Massenet Meditation (Nathan Milstein)

7 10 2008
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Uma declaração irresponsável

7 10 2008

Parece haver um ordem nisto tudo que nos ultrapassa. O nosso Barroso agora terá alguma saída airosa? Não tem. Tem uma conta bancária bem recheada com os salários principescos da comissão. Onde tem conta não sei nem quero saber. Melhor não ouvir o que ele diz.

Melhor estar atento ao que diz o governador do Banco Central Europeu. É que o sistema europeu foi criado principalmente com o objectivo de garantir a estabilidade monetária. Descansemos portanto os espíritos. Não é verdade, como disse o Barroso que os Estados membros estão por sua conta. Declaração irresponsável numa altura destas.Muito irresponsável.

Escusado será dizer que nesta hora difícil o pior que podemos fazer é ir levantar o dinheirinho. De nada nos servirá darmos cabo do banquinho se depois o dinheirinho nada compra pois nada há para vender, se o baralho de cartas ruir. O Salgueiro foi sensato. É a economia que é preciso aguentar.

O PEC está moribumdo pela sua própria natureza. O PEC será renegociado está bem de ver. Os Estados vão virar banqueiros e afinal ainda bem que há os monstros… É que a nossa massa salarial (dos docentes) não chega mesmo que fosse toda injectada nos bancos para os salvar a todos….. Por isso, o melhor é ficarmos quietinhos neste momento, deixarmos os nossos depósitos onde estão e confiarmos NO BCE e na ANGELA MERKEL e no bom senso dos lobbies de  alguns grandes bancos europeus mais conservadores!!!!!!.





Pirites e minas (notas complementares)

7 10 2008

Se alguém atentou na letra da canção dos mineiros, terá talvez notado que o mineiro se despede da família antes de descer à mina. A derrocada era o perigo. A certa fundura eram cem metros se bem me lembro, o calor lá em baixo era grande,  o oxigénio raro e a poeirada nas galerias escuras ficou-me na memória.

Mas o mineiro tinha ainda um risco maior que a derrocada (será  isto o “moral hazard” em linguagem de seguros?), a terra podia pagar-lhe em vida (com elevadíssima probabilidade ) presenteando-o com uma bela silicose que o incapacitava irreversivelmente aos 40.

Para alguns o ouro, para outros só uns cobres em troca de uma silicose.

A mina fecha e abre ao sabor da bolsa…

“É a vida”…

Será mesmo?





Assédio moral (mobbing)

7 10 2008

Não sou jurista e nem sei se se mantém no código do Trabalho artº 23 ( ? no código antigo) esta figura (mobbing). Figura que coloca o ónus da prova na vítima. O que fez o ME aos seus funcionários docentes nesta legislatura foi assédio moral. As escolas e suas direcções concretizaram as medidas . Deveriam ser as direcções das escolas a estar no banco dos réus?

Muitos professores aposentaram-se muito antecipadamente (demissões não conheço ainda nenhuma )precisamente para não serem humilhadas nem terem que entrar em conflito com alguém pessoalmente.

O objectivo do assédio moral é precisamente esse: despedir funcionários sem justa causa e sem pagar qualquer indemnização. No Estado isto passa-se, passou-se e está a passar-se. Com a grande vantagem de ainda penalizarem as aposentações e encaixarem mais uns milhões. Os sindicatos não estão muito interessados em estudar este assunto. Apenas tratam casos individuais e dos sócios. Ora precisamente o assédio moral tem como objectivo tornar a vida das pessoas impossível, atacar-lhes a saúde mental de tal forma que se auto excluem, se aposentam, se demitem e o estado de fragilidade em que são colocadas impede-as de recorrer à justiça, inexistente aliás em Portugal, ou existente para cadastrar ladrões de bicicletas, cavalos e automóveis, prender ladrões de bancos e proteger VIPs prevaricadores e violadores de leis e de miúdos e miúdas. Processos de assédio moral são quase impossíveis: seriam caros e seria muito fácil encontrar na vítima defeitos suficientes para provar que a situação é meramente um conflito pessoal de trabalho e de interpretações subjectivas cruzadas ou que foi tudo imaginação ou mau feitio da queixosa.

O Estado Português deveria estar no banco dos réus. Foram já muitas as vítimas. Vítimas  do Estado e não de pessoas concretas que fizeram o que o Estado mandou (alguns encontraram, encontram e encontrarão iniciativas próprias criativas, como parte interessada em fazer desaparecer da frente um obstáculo incómodo à suas carreiras pessoais). As vítimas, os que já saíram  fizeram-no precisamente por não quererem entrar em processos de conflitos pessoais. Foi do Estado a mão criminosa.

Os sindicalistas a tempo inteiro não sabem ,não querem saber e têm horror a quem sabe o que é a humilhação. Eles safaram-se na boa. Por isso não se dedicam a estudar esta figura nem a defender a possibilidade de colocar o Estado no banco dos réus em Portugal ou em sede de Tribunal Europeu.

PS: Corrigida a redacção. É provável que tenha que escrever cada vez menos neste blog, aqui fica a ideia para um projecto lei que proteja as pessoas de despedimentos colectivos mascarados. Ao menos as multinacionais pagam  indemnizações quando têm que proceder a lay off.