Pergunta “naïve”

15 02 2011

Alguém tem nas suas mãos os termos do seu contrato individual de trabalho com o Estado? Sobretudo a parte respeitante aos deveres do empregador? A nomeação definitiva terá algo a ver com alguma lei feudal que obrigue o servidor do Estado a ser isso mesmo, um servo que, de quando em vez, tem de pagar os dízimos? Se assim for, então o contrato individual que existe para os professores contratados a termo rege-se pelo Direito privado e não administrativo e nunca poderiam ter reduções, devendo ser considerados como trabalhadores do sector privado, onde não houve ainda cortes e onde, nalguns casos , se registaram mesmo aumentos : estou a pensar na Autoeuropa, mas isso é um caso excepcional, a produtividade aumentou… A propósito desta questão da produtividade, no caso dos professores, ela tem estado a  diminuir de ano para ano, pela simples razão de que trabalham agora muito mais horas para produzir o mesmo resultado. O mesmo ou pior, dado que têm tido menos tempo para preparar aulas, passam grande parte do horário presencial a escrevinhar folhinhas com cruzinhas e a executar outros serviços cuja utilidade é , no mínimo, duvidosa, como a “avaliação” do desempenho dos docentes – eles próprios e o  dos outros cujo valor não conhecem nem nunca poderão objectivamente qualificar e muito menos quantificar, por muitas e variadas razões que têm sido sobejamente denunciadas na imprensa e em blogues.

Deixo a pergunta inicial aqui registada, embora calcule que ela estará respondida em pareceres que não li nem vou ler tão cedo, para não me enervar. Estamos num país onde a lei é uma espécie de ioiô que ninguém leva a sério, nem mesmo as próprias vítimas dos atropelos à dita, que vão baixando os braços, a cabeça e as costas de tal forma que quando se levantarem, se o fizerem alguma vez,  já será a partir da posição de joelhos ou pior (no sentido de mais incómoda, claro está, que este blogue tem mantido o decoro, mas calculo que o leitor terá pensado noutras interpretações).

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EUA: Obama apresenta orçamento de 2012 numa escola

15 02 2011


Informação da Casa Branca: The President travels to Parkville Middle School and Center for Technology in Baltimore to unveil his budget plan in a reflection of the fact that in the tough choices we face as a nation, our kids’ futures are at stake.

O Orçamento enquanto expressão de uma política com metas a 5 anos (e mesmo 10 ) e apostando na Educação sobretudo Engenharia. Reduções de despesas estão presentes para reduzir o défice.  Depois do discurso, conversa com os alunos de Parkville Middle School (ver até ao fim).

Sobre as características da escola pode consultar-se a home page. A avaliação externa -Maryland School Acessment (MSA) dessa escola pode ver-se aqui.

“The Maryland School Assessment is an annual assessment program that tests grades 3 through 8 in reading and mathematics. Two tests are also required at the high school level to measure reading and mathematics. The MSA results are used in the calculation of whether a school met the AYP target. Science scores are represented for grades 5 and 8 and the high school level but are not a part of  Adequate Yearly Progress (AYP). The performance results for MSA include both MSA and MOD-MSA students for grades 3-8.”

Resultados de Parkville em Matemática (por exemplo)