Declaração

1 06 2011

Para quem estiver interessado:

Nunca (eu ou a minha família)  recebemos alguma vez, subsídio ou incentivo a fundo perdido ou em comparticipação para manter o minifúndio beirão de que aqui tenho falado.

Para quem ache que me reformei cedo demais, e acompanhando o raciocínio individualista que está  na moda e vai reger-nos no futuro , devo acresentar duas coisas:

-pelas minhas contas considerando o valor presente das minhas contribuições aos longo de 33 anos, estou a receber o que descontei e que daria até os meus 75 anos. Se o tabaco, o Sócrates ou o Marinho Pinto me não provocarem  um ataque de coração (salvo seja, lagarto, lagarto) que me faça ir desta para melhor, só depois dessa idade estarei à “mama” do Estado. Tenham santa paciência. Quando  e se lá chegar , o valor real da minha reforma será ridículo.

-saí por não aguentar o mobbing contra os professores perpetrado durante seis anos por este governo. Muitos privados fazem isto: cria mmau ambiente na empresa para forçar o trabalhador a reformar-se mais cedo por quase metade do salário que tinham.

-se este minifúndio, depois de restaurada a arrecadação maior que me foi doada em vida por meus pais (só restaurei a pequena) me permitir passar a ter uma empresa de turismo rural ou eco-turismo ou qualquer coisa assim, declararei os lucros, juro. Entretanto não retirei ainda nada fora de uma parca agricultura de subsistência. Tal como meus pais, tem sido só enterrar  dinheiro no chão que muito respeito, cujo valor comercial conheço bem e que nada tem a ver com o valor emocional. Aviso privado: claro que nunca , mas nunca, deixarei que tenha que o comprar pelo valor emocional .

– SE o projecto me permitir pagar o meu salário justo para o trabalho desenvolvido, eu poderei depois escolher o mais alto: a reforma ou o salário.

Nota: caso , porventura, tenha sido essa a razão pela qual deixei de fazer parte dos blogues preferidos do Reitor, aqui tem a resposta.

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Vim ver os posts de ontem

1 06 2011

E verifiquei que ontem não postei. Não foi por causa da declaração do IRS que despachei logo no sábado sentindo aquele alívio de me libertar de algo que vinha adiando durante quase todo o mês de Maio. Afinal agora até sexta-feira pode-se cumprir o dever fiscal e ir de consciência tranquila para a câmara de voto no Domingo, depois da Missa. Devo confessar que vou raramente à missa, o que é pecado. Mas não falho as grandes: Natal e Páscoa. Retomando o assunto, já sei  por que não postei. Não havia giro de Itália. Por falar em giro, e se houver alguém curioso a respeito das medidas do venezuelano que chegou em sétimo lugar: o rapaz tem 1,62m e 48 kg. Disto se pode concluir que, se planearem umas caminhadas (ou cicloturismo) de montanha para estas férias, façam favor de perder uns quilinhos primeiro. Ou, depois de um exame ao coração e coronárias, façam muitas subidas e de forma regular durante três semanas sem comer muito e perderão garantidamente muitos quilos.

Não é verdade , não postei porque estive à procura das árvores jovens no meio do mato (ainda verde mas que vai já mais alto do que eu) antes de se proceder ao corte do mesmo, dito limpeza, que se impõe. Trata-se da futura floresta na zona ardida (que é parcialmente urbana, mas florestada por opção de meu pai, que tenciono respeitar). Fomos plantando (eu e meu companheiro) novas árvores aqui e ali acrescentando a nossa criatividade ao projecto de meu pai, que faleceu um mês depois do fogo e nesse mês, para além do relatório completo entregue à polícia que provou a origem criminosa  do mesmo, elaborou o projecto de reflorestação mandado executar por minha mãe. Desde o falecimento desta que tem sido por nós mantido, acrescentado e melhorado sobretudo através do furo.

Portanto a razão subjacente para não postar foi a colocação em funcionamento prático de uma nova máquina. Queríamos comprar uma motoroçadora robusta e que arranque sempre. A que tínhamos era chinesa e constituía uma ameaça à saúde do meu companheiro, pois funcionava tão mal que lhe  fazia subir a tenção arterial que normalmente acompanha as pragas (em flamengo são muito giras mas preocupantes na mesma). Da informação obtida tanto na internet como junto dos trabalhadores da junta de freguesia que andavam por aqui a limpar mato na estrada, a melhor roçadora, imaginem, não é portuguesa. De que país é ela, adivinham? É isso mesmo, acertaram, é alemã, cara mas vale a pena, mas só digo a marca por e-mail, não comprei ainda acções da companhia que as fabrica, nem me pagam para publicitar. Pormenor interessante: os portugueses adaptaram-lhe uma cabeça (dos fios de nylon)de alumínio de fabrico japonês , salvo erro, que é mais prática e eficaz  que a de origem.  Aqui reside a nossa mais-valia, a imaginação no desenrasca. Mas é verdade, funciona muitíssimo bem.

Notícias do dia :

Hoje é o dia da criança e do leite, o aniversário do nascimento de Marilyn Monroe e da morte de Camilo Castelo Branco.

Afinal a Alemanha terá admitido que os pepinos biológicos espanhóis não são os serial killers (do e coli). Vão  receber indemnizações (os espanhóis, claro), espero eu.