Público: PSD pede suspensão da avaliação e revisão do ECD

22 11 2008
21.11.2008 – 19h44 Lusa

O PSD formalizou hoje o pedido de suspensão do modelo de avaliação dos professores, entregando no Parlamento um projecto que recomenda também ao Governo a revisão do Estatuto da Carreira Docente.

O projecto de resolução do PSD recomenda ao Governo “a suspensão do actual sistema de avaliação de desempenho do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário” estabelecido pelos decretos 2/2008 e 11/2008. O PSD quer “que se inicie de imediato um processo de discussão com os diferentes parceiros sociais e com a Assembleia da República” para “a aplicação de novo modelo de avaliação” e para “a revogação, no Estatuto da Carreira Docente, das normas que instituíram a divisão da carreira docente”.

Os social-democratas preconizam um modelo “justo e independente, assente em valências externas, que liberte as escolas da pesada carga burocrática em que estão submersas, que introduza objectividade e transparência, e que valorize o mérito e a excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas pelo Governo”. Quanto à divisão da carreira docente em duas categorias, o PSD considera que é “iníqua e geradora de injustiças” e que os professores sem a categoria de titular “acabam por ser classificados de segunda”.

(…)

Só falta saber o que pensa o CDS e, já agora, a “Opinião” dos “críticos” “sócios” do PS. Estes, se forem deputados, deveriam explicar o motivo da sua obediência à disciplina de voto imposta pelo PS, quando foi da votação do ECD!!!!!!

O CDS parece propor o modelo de avaliação do ensino particular, mas quanto à suspensão deste modelo e ao ECD não me pareceu clara a posição deste partido, sobretudo em sede de parlamento ou mesmo de programa eleitoral. Mas posso estar mal informada.

Parece estar a formar-se, nos partidos, uma discussão de alternativas por via das imposições do ano eleitoral. Lamentável será se, nessa discussão, não forem consultados professores do ensino público não superior. Lamentável ainda se a “esquerda” se aglutinar em torno da proposta da Fenprof/PCP. Seria óptimo que se aprendesse com este processo de luta e que se tomasse consciência de que os consensos se estão a descentrar do núcleo duro das direcções sindicais. Há que ouvir os professores e seria bom que não houvesse desistência de alternativas a favor da Fenprof por questões de inércia de funcionamento dos processos politico-sociais. Quem disse que a Fenprof ouviu professores para fazer a sua proposta? Diz ela própria e que vai ainda discutir com os professores… Pois já sabemos, desde o dia D e até muito antes, como se fazem os escrutíneos… Mais powerpoints nos plenários e das 10 às 12h30m fala Mário Nogueira, às 12h, 30 abrem-se as inscrições… o pessoal está com fome, os mais militantes, que lá vão só para votar, aguentam até ao fim, mas ouvem pouco. Muitos dos independentes têm que voltar às aulas e comer qualquer coisinha, têm que se ir embora, comentando, “já sei o resultado da votação de nada serve aqui ficar”….

Santa paciência, Mário Nogueira tem estado bem ultimamente, nos media, não digo que não, mas ouvir os professores com opinões diferentes em plenários sindicais não é o seu forte, digamos assim…..


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