Relembrando a agenda da FENPROF e especulando em torno da nomeação para longe do país do (GOE-CP)Grande Orientador de Estratégia Contra os Profs

13 04 2009

Mário Nogueira, em nome da Plataforma Sindical dos Professores, apresentou à Comunicação Social (foto) as conclusões do encontro (3/04/2009) que reuniu em Lisboa representantes de todas as organizações sindicais de professores. Em síntese, o secretário-geral da FENPROF e porta-voz da Plataforma apresentou as formas de acção e consulta aos professores que, logo a abrir o 3º período lectivo, se irão desenvolver.

Na primeira semana completa de aulas do período, entre 20 e 24 de Abril, decorrerá uma enorme operação de consulta aos professores e educadores de todo o país, com reuniões em todas as escolas ou agrupamentos que receberá a designação de Consulta Geral. Nestas reuniões apurar-se-ão as formas de acção para prosseguir a luta, far-se-á um balanço dos avanços que se obtiveram neste percurso e que resultados devemos exigir para a melhoria das condições de trabalho dos professores.

Em relação às formas de luta esta Consulta Geral aos Professores e Educadores sobre o Prosseguimento da Acção Sindical apurará da disponibilidade dos professores e educadores para a realização de uma manifestação nacional, em Lisboa, na semana que termina em 16 de Maio ou de outras formas de luta a concretizar na mesma data. A justificação apresentada para esta data foi que “é a última semana antes da campanha eleitoral para as eleições europeias e não queremos que se confundam as coisas”. Em relação a outras formas de luta, nomeadamente o recurso à greve, procurar-se-á igualmente “conhecer a disponibilidade dos professores” e, neste caso, “sobre o tipo de greve a adoptar e o momento mais adequado para que se realize”. / M.G.

Há ainda uns pdf para agit-prop e um abaixo assinado que não sei se é novo ou já com meses.

Manif em Maio? Antes ou depois da entrega das fichas de auto avaliação? Eleições  europeias? Nada de confusões. E quando forem as outras , separam-se também as águas e nada se faz? Então um dos argumentos para o acordo (do entendimento ou lá o que foi ) foi precisamente a oportunidade da luta, que seria mais eficaz perto das eleições. Quais? As legislativas calculo.

As agendas partidárias sempre me irritaram soberanamente. Acho que só quando a soberania nacional estiver em causa (sei lá, uma ameaça de invasão das berlengas por parte de um país vizinho ou distante  ou outro país qualquer) é que se colocam outras agendas prioritárias à frente da luta contra a destruição da escola pública que continuará , assim, sujeita a todo o tipo de farsas, atropelos grosseiros à lei e aos decretos-leis do próprio governo, trapalhices e  trapalhadas umas e outras mais ou menos decorrentes da leveza (para não dizer leviandade ) com que se fazem esses decretos, portarias e despachos, ou simplesmente resultantes da mais obtusa e grosseira incompetência.

O Grande Orientador da Estratégia Contra os Professores vai embora para o parlamento europeu ganhar bem mais. Será que irá ,nessa instituição, debitar ideias para uma política educativa “não superior” europeia inspirada na experiência de sucesso em Portugal?

Desculpem , estou a ver mal, o professor V. Moreira sabe de tudo muitíssimo, das finanças internacionais à geoestratégia global, passando , obviamente, pela “questão docente”  (questão em que ficará conhecido como  defensor acérrimo  da estratégica de governação de nunca ceder à “RUA”,  por mais incoerente e nefasta que seja a medida governamental contestada, deve manter-se de betão armado – apenas para que “o poder não caia na rua” -ou seja nas mãos dos profs -?!!!!! ).

Desejo-lhe o melhor possível, mas fico a pensar… normalmente os cargos para longe são oferecidos a quem incomoda. Por que será isto? Ou é mero prémio pelo trabalho desenvolvido? Humm…. não sei.  E vai manter o cargo de GOE-CP à distância e on-line?

Nota da aba do dedo mindinho do pé da página:

Um golpe de estado de profs seria giro, assim uma espécie de tomada de poder dos monjes no Myanmar….

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