– Liberdade, que estais no céu…
Rezava o padre nosso que sabia
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
– Liberdade, que estais na terra…
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
– Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga
Nota: Interpretem como entenderem. Acho que há muitas formas de o ser humano resistir mas para vencer pode haver só uma, em certas situações. A liberdade está SEMPRE em nós! E há aqueles que são assim: antes quebrar que torcer. Chamem-me irresponsável vós, os sepulcros caiados do politicamente correcto e da desdramatização como forma de alijarem a culpa que cada vez menos sentem porque cada vez menos exite consciência em vós. Chamem-me nomes, ficarei inconsolável….
Este blog é para maiores, de idade ou de coração.
