Público: “As revoluções não se fazem só com Twitter ou Facebook”

24 02 2011

A influência dos novos meios de comunicação e as mudanças que estão a ser operadas no mundo árabe foi um dos temas do debate que reuniu esta noite na capital espanhola, cinco directores e responsáveis editorais dos jornais “The Guardian”, “The New York Times”, “El País”, “Le Monde” e “Der Spiegel”. Todos concluíram que os novos meios de comunicação foram importantes para a convocatória e organização das revoltas, mas não são os protagonistas da mudança ainda em curso.

“O poder dos novos meios de comunicação foi essencial nas revoltas no mundo árabe”, assinalou Sylvie Kauffmann. Contudo, a directora de redacção do diário francês “Le Monde” foi prudente: “As revoluções não se fazem, só, com Twitter ou Facebook, mas com as pessoas que actuam, a acção revolucionária não são, apenas, os meios”. No mesmo sentido se pronunciou o director do “New York Times”, Bill Keller. Depois de assinalar as virtudes do Facebook: “uma enorme velocidade e um alcance amplo”, Keller subinhou que se trata “de uma ferramenta de utilização”. E deixou um aviso: “Não queremos que a tecnologia e o jornalismo tirem o crédito a quem arrisca a vida nas praças”.

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