Em vez de discutirmos os zeros à direita do rendimento do PR, deveriamos talvez exigir que houvesse transparência em todos os ministérios e institutos estatais. Os respectivos sites deveriam conter as remunerações dos seus trabalhadores a começar pelo ministro. Não esquecer o Banco de Portugal. Ficávamos mais informados e não teriamos que perder tempo a saber quais as despesas monumentais do nosso PR. Quem sabe lá o que pode vir da família. Faço então suposições já que nada, mas nada sei sobre a família do chefe de Estado. Pode o homem ter netos muito dispendiosos, filhos sem cargos políticos, sei lá, situações como eu conheço de algumas pessoas que têm família em sérias dificuldades (ou seja, e por mera hipótese, pessoas infelizes como eu sei que há em Portugal, que, com a idade de 50 anos ainda não conseguiram gozar o direito inalienável de todos os Portugueses a terem uma vivenda) por exemplo. Netos ou filhos a recibos verdes a 5 euros à hora e o homem tem que ajudar aquela gente toda… Por exemplo.
Acho que só é preciso que haja transparência e que os detentores de cargos públicos mas sobretudo o mais alto deles todos não façam comentários que têm consequências ridículas: toda a gente chama ao PR “pobrezinho” e outros, como eu, começam a magicar quais serão as despesas, sabendo-se que o orçamento administrativo que suporta Belém é de 9 milhões de euros para 2012 ( o orçamento dos gabinetes é outro mas não vem aqui ao caso, pois é óbvio que as despesas não podem vir daí). O que sabemos é que não são as despesas com a criadagem e manutenção arquitetónica do palácio de Belém.
