou seja MENTINDO_LHES e mascarando o verdadeiro falhanço. Por outro lado, quem tem responsabilidades governativas na política educativa não dispõe de dados para um diagnóstico sério de uma doença cujo único sintoma objectivo e mensurável reside agora apenas e tão só nos resultados do PISA, já que até os exames do 12º estão facilitados, na maioria das disciplinas.

Por isto tudo , e tendo em conta a sua biografia e as nossas deficiências também no Ensino Superior , eu acho que seria Crato a melhor escolha.





“Moonsoon” raga

15 06 2011


Devido ao tempo nebulado nada de “moon eclipse”. Assim, para consolo, sugiro este “moonsoon” raga.
Claro que se trata de lapso, monção é “Monsoon” em Inglês e não “moonsoon”. Vale a pena ouvir sobretudo nestes dias de Junho meio frio, meio quente, meio chuvoso. Um pouco a metáfora do país… em regime acelerado, pelo menos para o novo governo, sobretudo o ministro das finanças, o qual, segundo o cessante ministro das ditas, não vai ter tempo nem para se sentar…