Ei-los que partem

3 02 2010

No Público:

Sociedade

Movimento emigratório actual comparado ao da década de 60  

03.02.2010 – 07:58 Por Ana Cristina Pereira 

O presidente da Comissão de Especialidade de Fluxos Migratórios, Manuel Beja, julga que é preciso recuar até à década de 1960 para encontrar uma vaga de emigração tão grande em Portugal.[…].

Estamos a falar de fenómeno diferente sobretudo se se  misturam saídas de estudantes para mestrados e doutoramentos, que não constituem emigração propriamente dita, são saídas temporárias, mantendo duas residências , normalmente, a dos pais em Portugal e a do estrangeiro.

 Agora há condições para o emigrante legal não ter qualquer problema em dizer que emigrou para a UE. Terá direito, se o fizer, às prestações sociais bem superiores na Europa mais desenvolvida. Tem todo o interesse em estabelecer residência para trabalho nessa mesma Europa. Mas  o Instituto de Estatística já nem faz  uns inquéritos por amostragem? Já não se   informa nos outros países, distinguindo residentes estudantes,  de residentes activos (empregados ou desempregados)? Mesmo  países que utilizam muito o part-time, como a Holanda, têm boas estatísticas. É informarem-se. O emigrante português só esconderá essa situação se estiver a receber prestações sociais (subsídio de desemprego, pensão por incapacidade) em Portugal, porque as perderá assim que se souber que trabalha e recebe em Espanha, por exemplo…

Ao menos que se saibam os números da emigração e imigração legal. A população residente em Portugal e suas características só é conhecida de 10 em 10 anos, nos Censos, nos intervalos fazem-se estimativas. Façam-nas em relação à emigração e imigraçã0. E mantenham actualizados os saldos migratórios, por estimativa. Divulguem esses dados e , já agora, melhorem os sistemas de controle da segurança social.

Os nossos partem com idades variadas , jovens e menos jovens, alguns em situações de trabalho “negro”. Pode saber-se por estimativa, há processos que permitem aos outros países conhecerem até a sua imigração ilegal por estimativa e por nacionalidade. Perguntem-lhes.

Ei-los que partem
novos e velhos
buscando a sorte
noutra paragens
noutra aragens
entre os povos
ei-los que partem
velhos e novos
Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e a saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados

Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá longe
onde o suor
se fez pão
virão um dia
ou não

(Canção da autoria de Manuel Freire)

Nota: É “ei-los” e não “hei-los” ( cf Ciberdúvidas)

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