Público:”Despesa pública irregular detectada subiu 60 por cento em 2008 “

9 06 2009

08.06.2009

 

Esta frase acompanha o vídeo de entrevista a Oliveira Martins, mas é exemplo de como é insuficiente a informação: há um ponto de tangência entre o que diz o Presidente do Tribunal de Contas e a frase que serve de título: 60%. O que deixa o leitor baralhado. Seria óptimo que a notícia fosse desenvolvida em artigo de fundo. Talvez na edição impressa.

É que adoraria saber as consequências disciplinares ou outras dos actos “irregulares” do gestor público ou autarca,  do director geral ou regional, do secretário de Estado ou ministro que comete as tais irregularidades. Também e sobretudo, gostaria de saber o que acontece aos contratos irregulares. Ficam nulos, ou com um papelinho aqui outro ali passam a legais e tudo fica como dantes, no melhor dos mundos possíveis?

Comprar a edição impressa até que seria justo mas não há tempo para ler todo aquele papel e depois fica um pilha de jornais que ao fim de certo tempo deito fora sem ter lido nem metade… não tenho a capacidade de leitura ao mesmo tempo extensiva e intensiva que alguns têm e ainda bem para eles e para mim. Tanta informação ao mesmo tempo no cérebro deve fazer mal , é indigesto , acho eu, só pode. Mas espero que não, isto sou eu com inveja…

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Valse op.64, No. 1. : o cão freneticamente perseguindo a própria cauda

9 06 2009

kubusdk  em informação que acompanha o vídeo:

“Valse Op. 64, No. 1. […] in D flat has obtained the name of the Valse du Petit Chien, owing to Chopin having composed it, as illustrative of the frantic efforts of Madame Sand’s little dog to succeed in catching its own tail.[…]

Acontece aos melhores, e neste  minuto  Chopin é mesmo descritivo…

Metáfora para alguém, um partido, uma classe profissional, uma plataforma, um clube qualquer, um governo?

A interpertação é livre.





Algumas perguntas e perplexidades sobre a luta dos profs

7 06 2009

O que aconteceu exactamente às providências cautelares entregues pela FENPROF? Infelizmente nada encontrei no site da Federação. Mas são pertinentes. O que aconteceu ao pedido de declaração de ilegalidade dirigido ao Procurador Geral da República entregue em Março? Admito que possa ser ignorância minha, tenho andado a evitar ler e ouvir notícias, por questões terapêuticas.

Os coordenadores foram dispensados da avaliação na componente cientifico-pedagógica (por parte da Inspecção) e por isso podem ser classificados de Muito Bom e Excelente? Os cá de baixo, titulares não coordenadores e professores em geral não bafejados pela dispensa, têm que requerer as aulas assistidas se acharem que merecem essa classificação… caso contrário já sabem que só terão de Bom para baixo….

O que é certo é que o simplex enquanto processo sociológico tem muitos aspectos interessantes. Os profs estavam esgotados, a atmosfera nas escolas irrespirável, e veio o simplex pacificar. Como? Por meio de ilegalidades. O pessoal respirou de alívio e a maioria desistiu resistindo, ou resistiu desistindo: a maioria não pediu aulas assistidas, desistindo do reconhecimento do mérito que muitos mas mesmo muitos teriam!

Agora discute-se na blogosfera a  entrega ou não da ficha de auto avaliação que vai replicar para a generalidade da classe o que aconteceu no ano lectivo passado (2007/2008) apenas aos contratados, que foram abandonados à feras de acordo com o memorando do entendimento. Os contratados entregaram, mais ou menos por esta altura do ano , uma ficha de auto avaliação. E foram avaliados, também, como agora, pelo Presidente do Conselho Executivo, ou Director … E nós deixámos. Não deveríamos ter exigido  sermos também avaliados nessa altura, ou seja, sermos todos avaliados de forma intercalar como eles foram?

O que impede um Director de simplesmente retirar a folha apensa à ficha de auto-avaliação, com o protesto individual, e deitá-la para a reciclagem? Talvez seja melhor assegurar a forma de reclamação e exigir recibo dos dois documentos nos serviços administrativos, no caso de ser essa a opção individual do docente. A declaração colectiva só faz sentido se enviada por via hierárquica ou directamente às DREs, Secretarias de Estado e Ministra, com conhecimento à Plataforma Sindical, para efeito de estatística dos protestos.

Mas a declaração deveria referir as ilegalidades….ou já não?

O pior que nos poderia acontecer seria dividirmo-nos com o facto de sermos diferentes, na situação profissional, na análise do processo e das formas de luta a seguir. O que me espanta é haver quem ache que perderíamos o apoio da opinião pública se tivéssemos feito greve por tempo indeterminado, ou greve às avaliações e que os mesmos que acham isso, não achem também que a opinião pública diria simplesmente que os que desobedecem na entrega da fichinha não querem ser avaliados. Não esquecer que o SIADAP foi aplicado mesmo aqui bem pertinho, aos Auxiliares da Acção Educativa e aos funcionários dos Serviços Administrativos e nós assistimos serenos.

Contradições ? Há muitas, dentro da classe docente e em cada docente em particular. Pois temos muitas e não me excluo, claro está. O meu caso só tem aqui interesse por poder gerar uma situação  peculiar- ou seja, tendo estado  ao serviço durante todo o ano  2007/2008, e estando em baixa médica em 2008/2009, por não ter avaliação, provavelmente descontarão dois aninhos em vez de um na progressão – que agora voltou a existir para os que já estavam no antigo 10º escalão com a criação de mais um degrauzinho ou dois  (tipo Everest e K2?) no topo da  carreira.

Actualização: há escolas e há departamentos onde os objectivos foram colectivamente determinados, logo, iguais para todos. Isso pareceu-me uma forma muito inteligente e coerente de actuar, numa altura em que ainda só havia murmúrios em surdina e pouco vento na blogosfera. estou a falar de Setembro/Outubro de 2008. Os colegas que assim procederam provavelmente não vão entregar fichas individuais de auto avaliação diferentes uns dos outros, quer-me parecer. O comentário que deixei há um ou dois dias atrás no umbigo não teve eco, já era muito tarde, perto das 2.oo a.m. Uma entrega das fichas individuais todas igualmente preenchidas não é em si própria um forma de pressão muito forte. Mas é apenas uma questão de princípio, e coerência ou se pedia a suspensão desta farsa avaliativa ou não. Muitos CE estavam obedientes e  mais ou menos adesivados, alguns com ligações directas ao PS e esferas decisórias do mesmo. Foi sempre uma correria nas escolas, como na minha, para que houvesse projecto educativo a tempo, objectivos e metas ou meta-objectivos, whatever, alguns até fizeram uma grelha  com todos os os objectivos possíveis: era só preencher com cruzinhas. Assim aconteceu na minha escolinha, a que deixarei em 1 de Setembro, se Deus quiser, pela porta grande e não por perda de vínculo , jorário zero ou  horizontalmente dentro de um caixão. Se Deus assim o permitir. Tive a sorte de poder sair depois de ver  o assalto ao poder , o assalto ao CGT e aos cargos de directores e por aí fora por parte de alguns colegas bem à frente do “movimento”de Leiria. Não estou a falar de José Vitorino Guerra que, depois do memorando do entendimento , infelizmente, deixou de dinamizar acções desse movimento. Este movimento  arrancou por inciativa dele e de colegas da ES Rodrigues Lobo, depois outros se colaram, os tais do duplo adesivo, jogando em vários tabuleiros. Estes últimos definiam obejctivos e prazos à quarta feira e assinavam posições colectivas de resistência ao Sábado. Isto toda a gente sabe em Leiria mas é bom relembrar.





Dia do ambiente: HOME – trailer

6 06 2009


O filme “Home- o Mundo é a nossa casa” (em Língua portuguesa) está disponível no You Tube, embora a incorporação não seja possível.
O dia do ambiente já foi ontem (dado o adiantado da hora), mas posso adiantar que foi precisamente nesse dia que entreguei para reciclagem e abate o meu fiat uno 45 velhinho. Foi difícil despedir-me daquele objecto que era do meu pai antes de passar para o meu nome (o que aconteceu já no meu período “leiriense”). Cumpriu o seu dever, entreguei-o com perto de 184 000 km e posso afirmar que a conta acumulada de oficina foi relativamente reduzida, comparada com outras marcas e modelos.
Mais um movimento no sentido de simbolicamente fechar um ciclo preso às memórias de vida daquele automóvel e também de melhorar o ambiente, dado que era um carro construído em 1987, estando bem longe das normas europeias mais exigentes, quanto a emissões, embora, quanto a consumo, não tenha nunca ultrapassado os 6,5l /100km.
E depois destas reflexões profundas, vou descansar também, embora não para sempre, espero eu, e desculpem-me a publicidade gratuita a uma marca de fabricante, embora relativamente a um modelo extinto.
Até amanhã, se Deus quiser.





President Obama Speaks to the Muslim World from Cairo, Egypt (legendas em Árabe)

5 06 2009




Tratado de Lisboa: hino, símbolos e o poder da sonoridade

2 06 2009


Do site de Carlos Coelho sobre a União Europeia:
Embora no texto do TL não tenha ficado nenhuma referência aos símbolos (ao contrário do que estabelecia o Tratado Constitucional), um conjunto de 16 países da UE, entre os quais Portugal, manifestam numa declaração às disposições do Tratado que consideram “a bandeira constituída por um círculo de doze estrelas douradas sobre fundo azul, o hino extraído do ‘Hino à Alegria’ da Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven, o lema ‘Unida na diversidade’, o euro enquanto moeda da União Europeia e o Dia da Europa em 9 de Maio” como símbolos do vínculo comum dos cidadãos à União Europeia e dos laços que os ligam a esta.

Se quiser ver esta declaração assinada por 16 Estados-Membros  clique aqui.

Antes de tirarem conclusões precipitadas sobre esta citação de Carlos Coelho, devo dizer apenas que o site  foi aquele que no google aparece mais bem posicionado sobre questões acerca do tratado de Lisboa.

Fiz a busca na net pois tinha a impressão de que o hino iria ser banido. Como o PS fez do hino da UE a sua principal música de campanha eleitoral, fica aqui o esclarecimento de que todos os partidos podem usar a mesma música e infelizmente não estão a usar. Será por ser em Alemão? Porque toda a parte final da nona ( que inclui o Hino à Alegria) foi concuída e orquestrada por Karajan?  Não sei, mas tenho para mim que o fundo musical tem uma força muito maior do que alguns pensam e os sons do Hino à Alegria, mesmo sem se entender patavina, até mesmo para quem não ouve (não esquecer a surdês severa de Beethoven), têm a sua vibração forte… Os homens do marketing do PS sabem isso. Aliás, em termos de competência neste governo, o trabalho de marketing tem sido de 4 estrelas (não dou cinco pois algumas encenações e operetas tiveram efeito boomerang, por exemplo a do “Magalhães”…).
Como para provar o que estou a dizer, o trabalhador mandado pelo senhorio -do tal apartamento que aluguei por 600 euros e que irá transformar o meu rendimento no mesmo que teria se me reformasse em janeiro de 2010- enviado, dizia eu, para substituir uma torneira do século XIX por uma mais actual (devo acrescentar que o dito senhor acompanha o trabalho com músicas populares assobiadas), assim que ouviu este som do you tube no meu computador (embora estivesse bem baixo o som) continuou a assobiar o tema principal…. Não me chamem paternalista ou coisa parecida. É que o som da música “clássica” ,dita erudita, de erudita só tem a execução, nunca a fruição. Claro que estou a incluir todos os períodos musicais anteriores à música contemporânea dodecafónica,concreta ou experimental ruidosa que actualmente está muito na moda. Essa é “erudita” também na audição, deve ser mesmo, já que eu não a entendo e tenho-lhe mesmo aversão. Prefiro “heavy metal” e outros assim da “pesada”, pelo menos têm aqui e ali, para além do ruído ensurdecedor, uma melodia, e alguns textos não são maus.





Shiva Ashtakam Mantra

2 06 2009
Loving Ganesha by Satguru Sivaya Subramuniyaswami

 


[…]

There are two basic kinds of mantras. One class is a very powerful set that causes immediate, direct changes to occur in the force fields around us, whether we know the meanings of the sounds or not. These mantras should only be used after initiation and proper instruction, because if they are mispronounced they can do us serious harm. […]

The second kind of mantras are either weaker, or the strong vibrations they produce cannot be distorted by misuse or mispronunciation. With this class of mantras, it is the power of our own minds concentrated upon the inner-plane being or concept that makes the mantra most beneficial. If we are not concentrated, still the energy of the mantra can evoke only one vibration or image. The majority of the Vedic mantras, all the names of the Gods and the Gayatris fall into this category. Most of the Vedic chants are simply short hymns and prayers, while the Sanskrit language itself causes positive, uplifting force fields that penetrate immediately into the inner realms.