Se for um mega ministério…

17 06 2011

SE vão juntar o ensino superior com o não superior, é óbvio que não vão lá colocar alguém das escolas Superiores de Educação. Mesmo sendo professor coordenador, que é o máximo da carreira do Ensino Superior Politécnico, seria ridículo e muito polémico, à partida. Para além disso,  a  pedagogia associada às ESEs já deu provas  dos belíssimos resultados  da aplicação no terreno, da pastelada protocientífica que constitui o seu “corpo teórico” se é que o há e acho que não. Muitos dos seus mais contundentes opositores até já se reformaram por preverem a continuidade do estado de coisas actual que se vai auto-sustentando por inércia de muitos e falta de alternativa romântica de outros (os da Esquerda coli, perdão, da Esquerda coalhada, da Esquerda colidificada, perdão , solidificada) que se arrepiam todos quando se fala em exames, disciplina, (ai que horror, a repressão), esforço, tudo coisas que lhes fazem lembrar a antiga senhora… A exigência é uma palavra que se deve anunciar aos alunos mas não é para levar a sério.  E mesmo quando se anuncia que é preciso trabalho devem os profs relacionar-se com os alunos com muito açúcar, muita interacção e muita tolerância e muita camaradagem e muito contrato de aprendizagem e muito etc … a escola pública existe para dar diplomas a todos, não pode ser elitista… e mais patati e patata. E eu acho , como muitos, que a escola pública nunca foi tão selectiva como é agora mas da forma mais perversa: distribuindo sucesso estatístico à força, a escola pública garante que aqueles que têm em casa um ambiente mais selecto, com pais com formação escolar e cultural superior à norma se vão munindo de conhecimentos e competências na escola e noutros lados, ao mesmo tempo que a mesma escola pública vai dando, através do sucesso fácil, sucessivos alibis para que os nossos jovens possam adiar ou não tomar as decisões responsáveis a respeito da sua própria vida, ou seja MENTINDO_LHES e mascarando o verdadeiro falhanço. Por outro lado, quem tem responsabilidades governativas na política educativa não dispõe de dados para um diagnóstico sério de uma doença cujo único sintoma objectivo e mensurável reside agora apenas e tão só nos resultados do PISA, já que até os exames do 12º estão facilitados, na maioria das disciplinas.

Por isto tudo , e tendo em conta a sua biografia e as nossas deficiências também no Ensino Superior , eu acho que seria Crato a melhor escolha.

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