Bullying: texto excelente de Paulo Guinote (e comentários meus)

4 03 2010

Sobre este fenómeno da violência verbal e física como forma de relacionamento nos recintos escolares e a “nossa indiferença”, a nossa culpa escreve Paulo Guinote um texto lúcido e acutilante que subscrevo inteiramente:
Todos Temos Culpa Quando Fingimos Para (Sobre)viver

Subscrevo a análise e acho que todos temos culpa e ninguém responsabilizará os directores que só lá estão para implementar a política do Big Brother nas escolas públicas.
Mas eu subscrevo também o programa de Paulo Rangel para a educação embora ele ainda não tenha clarificado a forma como vai restaurar a autoridade do professor e reduzir a indisciplina. Pois é disto que se trata. Quando o professor finge que não vê , que não ouve , está ele também com MEDO.

Nota pessoal: Houve um conjunto de factores que me fizeram sair da minha penúltima escola, onde estive 13 anos, e o problema da indisciplina e da ausência de medidas por parte dos poderes constituídos não foi o menor, embora não tenha sido o maior, foi a gota de água. Na outra escola não vi grandes diferenças. Apenas sociologicamente o problema não se generalizava. Alunos da classe média e todos do secundário. Pancadaria dentro da escola não vi, fora da escola , soube que aconteceu mas era equilibrada, entre alunos do mesmo porte. Mas muitas queixas dos 10ºs (que eu não tinha), a mim coube-me em sorte o curso profissional e a displicência face ao caos que eram as aulas de TODAS as disciplinas nessa turma foi a gota de água para o meu pedido de reforma. Problema que se veio juntar a toda a revolta pela destruição do que restava de exigência e excelência na escola pública por parte deste governo. Foi demais para mim. Desisti? Talvez, não sou heroína como o miúdo que se atirou à água para salvar o Leandro sem o conseguir e arriscando-se a ser levado pelas águas do Tua. Tenho 55 anos e ainda posso dar algo à sociedade e aos que me rodeiam (o meu companheiro, a minha família em geral e amigos sem os martirizar com os problemas do meu quotidiano onde a impotência face a esta situação nas escolas públicas corrói muito mais do que a humilhação que, apesar de tudo, sempre fui conseguindo evitar) .
O problema reside no sistema que tem que ser alterado. Acho mesmo que há matéria para homicídio por negligência neste caso da vítima de 12 anos de nome Leandro.


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