Música clássica e devocional indiana no feminino (3)

23 01 2011


With the help of artists such as Mehta, a new generation of female Indian musicians seems poised to break the chains of tradition, which for centuries saw women as lacking the proper qualities to master a musical instrument. “In Moghul times, the somber dhrupad style, essentially a vocal style with some instrumental accompaniment, was the leading genre in classical music,” Mehta explains. “Dhrupad, which was mainly heard in royal venues, was entirely dominated by male musicians, both instrumentally and vocally.” The rudra veena, a large fretted zither prominently featured in dhrupad, was played by and taught solely to the males in musical families. The lighter khyal style, which evolved in the Eighteenth Century, began to admit female vocalists, but not female instrumentalists.

Mehta continues: “Instrumental music was first derived from dhrupad, therefore men remained the primary exponents of such music. In addition to considerations of tradition, the technique and strength required for successful performance on traditional instruments is quite significant.” Accordingly the same prejudiced rationalizations used to exclude women from certain male-dominated sports were also used against aspiring female musicians in India. “The ability to endure many hours of daily arduous practice necessary to attain proficiency was also considered the province of men,” Mehta adds dryly. […]

While being a female sitar player does set Mehta apart from the pack, “my contribution is not one associated with gender,” she says.  “Rather it’s the ability to bring out the rasa, the emotional qualities of a particular raga, whether they be devotion, love, pathos, or joy.”

Anúncios




Música clássica e devocional indiana no feminino (2)

22 01 2011

Wikipedia sobre Lakshmi Shankar. Nasce em 1920,entrou com dançarina no grupo de dança de Uday Shankar e vem a casar com Rajendra, irmão de Uday (Ravi é o mais novo dos Shankar). Mais tarde dedica-se ao canto e irá participar na digressão pelos EUA de Ravi /Harrison : é a vocalista da canção “I am missing you”.





Dia de reflexão: “muerete…”

22 01 2011

Não nem pensem que estou a dizer isto a qualquer dos candidatos a Belém. Estou a arranjar assunto mais profundo:  o futebol.

Onde raio foram desencantar aquela ideia do “muerete” dedicada  ao Mourinho? Googlei e encontrei esta canção de qualidade elevada, e texto ainda mais profundo. Pelo video clip parece ser uma fita magnética que incomoda a pessoa, mas as quadras fazem lembrar várias outras coisas, eventualmente menos puras do que a memória de um sentimento. O significado da metáfora, se é que existe, dedicada a Mourinho, só o sabe quem sofre com os desaires da sua equipa , neste caso os adeptos do Atlético… ou será paixão pelo treinador alheio?

Mas não tenho a certeza de tratar-se da mesma canção, no vídeo do Público só se ouvem dois segundos, é difícil. Pode também acontecer que já todos saibam qual é a canção e eu só agora cheguei lá…

Quanto ao dia de amanhã, não digo muerete a nenhum dos candidatos, cruzes canhoto, vade retro satanás… 

Apenas digo Mourinho à Presidência!

muerete, muerete
se supone que no debería sentirte
todo este tiempo siempre me cuidé
si una vez logré matarte, no creía…
que volverías vivo

lo siento crecer, dentro de mí
muerete
muerete
muerete

sentimiento inútil, de nada me sirves
destruíste lo que tanto me costó
solo te pido, no aumentes tu tamaño…
dentro de mi cuerpo

lo siento crecer, dentro de mí
muerete, muerete, muerete, muerete





A arte da música clássica indiana no feminino (1)

21 01 2011


Annapurna Devi (não consegui encontrar no You tube nenhuma gravação em vídeo das suas interpretações, apenas esta sem imagem e som em mau estado).  O instrumento é um surbahar, uma espécie de sitar com som mais grave.


Anoushka Shankar 

A mãe de Anoushka é Sukanya Rajan (actualmente a viver com Ravi). A  biografia  de Sukanaya não aparece na net ou é difícil encontrar. Teria sido uma cantora de talento segundo este artigo de Peter Huck no  Telegraph e em que Ravi Shankar é central, mas que permite obter informação sobre algumas  mulheres significativas na música clássica indiana. Cito também a wikipedia para ajudar a compreender como se relacionam ou relacionaram com Ravi.

Ravi Shankar met Sukanya Rajan, Anoushka’s mother, in 1972. He was already famous as the man who, from the mid-Fifties onwards, almost single-handedly introduced sitar music to the West. He had worked with Yehudi Menuhin and Zubin Mehta, influenced a wide spectrum of musicians from John Coltrane to the Beatles (becoming a close friend of George Harrison’s), and performed at classical venues and pop festivals such as Woodstock and Monterey. Sukanya was a talented singer trained in Southern India’s Carnatic tradition. Both were already married.

Six years later they began an affair. Shankar was already acrimoniously separated from his first wife, Annapurna Khan, and was involved in a long-term relationship with a dancer called Kamala. Shubhendra, his son with Annapurna, lived in the shadow of his feuding parents, staying with his mother until he was 28 while his father disappeared on tour. After his son attempted suicide, Shankar helped him settle in the West where he studied sitar. Sadly, Shubhendra lacked the drive and will to succeed, and in 1992 he died, aged 50, of pneumonia.

There is also another daughter, Nora Jones[…]

Wikipedia:

Shankar married Allauddin Khan’s daughter Annapurna Devi in 1941 and a son, Shubhendra Shankar, was born in 1942. Shankar separated from Annapurna in the 1940s and had a relationship with Kamala Shastri, a dancer, beginning in the late 1940s.  An affair with Sue Jones, a New York concert producer, led to the birth of Norah Jones in 1979. In 1981, Anoushka Shankar was born to Shankar and Sukanya Rajan, whom Shankar had known since the 1970s. After separating from Kamala Shastri in 1981 Shankar lived with Sue Jones until 1986 and married Sukanya Rajan in 1989.

Shubhendra “Shubho” Shankar often accompanied his father on tours. He could play the sitar and surbahar, but elected not to pursue a solo career and died in 1992.  Norah Jones became a successful musician in the 2000s, winning eight Grammy Awards in 2003. Anoushka Shankar was nominated for a Grammy Award for Best World Music Album in 2003.

Shankar is a Hindu and a vegetarian. He lives with Sukanya in Southern California”





Uma espécie de SCUT?

20 01 2011

Um imposto , extraordinário ou não, é universal. Uma taxa não é universal e está normalmente associada a uma contrapartida directa, caso das SCUT, só pago se utilizar.

Ou seja, teoricamente  pode-se sempre evitar a taxa de redução de vencimento: sair  da administração, ou seja, pedir a demissão, é uma hipótese. A outra será  ter um registo na folha de vencimento de um valor inferior a 1500 euros ilíquidos.

Assim, esta taxa é um pagamento só devido por quem  tem a ousadia de ter um vencimento ilíquido acima de 1500 euros e simultaneamente tenha a desfaçatez de ser funcionário público, ou seja , tenha o descaramento de aceitar ou ter escolhido que aquela quantia ilíquida seja proveniente  do Estado e não , como os cidadãos honestos, procedente  do glorioso e altamente produtivo sector privado.





Algumas continhas relativas à redução de vencimentos

20 01 2011

Estive atenta aos três posts relativos a recibos de Janeiro publicados no blogue de Paulo Guinote.

Fiz algumas continhas que não vão acrescentar muito ao que já se sabia.

Caso as minhas contas estejam certas, a  partir de 1500,1 euros brutos mensais , a redução mínima anual variará entre 1,4 (para quem receber por qualquer motivo um vencimento de 1500,1 €) e  763 euros. Abaixo de 1554,5  não se pode aplicar a redução de 3,5% , a taxa terá que ser menor, ninguém pode ficar com menos de 1500 euros, conforme o disposto na lei55_A_OE_2011 (lei  55A/2010, 31 Dezembro, artigo 19, nº 5).

A máxima redução no intervalo  que vai de 1554,5 até 4165 (exclusive) corresponde a  um rendimento de 4164,9 🙂   e é em termos anuais de 5829,4 , ou seja ,  a taxa de redução será  de 9,997454%  🙂
Para os escalões superiores é mais simples de calcular a redução efectiva mensal, é só multiplicar o vencimento base por 0,1.

Um imposto extraordinário compreender-se-ia melhor pois seria lógico que ,como tem sido feito  no IRS,  a situação de cada um face ao número de dependentes fosse tomada em conta. A taxa de IRS nalguns casos diminui, mas mesmo em termos líquidos  a redução no vencimento é sempre injusta por ser cega à situação do rendimento do agregado familiar em termos de capitação.
Também será interessante verificar se se mantém a tabela de retenção na fonte de Junho de 2010. Não consegui encontrar na net, mas parece manter-se.  Aliás, já todos podem verificar o que aconteceu à taxa de IRS  nos recibos de vencimentos de Janeiro. Convém conferir. Em relação ao IRS , não me passa pela cabeça que,  na declaração anual para efeitos de IRS, seja apresentado o vencimento ilíquido que era em  2010. O que aparece nos recibos de Janeiro como vencimento base é já o vencimento depois de aplicada a redução. 

O que faz confusão é não haver muita agitação em torno desta questão. Os funcionários públicos são 700 000 ou coisa que o valha, já ninguém sabe quantos são, dadas as reduções de pessoal em resultado das aposentações e do aumento do tempo de trabalho na educação (que já terá tido efeitos na diminuição de contratados, sendo que no ano que vem se agravará). Estão também  e abrangidos nas reduções, para além dos magistrados, o pessoal das Forças Armadas e Polícias…

Será que estão todos adormecidos e nem se importam muito com o que ganham para manter a família que graças a Deus não diminuiu 3,5% de um ano para o outro?  Já só querem é manter o emprego? Eu não estou a ver nem este governo, nem outro, por pressão do FMI e de Merkel ou não, a fechar os serviços públicos de Educação e de Saúde. Já terão constatado o que se passa no SNS,  sendo de prever que, até 2015, muitos mais médicos , enfermeiros e auxiliares se irão reformar… Será que já fizeram bem as contas em relação à sustentabilidade de funcionamento do SNS? Estará o sector privado em condições de substituir o público na oferta de serviços? A serem  pagos pelo Estado pelas tabelas do público, haverá investidores interessados? De qualquer das formas, tenho a triste impressão (cruzes canhoto) que podem vir a subir as mortalidades  (infantil e as outras) com a correspondente redução da esperança média de vida, o que é bom para o sistema de pensões… Será esse o objectivo?

Peço antecipadamente desculpa pelo tom jocoso deste post mas tenho que fazer humor cinzento, negro, de várias cores, qualquer coisa, para não ter que agravar a factura dos medicamentos para a acalmar os nervos.

Nota: As medidas não me afectam dado que a minha pensão ilíquida não chega aos 1500, facto que não me impede de verificar  e denunciar injustiças objectivas.

Acrescento que tive que corrigir as contas depois de uma leitura mais atenta do nº5 do artº 19 da lei do orçamento. É que tudo isto é tão tortuoso que uma pessoa se perde na lógica…

Actualização:

Já agora porquê os 16%? Por cálculo simples . As duas parcelas teriam que ser menos do que 10% do vencimento de 4165 (V). Então a taxa de redução r=( 0,1V-70)/(V-2000)

r=(416,5-70)/2165

teria de ser igual ou menor a exactamente 16,oo46%, por isso 16%.

O limite de 4165 terá sido calculado de forma a que a aplicação da fórmula do escalão anterior desse igual a 10% do Vencimento (V)

ou seja : 70+,16*(V-2000)=0,1V 

0,1V-0,16V=-320+70

V=250/,06

V=4166, (6)   arredondaram então para 4165 é um número mais simples de memorizar e que com os redondamentos pagaria 10% também pela fórmula anterior. A partir desse número a aplicação da fórmula iria aumentar a redução para valores progressivamente superiores a 10%.

Qual dos dois valores das variáveis foi determinado primeiro isso já é saber muito. Ultrapassa-me de momento, se calhar há uma forma de determinar os dois valores ao mesmo tempo com  outras equações  (pelo menos duas). Com uma só não é fácil.





Nikhil Banerjee

18 01 2011


Não tem informação sobre a data da gravação, nem sobre a raga. Não sei distinguir as ragas embora me esforce por isso. Acho esta particularmente inspiradora…
Inspiradora de quê? Cada um sentirá por si.